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30.1.04

Ana (b) Ela 

Odeio-te
Odeio o dia em que anabEla mota ribeiro sentiu que tinha possibilidade de sentir aqui,
Odeio poder tê-la tão perto sem novamente a poder tocar.
Odeio o dia em que desfiz o que Ela diz de como o diz.
Odeio esta sua nova voz,
simplesmente porque lhe falta o corpo.
m'A

Cimento, logo existo  

Sei que é ridículo recomendar certos blogues porque certamente antes de aqui virem, por lá passam, mas confesso que considero simplesmente simples e verdadeiramente verdadeiro o que li aqui.E, hoje, desplante máximo, transcrevo-o na íntegtra:

«Há dias, em declarações à Sic Notícias, acenando a Manuel Maria Carrilho, o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa dizia mais ou menos o seguinte: "Não sou empreiteiro, mas sou político e de um bom político o povo espera obras, não espera filosofia."
O tom com que a frase é dita ajuda ao carácter definitivo e absoluto que a ideia nela contida procura ter, o que me recorda uma velha regra de vida, segundo a qual um disparate dito em voz alta passa por verdade. Neste caso concreto, não é difícil imaginar que, no jeito de herói injustiçado a que Santana Lopes nos habituou, se dita num congresso ou num comício, tal declaração arrecadaria, de pronto, uma imensa ovação ao público empolgado.
A verdade é que esta ideia encerra o pecado capital de que padece a política portuguesa: o de que o suposto pragmatismo da mesma se traduz em cimento e não em pensamento.
Não consta que Churchill ou Franklin ou Rousseau tenham andado em andaimes ou fossem habilidosos com o martelo pneumático nem que a grande muralha da China seja melhor obra que a Teoria da Justiça de Rawls. As revoluções liberais não foram feitas à custa de pontes ou castelos e a democracia não saiu da cabeça de um trolha. Se Lincoln foi mestre de obras também não há relatos e a Declaração Universal dos Direitos Humanos não terá sido escrita nos intervalos da construção de nenhum palácio.
O que Santana Lopes esquece, como a assustadora maioria dos portugueses, é que a política, a verdadeira pol?tica, a que muda alguma coisa para sempre, foi e será feita pela filosofia, pelo pensamento, pela compreensão dos problemas e pela capacidade de vislumbrar um caminho duradouro em direcção ao futuro. Já a política das grandes obras de betão está, se pensarmos a História, frequentemente associada aos regimes ditatoriais.
Muito mais que o conteúdo das emissões televisivas, que a desintegração das famílias ou que os maus programas educativos, é o esquecimento da necessidade deste organismo político pensante e a ignorância atrevida com que são tratados aqueles que mudaram o mundo que lançaram Portugal na profunda estupidez em que vive.
A quem concorde com Santana Lopes aconselharia a, nas próximas eleições, votar Somague.
AB»


29.1.04

spectacle + new babylon = junk space? 

O 5 posta um artigo interessante.
Provocador, q.b. levanta um conjunto de associações e questões de nível superior.
Em email pessoal pisca o olho a um comentário meu...
Eu confesso, não sei bem o que lhe responder.
Será que alguém podia dar uma ajuda
m'A

Para que serve uma praça? 

Quando alguém comunica uma ideia a um genuíno cavalheiro inglês, o que é sempre imprudente, ele nem sequer pondera se a ideia é verdeira ou errada. A única coisa que julga importante é saber até que ponto nela se acredita.
Ora, o valor de uma ideia não tem nada a ver com a sinceridade do homem que a exprime. Na verdade, o mais provável é que a ideia seja tanto mais racional quanto mais insignificante for o homem, já que nesse caso não será afectada pelos seus caprichos, desejos ou preconceitos.
Quanto a mim, gosto mais de perguntas que de princípios e gosto de perguntas sem princípios mais que qualquer outra coisa na vida.

Gosto da pergunta ‘Para que serve hoje uma praça?’
Já não gosto tanto da leviandade com que assisti à pouco tempo, numa conferência de Greg Lynn em Roterdão, sobre o concurso do World Trade Center dos United Architects, à declaração peremptória de que: ‘A Praça assim como a Rua, são entidades mortas.’
Não gostei definitivamente da passividade da assistência perante esta preconceituosa declaração, vinda de um homem significante.
Eu levantei-me e saí.

É preciso ter cuidado com as respostas que damos e com as barbaridade que por vezes dizemos sem sequer apresentar os nossos citérios nem justificações, já quanto às perguntas, todas para mim são legítimas nem que seja para tentar provar coisa nenhuma.

Só para contrariar aquilo que digo, e com isso provar coisa nenhuma, um cliché...

Em todo o caso, e enquanto a Internet não tiver cheiro, nem tacto, nem luz, nem sobretudo sombra e não virmos os olhos dos que nos olham, continuarei a achar que as praças (assim como as ruas) têm por enquanto toda a razão de ser.
m'A

O treinador Sitemeter 

Ainda bem que alguém anda acordado
«Já se sabe que José Mourinho foi eleito no site da UEFA, através da votação dos cibernautas, o melhor treinador da Europa.
Mourinho recolheu 118.390 votos... só que desses 118.390 votos, nada mais nada menos que 105.271 (88.92%) tiveram origem em Portugal, num único endereço de IP da zona do Porto, conforme informação do fornecedor do serviço de Internet associado àquele IP, o qual detectou uma fortíssima acção de spam coincidente com o período em que decorreu a votação.
Deste modo, descontados os referidos 105.271 votos que não deveriam ser considerados válidos por representarem um (ou, no máximo, umas dezenas de participantes), restam 13 119 votos para José Mourinho, relegando-o para a terceira posição, atrás de Marcello Lippi (29.385 votos) e Carlo Ancelotti (18.320 votos), e à frente de Martin O'Neill (9.740 votos)."
E assim se cria mais um mito...
»
m'A

28.1.04

notícia de última hora 

PASSEIIIIIII PE!!!!!!!!!
Ena,ena!
Descobri mais um com a vida toda lixada!
m'A

Amoras de Bairro 

Em circunstância de artigo que não vem agora ao caso, a Ana, confessa
«As Amoreiras - o centro comercial - tornou-se património histórico da cidade. Depois do irromper de outros monstros do comércio, as Amoreiras acabaram por ficar com a "patine" da antiguidade possível. Eu gosto das Amoreiras. É hoje um sítio razoavelmente transitável, há lugar nos cafés mesmo na hora de ponta do domingo à tarde, e o tempo deu-lhe aquilo que muitas vezes dá que um "equipamento urbano" dá ao cidadão: uma reconfortante familiariedade com a terra. Eu lembro-me de não gostar das Amoreiras (do centro comercial, porque do projecto do Taveira gostei sempre). »
Eu diria muito mais ainda, mas para já, para já, digo tudo o que a Ana disse
m'A

Relações incompatíveis 

LAC tem sido um incondicional apoiante do ‘Não’ ao aborto, assim como tem sido um persistente crítico da bastonário da Ordem dos Arquitectos.
Quanto à primeira questão, é matéria na qual não me pretendo envolver, quanto à segunda também não.
O que não entendo é o que tem o cu a ver com as calças?
Como pode LAC, misturar as suas paixões com as suas discordâncias, e deste modo meter os pés pelas mãos.
Supôr LAC que Helena Roseta se devia dedicar em exclusivo à Ordem é outra das matérias com que ninguém compreensivelmente concordará (nem inclusivamente LAC). A vontade do grito elimina a clarividência e a inverdade expõe-se...
Seria legítimo impedir Pedro Santana Lopes de ser o número 2 do seu partido para se dedicar em exclusividade à CML? Pedir a tantos e tão bons que deixassem ou o ensino ou a sua outra actividade e que se dedicassem a uma delas em exclusivo? Seria relevante pedir a Valentim Loureiro que optasse pela Liga de Clubes ou pela C.M.Gondomar? Seria normal pedir-se a LAC que se dedique exclusivamente à sua actividade na Arquitectura (seja ela qual fôr), e que deixe de manifestar a sua opinião quanto ao aborto ou que deixe de se blogar?
Penso que não. Espero que não.
m'A
P.S. - A lei 64/93 de 26 de Agosto dá umas dicas sobre esta matéria... com a curiosidade suplementar de ser assinada Pel'O Primeiro Ministro, Joaquim Fernando Nogueira...
Estamos sempre a aprender...

