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31.12.03

2002Fui-2003Sou-2004Serei? 

2002 foi um ano em cheio e não queria que acabasse nunca.
Acabou, e faz sobre esse dia, hoje, excatamente 1 ano.
Hoje, encaro o ano que aí vem com a mesma angústia.
Vejo que, é certo, à divina providência tenho pouco que me queixar,

Revelo o desejo de me calar para dar voz ao sorriso e calar os temores:
Um grande 2004 para todos!

P.S. – Para a noite do reveillon, um desejo adicional a todos:
Cuidadinho com as conduções!

29.12.03

Bem vinda de volta Vaca. 

Estive ausente devido a um virus informático, provavelmente vaca louca no computador.
Mas regresso ao GANG e, depois de pôr a leitura em dia, sinto-me à vontade para responder a acusações que me são feitas.

"a vaca é:
Um anarca proletário.
Supremo herege.
Distinto idiota.
e retrógrado intelectual.
e,
isso não se é."


É bom quando escrevem sobre nós.
Acho realmente delicioso este piqueno texto.
Vamos aprofundar as (espero que intencionais) temáticas contraditórias.

Anarca proletário:

Anarquismo:doutrina política que defende a abolição de qualquer autoridade organizada, que exclui da sociedade todo o direito de coerção sobre o individuo.
Proletário:membro de uma classe pobre que, na antiga Roma, só era útil à Republica em vista dos filhos que procriava ;aquele que os recursos provêm apenas do seu trabalho manual; pobre que vive do seu trabalho mal remunerado.

Ora bem, estaria eu no GANG se fosse na realidade anarquista? ou será o anarca dos sindicatos do proletariado.
Para além do facto de não ter procriado na antiga Roma, e de não trabalhar, logo não ser nem bem nem mal remunerado.

Supremo herege:

Supremo: que está acima de tudo; divino.
Herege: cristão baptizado que nega ou pôe em dúvida as verdades da fé católica.

Ou sou o divino que está acima de tudo, ou sou o que não posso ser, pois não sou baptizado!

Distinto idiota:

Distinto: que não se confunde com outrem; notável; eminente; elegante; que revela fina educação.
Idiota: atrasado mental; incapaz de coordenar ideias;parvo; maluco; imbecil; lorpa; ignorante; obtuso; homem do povo.

Um notável elegante que se destinge dos outros ignorantes e obtusos homens do povo?

Retrógrado intelectual:

Retrogrado:que se opõe ao progresso; individuo reaccionário; oposto à librdade.
Intelectual:pessoa de cultura; e de gosto pelas coisas do espírito.

Retrógrado só se por usar um dicionário com mais de 30 anos, e coisas do espírito... por amor de deus!

A vaca é tudo isto, e isto no entanto, não se é!

La Vache

Vaidades à parte, há muito que quero dizer o seguinte:
Não há vaidade maior que denunciar vaidades dos outros!

28.12.03

O Repto 

Desenhar o mundo (a lapiseira...)
Conhecendo a sua frenética esquizofrenia, reservamo-nos o direito de julgar que este falecimento, antes de mais, foi mais um jogo de cintura com vista a abarcar um novo corpo.
Assim sendo, está aberta nova competição de arquitectura.
O desafio proposto a todos os blog-navigators é o de descobrir o paradeiro da defunta Lapiseira.
As propostas deverão ser enviadas por email em formato .doc ou .pdf, até à data de 16 de Janeiro de 2004.
Os vencedores serão galardoados com a grande Ordem de Mérito do Ideal Gang, e o seu curriculo será publicado na esfera bloguista com um destaque incomparável.

27.12.03

Pontos nos iii #2. 

É grande o Lóbi da Arquitectura Contemporânea. LAC é grande. (trocadilho de circunstância).
Dos que o apelidam de lóbi da arquitectura aos que o linkam como Mestre, ninguém lhe nega o espaço soberano que no panorama da arquitectura-blog, por direito próprio conquistou.
Adiante.