27.1.04

IV - Gostar de cidades 

Volto a sublinhar: a cidade é o lugar da potencial realização das nossas mais secretas fantasias ou desejos: é o lugar onde confluem as diferentes filosofias, as diferentes angústias, os diferentes medos, as diferentes vocações, as diferentes religiões, as diferentes raças, os diferentes costumes culturais, os diferentes desejos sexuais, as diferentes gerações, as diferentes classes, as diferentes propostas de organizar a vida.
SG

em trânsito - Colóquio 

Ainda sobre a Lisboa em trânsito do Goethe Institut que já aqui postei, é definitivamente a não perder amanhã e depois o colóquio
Com nomes como Vítor Matias Ferreira, Nunes da Silva, Pedro Brandão, José Manuel Viegas, Jorge Gaspar, Manuel Graça Dias, Cássio Taniguchi entre outros e sujeito a temas que vão desde Lisboa, um projecto para a metrópole?, passando pelo utopias: um futuro para Lisboa e pelo os ritmos urbanos e a apropriação do espaço até ao a mobilidade e os transportes ba revisão do PDM de Lisboa.
Este colóquio, definitivamente, é a não perder.
Pelos arquitectos, e sobretudo por todos os outros.
m’A

Vers un erotism 

Mais um evento na Lisboa que queremos urbana e actual.
Gente dispersa que se agrupa, para do barro ir construindo as teias do futuro.
«
Perguntar por nós próprios, onde estão os outros e como olhamos o muno. Esta é a razaão de existência do Festival w.a.y. – who are you?- Um festival de temática pertinente, sutuacionista e irreverente.
Esta segunda edição é dedicada ao tema ‘O Erotismo’.
Podemos nestes três dias, ver obras de vinte artistas de campos como a dança, o teatro, a performance, as artes plásticas, o video, a música, a moda e a poesia. Propomos um novo formato de diálogo, quebrando fronteiras no terreno da diversidade, onde se cruzam várias áreas artísticas, géneros e sensibilidades.
»

A partir de hoje
Até 5ªfeira
A partir das 18h30
Sempre com a chancela de qualidade do Lux,
espectáculos, performances, instalações, conferência/debate.
O site está um bocado escangalhado...
m'A

26.1.04

Partilhar 

Hoje adicionamos aos nossos links, O Silêncio em Palavras e o 1979, dois blogues de amigos de outras esferas...
m'A

III - Gostar de cidades 

O palco desta movimentação de diversíssimas vontades e desejos é a cidade. A cidade que, momentaneamente, dada a velocidade da informação, pode adquirir uma escala quase global, mas que, no dia-a-dia, é o cenário físico, real, denso, construído, arquitectado, onde nos movemos, trabalhamos, amamos, choramos, descansamos; onde procuramos, às vezes desesperadamente, e sempre insistentemente, ser felizes
SG

em trânsito 

«porque Lisboa cresce e não é já cidade, é uma área metropolitana...
porque a mobilidade acontece em todas as escalas, do local ao metropolitano...
porque há um sentido de cidadania desaparecido em algum lugar…
»em trânsito é um evento interdisciplinar de participação cívica sobre a mobilidade e a vida quotidiana na área metropolitana de Lisboa.
Esta iniciativa, pretende promover a reflexão sobre o papel de cada um de nós, enquanto cidadãos, na vivência directa da cidade e dos seus espaços públicos, e suscitar a discussão de questões inerentes à condição urbana contemporânea.
Pretende reunir: o cidadão comum, planeadores, políticos, professores, estudantes, associações de deficientes motores e visuais, minorias e opinion-makers. Abarcar os mais diversos campos do saber e do fazer, para reflectir, debater e intervir sobre um dos maiores problemas das cidades de hoje: a construção de uma cultura de mobilidade sustentável.»


Porque os propósitos são actualíssimos, porque a iniciativa é de louvar, porque a postura é sedutora, porque os intervenientes são de não perder pitada, porque para coroar o elogio, o que já foi tem sido da mais fantástica urbanidade e poruqe, comprovadamente todos temos de recolocar o nosso posto de cidadania urbana, O Goethe-Institut de Lisboa, é quem marca a actualidade que se impõe nos dias que por ora correm.
Vão por mim, juro que é de não perder!!!
m'A

25.1.04

Kids! Accept Jesus Christ as Your Lord and Savior and Get a Free PlayStation 2!  

Voltei ao mesmo site e achei que seria pouco o link que deixei há pouco.
Passo a transcrever algumas inconcebíveis partes:

«Kids! Accept Jesus Christ as Your Lord and Savior and Get a Free PlayStation 2! This offer is for children and teenagers only! It may not be used in conjunction with any other Landover Baptist salvation offer.
Hey kids! If your Mom and Dad didn't buy you a PlayStation 2 for Christmas, you can still get one FOR FREE! Have you ever heard of Jesus Christ? Well, He's heard of you! And He wants you to have all the cool toys your parents are too cheap to buy!
(…)
He wants us to deliver a new PlayStation 2 to your house. It's as easy as 1-2-3! Understand, Jesus cares WAY more about you than your parents EVER will! They will never love you as much as Jesus loves you! Always remember that.
(…)
In fact, lucky for you, in order to follow Him, you are actually required to hate your parents! Luke 14:26 says, "If any man come to me, and hate not his father, and mother...he cannot be my disciple." Pretty cool, huh? So, if you hate your parents, you are already halfway to becoming a True Christian™! Congratulations!

Here is what you need to do to get your free Play Station 2:
1. Tell Jesus that you hate your parents
(…)
2. Find one of your Mom or Dad's credit cards (a blank check is even better!)
(...)
3. Call our church office and we will provide you with simple instructions on how to use your parents' credit card to charge a love offering over the phone.
Still NOT SURE? Here's More:
(…) You can upload Jesus' face into the game and automatically unlock all of the cheat codes to "God Mode,"

As a new Christian, you will want to share the good news of Jesus Christ with as many of your "peeps in the hood" as you can. (…)
And if they don't accept Jesus as their Personal Savior, you can kill them later. How cool is that!?
(…)Unreal Tournament as part of their Christian Soldier training to help Jesus slaughter sinners in the final battle of Armageddon (which God willing, will happen during President George W. Bush's second term).

Ainda noutros links da mesma Igreja:
The "What Would Jesus Do?" Thong
Please Jesus, Don't Send Me to Hell!
Contra estes, juro por Deus que me alisto na Guerra Santa!!!
m'A

If you hate your parents, you are already halfway to becoming a True Christian 

Não sei o que pensar.
Sinto-me parvo.
Se isto fôr mesmo verdade,
tenho vergonha de ser humano.
Juro que tenho vergonha.

Deve ser brincadeira...
...só pode ser brincadeira!
m'A

24.1.04

O Povo vai Nu! 

Sobre a ideia a que me vinculo no post anterior, recordo-me do que tem vindo a ser dito sobre o Estádio do Braga de Souto Moura.
Antes de mais, Eu, considero-o magistral. Nem tanto na sua forma final mas sobretudo no elogio que consiste ao arquitecto e à mentalidade aberta, subversiva e visionária que todos auguramos ter mas que nem todos atingimos com tal mestria.
Contudo, duvido cepticamente desta opinião pública que tem vindo a ser expressa na qual, nem uma unica voz censurou tal obra.
Será possível atingir na arte uma obra unânime?
Penso, obviamente que não.
Por isso, antes de mais, duvido não da opinião expressa de toda uma população mas duvido sim, à imagem do que já habitualmente sucede com Siza, desta postura tão portuguesa de, por equívocos de retórica, e costumes sociais negar por demasiadas vezes a nossa própria opinião pessoal.

É sem medo que por diversas vezes digo que Siza é sisudo. Acrescento a esta crítica frequente um pouco de sal e pimenta através de mais considerações sobre a sua obra. É impressionante constatar, a rapidez e a acutilância com que me contrapõem. Sobretudo não-arquitectos.
Novamente duvido de tamanhas certezas para logo considerar que antes da consideração pessoal de cada um, primeiro se impõe a opinião politicamente correcta da sociedade e depois se manifesta a referência fácil de um só nome para 'não fazer má figura' quando fala com arquitectos.
Para o estádio do Souto Moura lembro-me da sua entrevista ao Expresso, lembro-me do mais caro metro quadrado de construção do Euro'2004, lembro-me das vertigens silenciadas dos adeptos, lembro-me da 'hola' que não se fará e lembro-me de há 5 anos atrás, na Marselha de Corbusier, falar com um adepto do clube desta cidade que, sem papas na língua e com dôr (de adepto) no coração, criticava o arquitecto que por iluminado designío havia desenhado o elogiadíssimo Vélodrôme e com isso, havia tirado o prazer simples de ir à bola, entre amigos, só para ver a bola.
Não pretendo com isto desdizer a mestria do Estádio, mas novamente digo, que é necessário resgatar o sentido crítico...

(não)tenham vergonha na cara!
desmistifiquem o que não é mito!
porque a arquitectura, é também descoberta e emoção.
m'A

para cada projecto, uma avaliação 

Sobre um tema que 'ressuscitou' na blogosfera sobre a alçada do crítico não só musical, relembro o que aqui disse a 28 de Novembro neste post.
Sobre Siza, expresso a minha posição, tal qual a manifestei nesse mesmo dia. Era o meu 5ºponto:

«PONTO 5
Nem tem havido ‘pressa’ de falar dos edifícios em si mesmos.
Compreensivelmente, mais se impõe que se conteste a atitude e o plano.
Compreensivelmente também, todos se afastam de questionar ou inquirir o ‘mestre Siza’ sabendo que conquanto se exporiam não só à sua voz experiente (se bem que a cada momento mais obligarca), ademais se exporiam à opinião geral que com conhecimento técnico, ou com sentido imposto da verdade cultural portuguesa sempre defendem este sisudo mestre.
Siza não é um Deus. Tem projectos melhores e outros piores; tendo presente que mesmo as suas piores intervenções são sempre polidas referências e sensuais objectos, há que resgatar o sentido crítico que sobre as suas obras a comunidade portuguesa deixou de ter.
Não entendo, nem concebo, como à imagem de uma maquete, onde constam somente 3 volumes primários se pode desde já invocar a qualidade estética da proposta...
Não faz qualquer sentido, haver tão grande devoto à obra de um arquitecto em actividade que como tal, deveria estar em cada um dos seus projectos, em avaliação.»

Na vivência urbana, não nos é necessário, nem obrigatório, saber qual o autor de determinada obra.
Em cada diferente contexto, para cada edifício distinto, a avaliação à priori da sua qualidade é-nos empírica e não nos vincula ao conhecimento detalhado da biografia do seu autor.
Na sisuda Alcântara e na Alcântara com Siza, esta avaliação per si, tem também que ser establecida.
A confiança que possamos ter na obra consolidada de X ou Y, é segurança para o arrojo mas não poderá nunca ser hibernação da avaliação pessoal ou entrave primeiro ao debate público.
Nem Siza pretenderia que tal sucedesse...
m'A

23.1.04

arquitecto não-ganha-pão 

A minha mãe tem uma amiga. A sua amiga tem uma prima que tem uma cunhada que tem um vizinho cujo tio me quer convidar para fazer a reconversão da sua casa materna em Gouveia. Tudo acontece porque a mãe faleceu e o tal tio, mais os seus irmãos, esposas, filhos, genros e noras quiseram dividir a tal casa. «como só temos dinheiro para as obras...»(coitadinhos), «soubemos pelo meu sobrinho, que tem uma vizinha, que tem uma cunhada, cuja prima da amiga, conhecia a tua mãe e sabia que tu(eu..) eras arquitecto e talvez podesses dar uma ajuda?...»
...
O mais ridículo disto tudo é que, naturalmente, a resposta foi sim...
m'A

II - Gostar de cidades 

Teremos de perceber o que a cidade representa da vontade humana de solidariedade e do viver em conjunto: o contrário do individualismo. A cidade não como o território da anulação das diferenças, mas como o território da harmonização das diferenças.
Aceitamos hoje que nascemos iguais perante a lei mas orgulhosamente diferentes uns dos outros e de que é da complexa prática da negociação dessas diferenças que se impõem, com maior clareza, as soluções novas; que se conquista cada vez mais espaço para a liberdade e para a paz.
SG

22.1.04

Dia 22 

Hoje e sempre o nosso dia.
o amor (a dôr?) tem destas coisas...

SG sem filtro 

Um amigo de longa data e de intensidade indisfarçável juntou-se a nós.
Já me havia requisitado a sua colaboração e hoje honra-nos com o seu debute.
A partir de hoje e, espero que com a intensidade que lhe reconheço, fiquem também com o SG.
m’A

Gostar de cidades 

Em primeiro lugar temos de gostar de cidades; do que cidades significa!
Temos de gostar profundamente de cidades e perceber que elas são o supremo estádio a que chegou a humanidade:
-no que representam de confronto entre as diferenças dos homens;
-na quantidade de democracia que existe na palavra urbanidade;
-no que representam de pôr em comum;
-no progresso inerente à divisão do trabalho que as cidades propõem;
-na ultrapassagem do esforço perfeitamente desequilibrado que, até há pouco tempo (antes da revolução industrial), conseguir “sobreviver” significa para a maioria da população aqui, na Europa, e ainda continua a significar, noutros pontos do mundo, em África, na Ásia, na Améica do Sul.
SG

Fora d'horas 

Trabalho agora sobre a noite.
A noite em Lisboa.
Desenho, espaço e ambiente urbano.
Entre o previlégio habitual de gostar o que faço, faço agora o que gosto.
E com quanto gôsto!

Ontem, fora de horas e fora de tudo, fui à Expo cheirar o vazio, ao Lux beber o café, ao LerDevagar ler devagar, ao Café Suave fumar um suave, à Tasca do Xico ouvir fado vadio, ao Kremlin dançar a Perestroika, ao Gringo’s beber o que já foi, ao Cais do Sodré sorrir com o que sempre será.
Numa 4ªfeira, como tantas outras, foi tudo fora de horas, mas nada escapou ao tempo.
E foi assim que ontem, maravilhado, redescobri um pouco mais de Lisboa e um pouco mais de mim.
Os passos perdidos, as vozes gastas, os sorrisos desencontrados, as horas sem tempo, os sonhos adiados e o delírio supremo de estar vivo para viver a cidade dos homens.
obrigado Joana e Sara.
obrigado Lisboa,
m’A

20.1.04

Dos blogues para a Arquitectura e Vida 

Conforme prometido, aqui fica aquela que seria a estrutura do mesmo artigo para aquele mesmo espaço na revista Arquitectura e Vida (ou em qualquer outra) no que aos blogues de arquitectura diz respeito:
NOTA: As contagens pelo Sitemeter são sempre polémicas e estamos por demais habituados a ponderar as suas condicionantes contudo, desde já se adianta que estes dados numéricos (de 16 de Janeiro) apresentados pretendem unica e exclusivamente comprovar uma selecção que antes de mais é de substrato e só depois de audiência:
Aliás, se não se perderem em discussões sobre validade destas contagens penso que, o bom censo será suficiente para concordarem comigo nste escalonamento. E, se ainda assim não concordarem com esta exposição em pleno, reconhecerão ao menos algum critério na escolha e não o que a A&V com tamanha desfasatez propôs:

OProjecto
Média Visitas: c.80
Total Visitas: c.12.500
Média Pageviews c.120
Total Pageviews: c.17.500

Epiderme
Média Visitas: c.80
Total Visitas: c.5.000
Média Pageviews c.160
Total Pageviews: c.10.000

Fórum Cidade (não deixo de concordar com LAC, em que este blog tem um vzio demasiado grande entre as expectativas geradas e o fórum conseguido...)no entanto:
Média Visitas: c.80
Total Visitas: c.8.500
Média Pageviews c.90
Total Pageviews: c.11.500

Blog Sem Nome
Média Visitas: c.40
Total Visitas: c.5.700
Média Pageviews c.80
Total Pageviews: c.9.500

Lisboa a Arder (sobre Santana Lopes antes de tudo!)
Média Visitas: c.35
Total Visitas: c.7.600
Média Pageviews c.65
Total Pageviews: c.11.750

oGANG
Média Visitas: c.45
Total Visitas: c.1.900
Média Pageviews c.90
Total Pageviews: c.3.200

hARDbLOG
não se sujeita a estas polémicas contagens, contudo, um pouco de navegação não fará passar despercebida a ideia da sua manifesta qualidade...Ademais 55 links que para ele se establecem são outra das referências que claramente apenas escapam à Arquitetura e Vida

Vizinhos
sem dados de contadores disponíveis, ficou ao meu critério esta inclusão.
Que mande a primeira pedra quem não concordar

Planeta-Reboque
Média Visitas: c.30
Total Visitas: c.1.750
Média Pageviews c.50
Total Pageviews: c.3.000

Linha de Rumo (nem sempre sobre arquitectura)
Média Visitas: c.10
Total Visitas: c.2.000
Média Pageviews c.15
Total Pageviews: c.2.600

Na minha humilde opinião, e tendo em devida consideração que cada um destes blogs por vezes se alonga noutras matérias com menos contexto, estes é, no momento, o TOPTEN dos blogs de Arquitectura em Portugal. Não esquecemos ainda as opiniões sistematizadas apresentadas por outros blogues em casos específicos. Nesta nota que se pretende final a este assunto, destaco em opinião bem mais pessoal, os sempre interessados e já meus amigos Lutz, Pedro e os 5.

Seja, ao menos entre nós, reposta a verdade...
Por mim, caso encerrado.
Grande abraço a todos, continuemos as nossas outras mais salutares discussões...
m'A

19.1.04

Contra-Resposta a LAC: 

Diz ele:
« (...)não percebo as reacções que se geram devido a possíveis referências (aos blogues) na imprensa, seja qual for, ainda que mal informadas ou desinteressadas. Sinceramente, isso altera o que por aqui é dito?»
Não altera nada. Tás a querer fugir à questão porque te incomoda todo este destaque.
Esclareça-se:
1: Não é necessário defenderes-te pessoalmente porque claramente ninguém te está a criticar
2: por um lado, nada altera o que aqui é dito, nem o que é dito em nenhuma outra parte. Por outro, de que nos serve expressar-mo-nos se isso fôr eternamente inútil?
3: Tenho pela A&V, uma repulsazinha pessoal na mesma e exacta medida, se bem que inversamente proporcional à crença que vou tendo por este mundo blog. E, até acredito que aqui se tem tido mais consistência do que nessa mesma revista. O confronto entre meios expõe-se. A filantropia de este meio ser absolutamente não comercial, confere-nos ademais a legitimidade de exigir a quem faz o mesmo (ainda que pior - ou melhor), com benefício financeiro, que o faça bem melhor.
4: Entre as vistitas que cada um de nós aqui tem e que, terás reparado, tem vindo a crescer e a tiragem constante de 15mil exemplares da A&V; há uma distância que se vai eliminando. Um papel que nos acresce, um confronto que, quando exista, não poderemos ter pudôr em confessar
5: Sabes que é esta constatação por parte da A&V que, quanto a mim, levou às duas situações que te referem na A&V. Eu digo que, se eles cheiram a proximidade, devem por ela ter mais respeito, equidade e realmente ver o que aqui tem sido dito e não, simplesmente dizer com aquele ar condescendente o que lhes bem apetece.
6: A revista tem manifestas vantagens sobre os blogs nomeadamente na abrangência directa ao público. Os blogues têm outro tipo de vantagens como a actualidade e o debate. Gosto disso. Adoro isso e acho, ademais que sobretudo nas ultimas 3 semanas, o fórum que se tem vindo a establecer entre 6 ou 7 blogues (nos quais oGANG e OProjecto) tem sido valiosíssimo e com vantagens inegáveis para todos: Arquitectura, Nós, Público e demais blogues. Tou contente com o que temos e quero ainda mais. Quem estiver bem que vá ficando; quem disparatar que melhore ou que emende a mão porque o bem-estar não pode esperar.
7: Hoje, especialmente, um abraço muito especial a todos os blogues que se interessam, como eu por arquitectura.
m'A

Da Arquitecura e Vida para os Blogues: 

No início comprei todos os nºs desta revista. Depois, ao longo do tempo fui deixando de a comprar porque razões críticas que não vem ao caso desenvolver..
Emigrei e, manifestamente não foi esta a publicação que me fez ter saudades de casa.
Regressado, dou por mim a comprar a revista nos dois ultimos números por causa, sobretudo, da sua 1ªpágina: Em Dezembro Isabel Cruz de Almeida e desta vez Helena Roseta. Ambos os artigos me agradaram mas quanto ao resto da revista, no essencial mantenho uma opinião pessoal não tão seduzida. É caso para se dizer que há falta de melhor, tem naturalmente um espaço que lha compete.
Em Dezembro, a A&V publica nas cartas do leitor, um texto de Lourenço Ataíde Cordeiro, conhecido entre nós por LAC. O texto deste, não é nada de se lhe tirar o chapéu mas assim não o entendeu o editor Rui Barreiros Duarte que numa hilariante resposta, cita uns 4 filósofos, 3 antropólogos e outras tantas teorias para acabar por dizer coisa nenhuma.
Este mês, a situação inverte-se. LAC escreve, nós lemos (dia-a-dia), a A&V comenta e tudo acabria em bem, não fôra o disparate do resto do artigo no que ao balanço de blogues de arquitectura diz respeito:

Entre referências lançadas ao ar sem substrato nem critério, a A&V acaba por cometer o equívoco ridículo de comentar blogs já (aparentemente) extintos ou mesmo blogs em inglês(!).
Não me expanta este arbitrariedade e falta de critério por parte de quem é, mas incomoda-me seriamente que, por via da negligência de quem é, se esqueçam blogues como o Fórum Cidade, o Epiderme (Pedro Jordão é esquecido por quem não sabe ou, simplesmente não está interessado em saber. Este blog tem uma média consolidada há muito de mais de 65 visitas por dia com temáticas excelentes e diversificadas e com um rigor de fazer inveja à Arquitetura e Vida...), o Blog Sem Nome e já agora oGANG.

Aqui segue a curiosa lista que nos sugere a A&V (a nossa, só para mostrar com redundância, segue amanhã...):

Equívocos Mortos:
1: Arquichatos
postou a 1.11, 11.11, 19.11, a 26.11(2), a 4.12, 31.12 e 1.12, o que prefaz 8 posts em 2 meses.
Como suspeita comparação, oGANG iniciou-se a 3 de Novembro e conta, até ao momento com cerca de 150 post’s...

2: Cidades Fictícias
Este blog existe há cerca de 9 meses, num total acumulado de 350 visitas, a uma média de uma por dia...
Caso me tenha escapado algo, mas os unicos posts que por lá vejo são sobre o que pretendem vir a fazer, sem nunca terem chegado a fazr coisa nenhuma...

3: Amostra de Arquitetura
o post de 3 de Outubro, infelizmente, escreveu-se assim:
«Amostra de Arquitectura
Terminou.
Ana Amaral»

R.I.P......

Equívocos Estrangeiros
1: Arkitetura
é um blog brasileiro que não posta desde 21 de Setembro....

2: AnArchitecture
é um blog actual e interessantíssimo mas - e peço desculpa à A&V - é inglês...
Ou será que não perceberam?

Sem Equívocos (para salvar a honra do convento...)
1: Lisboa a Arder

2: Oprojecto

Se Rui Barreiros Duarte não o quer ler, não leia mas não leve os seus leitores ao engano.
Em prol da arquitetura e da vida,
eu continuarei hoje e sempre a ler, a escolher e a preferir O Epiderme!

P.S. – Este artigo bem como um que hei-de postar amanhã, serão impressos, selados e enviados para as Cartas do Leitor da Arquitectura e Vida. A ver vamos... ;)
m'A

18.1.04

Blogues: espaço na rede, tempo na vida 

Transcrito do Terras do Nunca:
«O blogue até te tem dado gozo. Obriga a pensar, ordenar ideias, ou simplesmente mandar a boca e ficar à espera. Traquinas!
O blogue às vezes não dá gozo. Escreves sempre que queres? Só quando queres? Ou já deste contigo a escrever por obrigação? Escrever por encomenda?
E há os outros. Que são o teu Inferno, mas que te salvam. Porque lês todos os dias tipos que no fundo te irritam? Não te basta a vidinha?
O blogue entra assim na nossa vida. Assim.
No meu caso, o blogue veio roubar tempo onde ele já não existia.
...
Escrevi há dias um texto fruto de algum desencanto. Quem nunca teve?
Mas descubro que, com este ou outro ritmo, este ou outro registo, vou continuar. Até um dia, mas isso agora pouco importa. Quem guarda os nossos dias?»

m'A

16.1.04

CometaSystem 

Ainda há uma hora havia recebido este sms:
«são famosos, são suiços, são nobres ( Herzog = Duque em alemão...), estão na moda e estão hoje no CCB. Eu vou lá estar. Aparece. Parece que percebem de arquitecura.»
ULTIMA HORA: A conferência acabou de ser anulada!
Parece que estas estrelas são mais cometas. Esta passou tão depressa pelo entusiasmo lisboeta que antes de alguém o ver, já se havia ido.
Palavras para quê?
m'A

Incredulidade Política I - Os bons 

Desde o dia em que Durão Barroso, com a mais nojenta publicidade enganosa, ganhou as eleições com a proposta eleitoral de abaixamento de impostos se ficou a perceber quais as metodologias deste governo:
Baixar toda e qualquer expectativa; lançar os cidadãos na apatia e, ademais retirar-lhes o sorriso e o prazer de viver e trabalhar. Desde esse mesmo dia que poucas têm sido as propostas desta governação que na realidade me surpreendem.
À luz desta postergação dos direitos pessoais em prol de um (suspeito) bem comum, o povo tem vindo a adormecer, diariamente nos são minoradas novas regalias e o povo já nem pia...
Salazar aproveitava o povo entretido com a Volta a Portugal em bicicleta para aumentar em 1 tostão, o pão. Durão Barroso nem disso necessita; tem o processo Casa Pia e muita falta da vergonha na cara...

Uma qualquer demonstração do que digo poderia ser, por exemplo:
No dia em que, provocatoriamente, pelo segundo ano consecutivo, o Governo congela o vencimento de 2 milhões de portugueses, o alinhamento do noticiário da SicNotícias na edição das 13:00 de hoje, foi o seguinte:
1: A abrir: Choque em cadeia na A23 faz 3 feridos graves e 21 feridos ligeiros. A causa parece ter sido uma espessa parede de nevoeiro
2: Pedofilia, Casa Pia e Carlos Cruz. Nem sei precisar bem oquê... tanta notícia consecutivamente sem relevância
3: Pedofilia e Açores. Mais 20 acusados neste processo que promete abalar os Açores
4: Pedofilia e Michael Jackson. Fãs reunem-se à porta de sua casa. O cantor pagou 3 milhões de euros de indemnização (600mil contos!!!), para sair em liberdade...
5: Pedofiia na Net. Autoridades Americanas desmantelam rede de pornografia infantil. Um negócio de milhões de contos...

(devidamente adormecidos, é então tempo de política....)
6: Mais duzentos portugueses (200!) por dia entram no desemprego. O total ascende já aos 450 mil trabalhadores num espectro que não conhece idade, classe social ou sequer nível de formação.
(apenas em 7º!!! A notícia do dia....)
7: O Governo não concederá aumentos a todo e qualquer funcionário público que desde já aufira mais de 1000 euros. Aos que aufiram menos será concedido um aumento de 2%. Para uma inflação real no ano transacto de 3,3% e uma inflação apontada para o corrente ano de 2,5%, o que isto quer dizer, na prática é que o governo pelo 2º ano consecutivo manda os sindicatos e os trabalhadores à merda e depois pede-lhes que, em nome do país, assinem a sua própria ruína.
E será que eles, pelo 2º ano consecutivo, alinham?
m'A

Incredulidade Política II – O mau 

Hoje, na radio, ouvi proferir-se o nome de Eduardo Ferro Rodrigues. E estranhei. Não a ouvia há tanto...
Só então me apercebi, que a estratégia concertada pelo próprio PS, para defesa pública do seu líder quanto ao processo Casa Pia, passa declaradamente por ‘esconder’ o seu próprio chefe...
Eu pergunto: se o líder do maior partido de representação dos portugueses na oposição, tem se andar ‘escondido’, para se defender, quem nos defende então a nós, portugueses na oposição?
m'A

Incredulidade Política III – e o vilão 

Bush já está em campanha.
Ele sabe bem que nunca ganhou umas eleições, e que nova falcatrua na contagem não lhe será consentida...
Ele sabe bem que com toda a merda que tem feito não será reeleito.
Então, em qual supremo e digníssimo ataque de solidariedade e altruismo que ninguém lhe reconhece, defende subitamente a legalização dos emigrantes para cumprirem (note-se a queda em si nas entrelinhas...), os empregos que os cidadãos norte-americanos NÃO pretendem... A liberalização que propõe é tão abrangente que, inclusivamente os mais acérrimos defensores da legalização destas comunidades a censura por excessiva...
Se a lei passar, Bush ganha o voto dos emigrantes ainda a tempo das eleições; se não passar, Bush sempre poderá dizer que pretende os emigrantes e ganhar com isto mais apoio dos sectores sociais. A proposta é maquiavelicamente acertada....

Depois, disse que põe o homem na lua, mais outro homem em Marte, mais outro na guerra das estrelas. Os russos, que deviam ter uma qualquer dívida a pagar logo surgiram para dizer que também estão nessa... eu digo que eles não têm dinheiro para mandar catar um cego e exclusivamente com esta foram dar mais votozinhos a Bush.
Se Bush cumprir este novo programa espacial que tanto empolga o imaginário humano, ficará na história, se não o cumprir fica na mesma porque fez outras quaisquer coisas ou quaisquer guerras. A prova, em todo caso, só será feita em 2010 e as eleições são já em 2004....
m'A

15.1.04

Arquitectos de balcão 

Há muito que buscava este link.
Finalmente encontrei-o!
Foi proposto a diversos arquitectos do tão badalado star-system que desenhassem um tabeleiro de café.
Os resultados foram apresentados na Milan Furniture Fair 2003.
m'A

A Esquizofrenia da Lapiseira Alucinante 

Há um tempo atrás, neste post, desafiei quem nos lê, a tentar descobrir o paradeiro da defunta lapiseira.
Respondia eu, a uma provocação de LAC, que a veia esquizofrénica da Lapiseira se manifestaria antes mesmo de chegarmos a ter saudades dela. Essa singela caraterística do falecido polígrafo desculpava-nos ademais, de qualquer comprometimento com o seu Assassinato, pois mais se tratava de um programado suicídio, uma Eutanásia!
Hoje é dia de apresentar as investigações que levámos a cabo e que julgamos terem atingido bom porto.
Senhoras e Senhores,.pela esquizofrenia de haver já um Lado Branco, um Lado Negro, um santojeremias e um tão só jeremias, etc, etc, etc.... pela obssessões que revela, pelos temas que aborda, pela procura insistente de algo que nunca se chega bem a perceber o que seja, lançamos a não comprovada suspeita de que encontrámos, finalmente, a Lapiseira!
Welcome back!

Quantas são elas? Só contadas, vistas ninguém acredita! Aqui vai:
1.O Lado Branco
2.O Lado Esbranquiçado
3.O Lado Negro
4.outro Lado Negro
5.Negradas
6.outras Negradas
7.O Lado Negro de S.Jeremias
8.O Diário
9.Arquitectura
10.Arquitectos
11.Experimentablogs
Haverão ainda mais?
Será mesmo possível que sejam todas do mesmo personagem?
Nunca um meu palpite se mostrou tão acertado....
Eu não disse que o gajo era doido?
m'A

14.1.04

Post-sem-nome 

Refiro-me a Luis que, por sua vez se refere ao Rui.
O Luis chama-lhe (ironicamente)Estética Xunga, o Rui chama-lhe Constatação. Eu não lhe chamo nada...
It goes like this:
«É a falta de estética que faz os portugueses não gostarem de flores, plantarem eucaliptos, consentirem tijolos e couves defronte das casas, não lerem, falarem alto, não terem cortesia no trato social.»
m'A

Correr atrás do prejuízo 

Tanta coisa para escrever. Tanta. Tanta coisa.
Imagino entre tantos outros continuados e dispersos pensamentos uma ‘agenda-blog’ que nos permitisse não só levantar questões mas porventura chegar a relativas conclusões...

Em jeito de compromisso comigo mesmo, escrevo para não me esquecer, os assuntos que por ora me prendem:
a: Arquitectura e Vida – análise analítica da influência blog nesta revista.
b: Dispersão nos blog’s. Pensar nas equivalências e olvidar as quezílias.
c: Lisboa de Ressano Garcia. A verdade do plano e a mentira da gestão de solos. Procurar a verdade para além do frágil censo comum.
d: Arquitectura do povo. O espectro da 2ªmetade do século e o trauma ideológico dos arquitectos.
e: O fantasma da esquizofrénica lapiseira. O ego. O alter ego. O blog. O alter blog.
f: Amilcar Theias, Helena Roseta, Gonçalo Ribeiro Telles e Nuno Portas. Uma dissertação sobre a Legalização do Aborto...
g: A cidade brinquedo. Santana Lopes e a sua pilinha.
h: De Lyotard (1979) a João Pereira Coutinho (2004). A incredubilidade perante as grandes narrativas.
m'A

U mamão, sim cu dedos 

O ‘5’ levantou-se. Caminha de novo. Sereno e interessante. Entre tantas recentes hibernações nos blog’s de arquitectura esta ressurreição é de aplaudir.
m'A

Os arrumadores de cadeiras da Assembleia 

Já tinha há muito ouvido falar mas só ontem, dei com isto:

Decreto-Lei n.º 316/95 de 28 de Novembro
SECÇÃO III

Arrumador de automóveis
Artigo 11.º
Sujeição a licenciamento

A actividade de arrumador de automóveis está sujeita a licença gratuita, a emitir pelo governador civil do distrito.
Artigo 12.º
Licenciamento

1 – A concessão da licença, de validade anual, será acompanhada da emissão de um cartão identificativo, de modelo a aprovar por despacho do Ministro da Administração Interna, plastificado e com dispositivo de fixação que permita a sua exibição permanente, que será obrigatória durante o exercício da actividade.
2 – As licenças apenas podem ser concedidas a maiores de 18 anos.
Artigo 13.º
Regras de actividade

1 – A actividade de arrumador é licenciada para as zonas indicadas para o efeito pela autarquia local.
2 – Na área atribuída a cada arrumador, que constará da licença e do cartão de identificação do respectivo titular, deverá este zelar pela integridade das viaturas estacionadas e alertar as autoridades em caso de ocorrência que a ponha em risco.
3 – É expressamente proibido solicitar qualquer pagamento como contrapartida pela actividade, apenas podendo ser aceites as contribuições voluntárias com que os automobilistas, espontaneamente, desejem gratificar o arrumador.
4 – É também proibido ao arrumador importunar os automobilistas, designadamente oferecendo artigos para venda ou procedendo à prestação de serviços não solicitados, como a lavagem dos automóveis estacionados.

Faço minhas as irresponsáveis palavras de Júdice sobre o Segredo de Estado:
estas leis apenas «estão lá para serem violadas...»)
m'A

13.1.04

O mais trolha dos trolhas 

Mais um diligente e acertado texto nos é sugerido por um outro blog:
No Público vem uma fantástica entrevista com o ministro do ambiente, das cidades e mais não sei o quê. Em duas páginas fica tudo dito sobre o que é a política de ordenamento em Portugal: não existe. Para além de não dever ser ministro, deviam proibi-lo de dar entrevistas. Mas o homem é suficientemente ingénuo para dá-las. Ainda bem, assim ficamos a perceber melhor.
Um abraço
O Céu Sobre Lisboa
Eu acrescento:
Qualquer semelhança entre a ficção e a realidade deveria ser pura coincidência!
m'A

Ponto de Situação 

Pelo volume de reacções que geraram os meus ultimos posts, em inúmeros blog's, é dia de aguardar que se perfilem os demais blogueiros, para mais tarde e com a devida ponderação das opiniões que se manifestarem recolocar se assim, se justificar, a minha opinião

Ficam, em todo caso, enumerados os temas a que me refiro:
1: A Catedral de Niemeyer - não o presunçoso e desaquado artigo do Expresso mas a questão corporativa que deveria assistir a todos os arquitectos da legitimidade de poder propôr projectos em igualdade de circunstâncias.
Sou contra a nomeação directa de arquitectos para obras desta envergadura

2: Estilo Popular / Estilo Rústico / Arquitectura Tradicional / Equívocos, vírus e demais patologias.
Como construir o presente lembrando o passado? e qual passado?
Como descobrir o futuro entendendo o presente? e qual é, realmente o nosso presente?
Sou pelo pragmatismo. Acredito que é manifestamente o momento de pegar pelos cornos a 'arquitectura dos emigrantes' e, deixar de ignorá-la ou criticá-la para passar a construir com ela.

3: A provocação conservadora de JPC.
Diz ele que o Pós-modernismo morreu e ainda assim ficou tudo calado.
Se bem que se trate de um campo nitidamente mais teórico, não entendo se é afirmação séria, patética ironia ou simples provocação de consciências.
Acredito que ainda que possivelmente, não o desejássemos, o pós-modernismo é a matriz da sociedade actual bem como de 99% da 'arquitectura dos arquitectos'. Estarei completamente errado?
m'A

Regressar 

De uma amiga da minha recente emigração, também agora regressada à pátria que nos consome, em resposta a este antigo post, chegou há muito o comentário que agora transcrevo.
Lembrei-me dele instintivamente quando li o artigo da minha indesmentível paixão, a jornalista Clara Ferreira Alves, esta semana ao Expresso(não vale a pena bater mais no ceguinho, o Expresso tem o acesso bloqueado...)
Reza assim:
Regressar
Contrariamente ao que se espera regressar a esta Patria torna-se mais complicado que partir em busca do desconhecido. Se as vivências nos transformam e nos fazem pensar no que somos, porque depois nos tornam a adaptar e a voltar outra vez ao que éramos no passado? E sendo assim de que serviu a tão esperada estadia por terras longínquas?
Ter medo de voltar revela-se ter mais lógica do que ter medo de partir, de forma que quanto mais tempo por cá passo mais vontade tenho de partir. E de voltar a estar entrelaçada entre a incerteza, carregada de dúvidas e ao mesmo tempo com uma extraordinária confiança em mim mesma.
A língua materna domina e torna-se confusa, depois de meses habituada a nao perceber patavina do que diz a minha volta devo confessar que ate o português falado na mesa ao lado do café me fez confusão. Em vez de me fazer sentir em casa.
As pessoas tornam-se mais acomodadas e adiam tudo, por falta de tempo, de dinheiro, de espaço, de vontade, porque aqui ainda se irá passar tanto tempo e mais tarde haverá tempo para tudo, sendo assim, adia-se...
Uma e outra e outra vez at que o tempo passa e nao se fez nada.

Os primeiros tempos do regresso são os mais fáceis, voltar a estar com todas as pessoas que estavam longe, visitar os lugares da memória, matar as saudades... e depois? Instala-se a inércia de nada fazer, de voltar è vidinha quotidiana tipicamente portuguesa onde muito se promete e pouco se faz.
Contrariamente os primeiros tempos da partida são os mais complicados e depois... tudo se transforma, há tempo para tudo e nao há tempo para nada. Tempo para viver, para aprender e para mudar.
Por isso, revoltada com as cedências a que me obrigam, subscrevo-me ao gang, que deixem as opiniões e opinadelas sair, se a tantas outras coisas já temos de ceder, resta-nos ao menos opinar sobre as nossas posições, que a uns desilude e a outros surpreende, mas queiram esses demais deixar ser nossas e ficar-se com as suas.
Sempre gostei de aqui ler, sobre todos e quaiquer assuntos, uns e outros deixarem ficar as suas marcas, agradem ou não a todos, sobre assuntos quais, me dizem uns mais e outros menos; até mesmo sobre intimidades pessoais... Deixem-se ficar assim, cada qual com a sua opiniao, se alguém se desilude, paciência, também a intenção será provocar... Bloguem a vontade!

Marta, mais uma...

12.1.04

A Catedral dos Homens 

Avança o Expresso, que Oscar Nyemeyer será o futuro arquitecto da futura sede da sempre eterno patriarcado de Lisboa. A um entusiasmo que se denota nos que sobre este assunto são envidados a um comentário, a mim se me impõe, antes de mais, establecer algumas perplexidades:
1: Se a proposta parte da Câmara e se, como parece, será parcialmente custeada pelo erário público, não deveria esta propôr um concurso público ao vés da nomeação directa pela divina providência Santanista?
2: Se, por outro lado, partir esta proposta do patriarcado (o que legitima a indicação directa de um qualquer arquitecto); porque razão os acordos verbais que parecem existir desde já, apenas incluem Santana Lopes e o distinto arquiteto carioca.
3: Se, como se sabe, as catedrais do culto (e não as da bola como as já temos), são, para a vida humana, as mais demoradas construções - com o devido respeito por Oscar Niemeyer - pergunto quais as garantias que este oferece, aos 96 anos de idade para agora começar uma obra desta envergadura.
4: Se, à imagem do outro inexplicável culto (o futebol) as igrejas andam desertas, os fiéis pouco deslumbrados, e os bispos confusos e confundidos e se, ainda assim são estas as unicas prioridades que um país à beira da falência pretende establecer, unica e exclusivamente se comprova a máxima de um antigo bispo do Porto; D.Cardeal João Pinto: «Estávamos à beira do precipício, mas tomámos a atitude correcta; demos um passo em frente!»
Aleluia.
m'A

O fim do pós-modernismo 

João Pereira Coutinho estreou-se no Expresso.
O tão ansiado debute acaba, quanto a mim mal:
«O sucesso de Tolkien é a prova acabada de que o pós-modernismo está morto»Entendem-se bem as razões que exasperam JPC a pretender augurar tais falências mas parece-me que, antes pelo contrário, o pós-modernismo ainda estará na sua mais fulgurante forma.
Mais acrescento, dizendo que ainda que em breve venhamos a encontrar as mais razoáveis razões para compreender e aceitar o fim do pós-modernismo (que para a moral dos Homens compreensivelmente não deixará grande saudade), não me parece, e pouco nos levará a crer que esta sucumbisse aos pés das lutas estóicas dos defensores do bem que JPC, pela referência a Tolkien defende.
Que o destino do Mundo seja por ora defendido por semelhantes e simplicadas mentes é coisa da força a que não nos poderemos opôr; que o Homem enquanto ser intelectualmente hábil e estruturado queira volver ao imediatismo da moral antes de qualquer outra concepção é teoria que não aceito, sina que não consumará...
m'A

RE: O vírus do estilo rústico ou O equívoco da arquitectura tradicional portuguesa (III) 


comentário sobre o diospirojoyeux:
Discordo totalmente do ponto
"3. Em Portugal, por condicionantes várias, a cultura popular impõe-se colossalmente no território sobre qualquer outra construção humana. Os arquitectos podem, devem(!) perder-se com isso."

O que se impõe colossalmente em Portugal é a desordem do território e o pesadelo arquitectónico e urbanístico que são as áreas metropolitanas (a não que consideremos isso arquitectura e urbanismo populares, o que até nem é nada disparatado). E lamento, mas não me parece que os arquitectos se preocupem muito com isso, ou pelo menos se manifestem publicamente, salvo raras excepções. As vivendazinhas de que o diospirojoyeux fala podem incomodar mas são o fruto do desejo dos seus proprietários, enquanto em Queluz, no Cacém e mais não sei quantos sítios há centenas de milhares de pessoas que vivem um pesadelo para o qual foram empurradas pela ausência de políticas de planeamento nas últimas décadas.
Se "os arquitectos têm acrescidas responsabilidades sobre o território e sobre a construção", não se dá muito por isso, sem ofensa.
Perante isto, irrita-me que haja quem perca tempo a gozar com a dita arquitectura popular das vivendazitas. Parece-me uma manifestação insuportavelmente elitista. Será que há blogs a gozar com o Marco Paulo ou com a Ágata, por exemplo? Vale a pena? Para mim, do ponto de vista académico sim, para tentar compreender, ou como exercício lúdico, tudo bem.
Mas, nesse caso, porque não gozar com os prédios das Mercês ou com as horas que os respectivos habitantes perdem nos engarrafamentos e nos transportes públicos?
Será por ser demasiado deprimente?
Um abraço
Céu sobre Lisboa

Quase Cimêncio 

De algum modo, o que no post anterior defendi, é o que fascina Diogo Lopes e Nuno Cera no seu livro.
Salvaguardo no entanto, que ao contrário destes que defendem quase uma cidade genérica e muito colocada a temas actuais do antropólogo Marc Augé, da socióloga Saskia Sassen ou do brainstromer Rem Kollhass (apenas para citar alguns dos mais mediáticos); procuro uma essência que acredito existir num conjunto muito específico de particularidades portuguesas que nos distanciam de tudo o resto.
Nem tão europeu como no resto da Europa,
Nem sul-americano,
Nem terceiro-mundista,
Nem american beauty,
Nem casa tradicional.
Acredito em algo mais.
Algo paradoxal, genuina e actualmente português.
Nem mais.
m'A

O vírus do estilo rústico ou O equívoco da arquitectura tradicional portuguesa (II) 

Este começou por ser um comentário a um comentário a este post: O vírus do estilo rústico ou O equívoco da arquitectura tradicional portuguesa de 9 de Janeiro aqui no GANG. A exposição alongou-se e de comentário passou a post.
Leia-se, antes de mais, o seu enquadramento:

Seja benvindo Pedro.
A minha provocação, era isso mesmo, uma provocação.
Se me consente o Pedro que me responde, permita-me que revogue o que antes proferi e, se porventura se ofendeu, conceda-me neste caso a sua indulgência.
O que sobre esta matéria penso é uma das matérias que mais me tem envolvido nos ultimos tempos e, sobre a qual, espero em breve vir a lançar um conjunto de textos neste mesmo Blog.
Aproveito no entanto, e desde já para dizer em algumas palavras aquela que é a minha opinião:

1. Não aprecio o estilo crítico do diospirojoyeux. Aprecio os temas, o querer 'perder'se com isso e o sentir que do seu escárnio pode resultar uma nossa compreensão crítica.
2. «entre ti e o mundo, escolhe o mundo», este é o lema do hARDbLOG, com o qual sem complexos me identifico, bem como às opiniões que tenho sobre a arquitectura e o papel ético do arquitecto.
3. Em Portugal, por condicionantes várias, a cultura popular impõe-se colossalmente no território sobre qualquer outra construção humana. Os arquitectos podem, devem(!) perder-se com isso.
4. Entendo que, à priori de considerações sobre se a cultura é erudita ou popular, neste momento de provável revogação do Dec.Lei 73/73, que o espaço sobre o qual os arquitectos em Portugal se deverão debruçar é este mesmo: não o espaço da arquitectura tradicional portuguesa nem o equívoco do estilo; unica e transversalmente, o estilo português contemporâneo
O querer ler, assumindo ambas as veias conservadora e pragmática, com o que quisémos ou conseguimos construir enquanto perdurou a vigência deste Decreto, ao invés de pretendermos negar ou substituir toda esta panóplia infindável de soluções formais, pictóricas, construtivas e tipológicas. Aprender cada vez mais a retirar delas algo, assumindo, consciente, responsável e inequivocamente a definição real do que somos hoje e agora. A arquitectura que à nossa volta, claustrofobicamente se impõe é a materialização real dos desejos reais do Ser Português. Por mais que isso nos custe.
5. Considero que os arquitectos têm acrescidas responsabilidades sobre o território e sobre a construção; contudo não posso considerar a arquitectura dos arquitectos seja de cariz unicamente erudito como defende o Pedro.
Entendo que possam, consoante cada arquitecto, previlegiar-se intenções eruditas ou populares. O mundo não é preto. O mundo também não é branco. O mundo tem todas as cores e os arquitectos podem, devem(!) querer vê-las e tê-las. Todas.
6. Só me resta dizer que o tão badalado ‘Direito à Arquitectura’ para os arquitectos talvez tenha sido o Equívoco gerado do Ano. Frase infeliz....
m'A

11.1.04

Vida toda lixada 

O mesmo desejo que por vezes me emprega na construção
É o mesmo que, noutros momentos me embarga na demolição
Desde (quase) sempre, a minha ferramenta preferida na arquitectura, enquanto processo é a Subversão.

De tanta, e tão arrebatada convicção, esta se me fundiu na vida
que é hoje mais fundida na arquitectura que alguma vez antes

Só hoje reparei em como o hardblog linka o epiderme:
outro gajo de arquitectura, mais um com a vida toda lixada
pois é, assim mesmo!
m'A

I fall in love too easily 

Hoje e Sempre umA música...
Mais tarde ou mais cedo, estava escrito que iria ser postada

There are those who can leave love or take it
Love to them is just what they make it
I wish that I were the same
But love is my fav'rite game

I fall in love too easily
I fall in love too fast
I fall in love too terribly hard
For love to ever last

My heart should be well-schooled
'Cause I've been FOOLED in the past
And still I fall in love too easily
I fall in love too fast

m'A
Bruce Mau, o mundialmente reconhecido designer, é mais conhecido no meio da arquitectura pela sua colaboração com Rem Kollhass, no não mesmo afamado livro S,M,L,XL.
sublime XL, é a mais reduzida expressão que encontro para definir o seu An Incomplete Manifesto for Growth
Penso em seleccionar os melhores pontos e redescubro a minha incompetência. Leiam-no todo.
m'A

9.1.04

O vírus do estilo rústico ou O equívoco da arquitectura tradicional portuguesa 

Só comparável ao clássico argh-tetura
Esta recente descoberta vai directamente para o nosso hall of fame!
fica prometido para muito breve um mais extenso comentário a esta delícia suprema
m'A

...com os meus botões... 

Estariam os outros GANGsters em Bam?
Por onde andarão escondidos?....
m’A

Construção em altura - debate ideológico ou obscurantismo? (II) 

Umas vezes não queremos dizer nada.
Mesmo assim, escrevemos.
Noutras, queremos escrever o mundo todo de uma só vez.
E escrevemos na mesma.

Entre o demasiado que seria escrever o óbvio,
E o óbvio que seria de escrever o demasiado,
se vai escrevendo o mundo.
Se vão escrevendo os blog’s...

Com todo o respeito que me merece este blog.
(o respeito comprovado é o do cliente que não falha...)
Este é um texto em que a vontade do grito
Elimina a clarividência do som.
Um texto em que a vontade do manifesto
Se transforma no manifesto da vontade.

O Grito
As cidades não têm estratégia. Pois não.
A cidade é irracional. Pois é.
É a luta da tua vontade contra a minha e é onde chegamos a algum lado com essa luta. Pois é.
A cidade não está a pensar se vai mais para a Brandoa ou para a Manhattan de Cacilhas! Pois não.

O Berro
Os políticos e os urbanistas não têm de ter estratégia. Então terão de ter oquê?
Apenas temos que gostar das cidades. Apenas isso será suficiente?
E vivê-las como se hoje fosse o último dia das cidades. E quem vier a seguir? Que se f*&@..?
m'A

Reabilitação vs. Sustentabilidade 

Sobre os temas que ultimamente aqui mais se têm abordado,
Sobre os destinos, prioridades e gestão das cidades
Sobre Lisboa, sempre mais que todas as outras
Sobre o que está mal e ninguém quer ver.
Aqui, e aqui, o Planeta Reboque dá, novamente, uma valiosa ajuda.
m'A

JO'2004 vs. EURO'2004 

Somos e seremos sempre algo provincianos.
Sobre o grande evento que vamos acolher no Verão deste ano, muito temos dito. Quase sempre procuramos como meta fundamental saber que imagem fazem todos os outros de nós, e frequentemente nos esquecemos de olhar para os outros com a mesma atenção que desejamos para nós mesmos.
Como se saberá, coube a Atenas a realização dos Jogos Olímpicos em 2004(evento de dimensão incomensurávelmente superior a um europeu de futebol).
Pondo no mesmo saco, as comparações que sempre establecemos com a Grécia no panorama da União Europeia; a atenção que temos dedicado aos nossos estádios; ao confronto que temos estabelecido com as expressivas construções que Pequim anuncia erigir; e ainda lançando um olhar sobre a publicidade que se exige a todos estes eventos; fica o desafio da lançar um olhar sobre o site oficial dos JO’2004 em Atenas.
Esclarecedor...
m'A

Arq. vs. Turras 

Das ultimas 25 pessoas que nos chegaram encaminhadas pelo Google, 8 procuravam isto:
Sua Kay(3), arquitecto Taveira, menina da kookai(2), os amores de Siza, taveira todo lá dentro
Que pensam que isto é??? A Nova Gente?
m'A

8.1.04

Carros em Beijing 

O mundo está pequeno.
A arquitectura também aproxima quando acontece.
E hoje, a arquitectura trata Beijing (!!!) por Tu.
Parece que nem só a BMW pensa como eu....
m'A

Carros 

A arquitectura constrói sonhos e funde os mitos.
É, actualmente, uma das mais importante das formas artísticas (ao contrário das outras, encontrou o seu espaço de utilidade comercial)
...a BMW pensa como eu.
m'A

Beijing 

De novo Pequim, de novo os Jogos Olímpicos, de novo para ficar (ainda mais) com os olhos em bico
m'A

Autarquias - Sequestradas ou Sequestradoras? 

Em artigo publicado no Público, no segundo aniversário da sua elaição como Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Santana Lopes dá umas quantas luzes sobre o financiamento das autarquias. A um discurso que pretende que seja essencialmente de esclarecimento sobre essa gestão dos municípios acaba por ressaltar flagrante e descaradamente aquele que é um dos problemas fundamentais da gestão territorial portuguesa:
Decorrente da fraca fluência económica, impõem-se constantemente as pressões imobiliárias perante as quais, vereações competentes ou não, premíscuas ou nem tanto, não tem qualquer poder de contraponto.
Este modelo económico que cumprimos, de absoluta liberalização económica com reduzida intervenção governamental fomenta a par das suas vantagens, os interesses que a consomem a as algemam.
Se, explicitamente, a intervenção dos executivos camarários, não tem poder de actuação por manifesto aperto financeiro, mais se impõe que se compreenda antes de mais onde se posicionam os interesses estratégicos do capital e, sobre eles legislar, salvaguardando desse modo, e de acordo com esses interesses o que é indispensável e primordial à cidade.
De outro modo, persistir em establecer Planos Directores Municipais que exclusivamente compreendem os interesses do município é criar à partida um desfazamento entre o que se planeia e o que terá condições viáveis de vir a ser erigido; ou se, ainda assim se previlegiarem os preceitos normativos dos PDM sobre qualquer outra ponderação, bloquear em consequência o desenvolvimento urbano nos seus moldes próprios de evolução.

Importa detectar à priori, as zonas de Oportunidade e de especulação que coadunem os interesses das autarquias em respeito dos cidadãos e o posicionamento estratégico do capital em respeito ao modelo económico.
Importa defenir quanto antes, se se prentende persistir num financiamento autárquico que se sustenta na construção, e não na infraestruturação, no desenrasca de hoje que, aos olhos de todos se apresenta como uma desgraça para amanhã.
m'A

7.1.04

PSL 2anús depois (III) 

O lisboarder relegou neste texto do Esquizóide, a sua avaliação ao mandato de PSL.
Fico com pena de não ver o próprio punho do lisboarder neste testemunho mas, o texto que se recomenda também vai em brasa...
m'A

DayLicks 

No gomezzzlog faz-se o referendo que efctivamente se impunha....
«Qual a sua opinião sobre o aborto?
a) Tem sido um bom primeiro-ministro.
b) Tem sido um primeiro-ministro ineficaz.
c) Nem sequer tem sido primeiro-ministro»

...é só ir lá votar...
m'A

DayLinks 

Definitivamente, it’s playtime!!!!
Tati é quem nos diz,
Ele é que sabe.
Welcome to Tativille!

Para quem participou na Celebração das Cidades, o recente concurso da UIA;
será que alguém se lembrou disto???
m'A

6.1.04

PSL 2anús depois (II) 

PSL nunca pensou em ganhar a Câmara Municipal de Lisboa.
Pôs objectivos claramente desproporcionados e não tem agora capacidade de os cumprir.
Ainda assim, entrega-se freneticamente aos 3 pontos eleitorais que lhe poderão conferir maior visibilidade.

O tunel do Marquês, é errado tecnicamente. Eventualmente adiantará algo nas saídas de Lisboa mas nunca na sua entrada (como já hoje acontece no Túnel das Amoreiras) e ainda recai no paradoxo absurdo de trazer os carros até à cidade.
O Parque Mayer, é ideia de louvar. Sobra-lhe em voluntarismo o que lhe falta em pragamatismo e em orçamento. À imagem da Casa da Musica, é projecto para se extender por 4-5anos e portanto, o seu desfecho terá ainda muita tinta para escorrer.
Os Ministérios do Terreiro do Paço que com acertos de influência junto do seu amigo governo lá se resolverá. Outra coisa será interrogar-mo-nos sobre se o destino a dar-lhes enquanto hotéis de charme devolve o que quer que seja de movimento ao Terreiro do Paço. Clientes de Hotéis de Charme chegam de Autopullman ou de Táxi, dão gorjeta para que lhes carreguem as malas e comem, bebem e confraternizam nos foyers. Ademais fica a pergunta de quem frequentará a Baixa depois da estação de metro junto àm Gare Marítima no Terreriro do Paço estar concluída e de os funcionários públicos serem recambiados para outro paradeiro....

Das grandes propostas de PSL, restaria falar da Reabilitação e Repovoamento dos centros ditos históricos...hummm... deixa ver.... hum....não me lembro...já foi feito algo?.... já se voltou a falar nisso?.... oquê? – alguém falou em Povoamento? Reabilitação?...hum...não me lembro....

Resta, para balançar um pouco uma avaliação que é genericamente negativa, algumas intervenções pontuais que avançou:
A interdição ao tráfego do Bairro Alto e de Alfama(tenho amigos que lá moram e que têm de ir parar o carro a cascos de rolha porque onde residem deixou de haver lugar...isso serão outras conversas...), o primeiro passo para a introdução em locais estratégicos de estacionamento em edifícios, um voto claro de apoio a uma dinamização cultural e festiva (que largamente se nota por oposição ao governo mais sisudo e aborrecido da história) nos quais obviamente incluo a parafernália de publicidade que apesar de ainda ninguém ter entendido, têm como intenção principal fazer rir os lisboetas.
E é tudo.

Também só passaram dois anos... O que é que queriam? Um casino?
Para finalizar basta dizer que PSL é fixe e que sentimos a sua falta da sua presença na noite de Lisboa!
m'A

PSL 2anús depois 

Dois anos depois da subida ao trono camarário de Pedro Santana Lopes, é dia de abrir bem os olhos em blogs mais interessados por arquitectura e pela cidade.
Confessamos uma curiosidade especial sobre como o Lisboarder comemorará esta data....
É esperar para ver...
m'A

(não)encerrado para balanço 

Em tempos de balanço e de definição de prioridades para o ano que se segue, o GANG procede a ligeiras alterações.
Umas são cuidadosos passos atrás, outros são convictos passos em frente:
A ideia de ir fazendo acompanhar estas palavras por imagens foi hoje abandonada.
Por dificuldades logísticas e por indisponibilidades de tempo, esse projecto fica por ora, suspenso.
Havia sido criado um foto-bloGANG que também se encontrará nos próximos tempos, submerso.
Também os links que apontamos virão a ser revistos nos próximos tempos bem como, esperamos, se venha a alargar o leque de apontadores para sites de arquitectura e da cidade.
Entretanto, show must (and will) go on!
m'A

5.1.04

Ainda sobre o obscurantismo 'altista' 

Esta é, meramente, uma opinião pessoal que, segundo me parece como no post anterior referi, não será o cerne da questão.
Antes de mais, impõe-se que se defina uma correcta, pragmática e consentânea com os dados da realidade, política de cotas e depois que, segundo esses dados estipulados se discutam então as localizações possíveis.
No entanto, respondendo directamente a um vocativo que me é feito por LAC,
« O m'A deu-nos umas pistas (2ªCircular, em Linda-a-Velha, em Odivelas, nos Olivais, no Saldanha ou na Praça de Espanha, em Entrecampos ou (e apenas para citar mais um) no Alto de S.João ). Porquê aqui e não em Alcântara, como advoga?»
Transmito então aquela que é a minha posição:
Porque defendo como Gonçalo Ribeiro Telles, uma estrutura ecológica de vertentes ao rio.
Porque Sul, fica a Sul, é de onde sopra o Sol, é para onde se olha quando se quer apanhar Sol e é de onde vem a sombra quando lá está construído algo
Porque é o local de foz da maior bacia hidrográfica do concelho de Lisboa.
Porque a unica torre já experimentada no vale de Alcântara (antigo edifício TSF) tem 4 pisos de garagem, 3 dos quais estão permanente e irreparavelemnte submersos.
Porque focaliza a incomparável - e convenhamos que absolutamente sedutora - visão que se tem da cidade quando nela se entra pela Ponte 25 deAbril. Não conheço em nenhuma outra parte do mundo (eventualmente Istambul), onde uma cidade inteira se desvende de uma só vez a quem nela entre.
Porque prefiro a prevenção à cura e acredito que a ponderação nos devria pelo meos evitar construir por cima de falhas sísmicas activas.
Porque acredito na profunda identidade de Alcântara (como já anteriormente referi) e no consequente potencial que reserva essa mesma identidade.
Porque penso, se deverá sobrepôr o planeamento urbano à arquitectura e, vejo claramente muitos outros pólos de especulação que seriam prioritários em relação a esta localização.
Porque acredito mais em intervenções concertadas que em actos de génio e, manifestamente em Alcântara, ainda que a esta torre se lhe sigam outras, introduzirá uma entropia não assimilável pelos tecidos urbanos existentes.
Finalmente porque, duvido dos dados técnicos que me são concedidos face à pressões imobiliárias que manifestamente se perfilam nesta proposta.

Quero também frizar que, não concordo minimamente com LAC, quando diz «Sobretudo porque combateria a imagem «atrasada» e «tradicional» de um pequeno País» pois não penso que exista qualquer espécie de relação directa entre a altura da construção e o grau de desenvolvimento de um país. Essa é mais uma questão que seria conveniente desmistificar para que lançasse uma debate equilibrado.
Ainda dizer, se bem que não venha tanto ao caso, que sou declaradamente a favor da proposta da Margueira que sendo diferente da de Alcântara, teria certamente consequências bem mais profundas no entendimento global da toda a Área Metropolitana de Lisboa, situação que passa despercebida a esta proposta ‘genial’ para os terrenos da Silveira em Alcântara.
m’A

Construção em altura - debate ideológico ou obscurantismo?  

O debate sobre a construção em altura está instalado!
Seja benvindo todo e qualquer debate que se aproxime dos temas de arquitectura todavia, pergunto-me:

Que debate é este afinal?
A construção em altura não é um tema em si mesmo
A construção existe, e toda ela, necessariamente terá uma altura.
Pensar-se ideologicamente nessa avaliação do eixo Zê, em si mesmo é, diga-se, um debate frágil, mesquinho e concretamente inútil.

Antes de mais, notemos, existe a altura.
Essa altura, para cada diferenciado e determinado local, será diferentemente conveniente e, segundo essa conveniência se deverá determinar a altura passível de ser erguida.
Para uma zona, suponhamos, o Parque da Arrábida, qualquer altura de construção que exceda o limite, por exemplo, das copas das árvores será compreensivelmente excessivo.
Para, suponhamos, a planície alentejana, com benefícios de habitabilidade e da construção se admite, desde logo, que inclusivamente a habitação de dois pisos será excessiva.

Na cidade, um raciocínio paralelo é o que deverá ser establecido.
Fruto de considerações geomorfológicas, de viabilidade construtiva e financeira, de qualidade habitacional e de trabalho, de coerência – se bem que seja conveniente lembrar que ambas Complexidade e Contradição são termos da arquitectura contemporânea... – deverá para cada zona (espaço territorial que partilhe das mesmas características e identidade)ser individualmente considerado, não será legítimo discutir-se se construir ‘em altura’ é legítimo, (na realidade a arquitectura implica logicamente uma qualquer altura) mas exclusivamente perceber-se ou chegar-se a um entendimento sobre qual será a altura de cada uma das zonas em causa.

Ainda uma nota:
Quando se diz que a construção em altura não faz parte do imaginário alfacinha é um verdade la paliciana.
É mais do que óbvio que determinada coisa, à excepção da pescada e do vestido, antes de o serem jamais o poderão haver sido.
Também não fazia parte do imaginário de HongKong, Pequim, Macau, Nova Iorque, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Londres, Frankfurt, Paris, Moscovo ou Lagos a construção em altura, antes de a terem começado a erigir.
A construção, àparte de outros menos importantes constrangimentos, sempre teve uma majoração de altura, fruto de um bom-censo de esforço físico que nos levaria a subir, SEM ELEVADOR, mais de 8 pisos. Contudo, e com apenas vantagens, o elevador venceu essa barreira e a questão passou para um outro domínio. Esta vitória da sabedoria e do engenho humanos são conhecidas e apreciadas por todos contudo, em Portugal, aplicou-se esta magia da deslocação vertical, às soluções que já previamente construiamos, sem nos apercebermos ou frontalmente encaramos que essa descoberta nos permitiria libertar-mo-nos de tantas outras condicionantes e constrangimentos que ainda hoje, excessiva e inutilmente, vão balizando a Oportunidade urbana

Há muito que tenho evitado, estrategicamente, sobre esta questão, colocar-me de qualquer um que fosse dos pratos da balança contudo, afirmo veementemente que nada me afasta da ideia da dita ‘construção em altura’ Aqui, na Venezuela ou em Guimarães.
A questão ideológica é falsa, deve-se a uma defesa de valores em campos que não lhe competem e a um conservadorismo que neste tema específico, jamais se justifica.
O mesmo haveria sido se, no seu devido tempo, se tivesse negado por dogamtismo e abscurantismo primário, a construção de pontes em ferro, a escavação de metropolitanos, a cobertura das ruas a asfalto, a utilização de lusalite em coberturas ou de resinas poliméricas em solos.
É exclusivamente, uma questão de bom-censo e de correcta avaliação dos dados que se revelem e não de debates pseudo-saudosistas sobre a identidade de Lisboa.

E por isso me assumo dizendo que, se por um lado estou do lado dos que estão contra as tão badaladas ‘Torres do Siza’ para o caso particular de Alcântara, já assumo que a cota de referência máxima a assumir em zonas adjacentes à 2ªCircular, em Linda-a-Velha, em Odivelas, nos Olivais, no Saldanha ou na Praça de Espanha, em Entrecampos ou (e apenas para citar mais um) no Alto de S.João poderia, sem desrespeito para os cidadãos ou sem prejuízo para qualquer das características urbanas de Lisboa, ser elevado até cotas que em alguns casos se poderiam elevar até, imagine-se uns 150metros.

Queiramos todos realizar o que o homem com o próprio génio realizou e assumamos que os tempos de hoje, não são obviamente os do Marquês de Pombal, do Mártir Moniz ou dos conventos franciscanos.
m'A

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