Em conversas paralelas que vamos tendo, confesso as críticas acertadas (sensatas) que me foi fazendo, sobretudo em relação às críticas pessoais que não pretendo mas nas quais em esporádicos momentos recaio.
Dessas críticas destaco uma sobre a nomeação de um tal chinês merdoso que no post anterior refiro, e ao diálogo que estableci com a agora defunta lapiseira.
Sobre este último, LAC enviou-nos esta semana o email que transcrevo:

«
Não resisto. É só mais isto:
«A Lapiseira faliu
Faliu.
Não por razões financeiras.
Mas por razões de ventilação.
Não consigo respirar neste web log.
Mesmo este nick é irrespirável. Sufocante e falso.
Já me chega cumprir o socialmente e o politicamente correcto na vida real não me apetece nada segui-lo na realidade virtual.
Portanto meus caros leitores este web log acabou.»
Sentem-se responsáveis?
LAC
»

A pergunta, naturalmente colocar-se-á.
A resposta, da nossa parte, impõe-se:

Establecemos com a Lapiseira um diálogo que nem sempre terá sido polido.
Partiu de uma desavença de opinião sobre os conteúdos que esta expunha.
Quanto a mim, fazia-lo de forma desajustada e inutil.
Disse-o. A Lapiseira respondeu. Eu dei a contra-resposta e, por aí fora, até um dia em que acertámos as nossas desavenças, politicamente nos saudámos, desejámos a melhor sorte ao outro, e decidimos virar os nossos empenhos para esferas que mais nos cumprissem.

Quanto a mim, reafirmo-o, a Lapiseira expunha conteúdos desajustados.
Cometia flagrantes e repetidos erros de avaliação e, entitulando-se de arquitectura, naturalmente se expunha à avaliação aos seus pares.
(Já aqui o disse, e reafirmo-o que não gosto de corporativismos nem de segredos-cúmplices-de-classe.)
Não tinha, enquanto arquitecto qualquer responsabilidade, cumplicidade ou dever para com A Lapiseira.
A Lapiseira portanto, não nos servia.
Ensaiava uma aproximação legítima e necessária, a um mais abrangente público que se coloca, inclusivamente, fora da esfera da arquitectura mas isso resultava, fruto das coisas que erradamente abordava, num equívoco flagrante:
Ao saber-mo-lo arquitecto, esperávamos um conhecimento de causa que o vincularia à própria actividade que nos embarga;contudo, ao escrever sobre o que (incorrectamente) julgava saber, vinculava essa mesma actividade a ideias com que eu, não poderia minimamente e em consciência concordar, e com que não somos obrigado a pactuar.
Esse equívoco apresentava-se, ademais, perigoso para todos.
Ou não o entendes assim?

Neste sedutor mundo blog, com reduzida triagem(porventura se a houvesse não haveria inclusivamente espaço para este Gang...- tenho deste ponto leve consciência), e uma selecção que por vezes definha, é habitual deparar-mo-nos com blog’s idiotas ou absolutamente disparatados – se bem que mantidos legitimamente – que, perante um mais ténue espírito crítico nos poderão levar a entender noções que não estão certas com verdades conscientes.
Penso que era a este equívoco latente que mais se destinava a defunta.
Foi isso que dele me afastou, foi isso que, face ao volume incomensurável de disparates não resisti a manifestar-me e que, mais tarde não lhe terei conseguido porventura transmitir, e foram esses aspectos, os contornos do diálogo emocionado a que AMBOS (e sublinho neste momento de velório o ambos) nos entregámos.

Disse o que pensava e a mais não serei obrigado.
Discutimos amboa as desavenças mas as conclusões sobre o papel de cada um neste debate ficarão certamente ao critério de outros que não, naturalmente, eu!
Quanto ao que me diz respeito, e repondendo à tua pergunta; Não! Não me sinto responsabilizado pelas faltas que ao que agora falece penso que unica e exclusiamente se lhe podem apontar.
Não poderia.
Será o blog-de-esquerda responsável pelo fim da Coluna Infame?
Quem o é?
Quanto a mim, apenas os que mantinham a Dita Coluna e a avaliação que conscientemente terão feito sobre as circunstâncias e as oportunidades que se lhes afiguravam, são por esse lamentável falecimento responsáveis.
E penso que a analogia que agora estabeleço, salvaguardando as devidas distâncias, poderá ser establecido para com a Lapiseira...

Apesar de quase em tudo, discordar absolutamente com a Lapiseira,não pretendia que esta encerrasse, nem pretendia que se calasse.
Fê-lo.
Porque julgou ser esta eutanásia o mais conveniente para si mesmo.
R(est).I(n).P(eace).

Quanto a nós,
Life goes on, without him
m’A

Pontos nos iii #1. 

Sobre este artigo de quase em português de 5 de Dezembro

a César o que é de César
os excessos devem ser evitados e os erros assumidos.
Sei agora que me excedi na graçola,
Sei agora que por certo este impulso não será coisa de gente fina.
Fica-me a esperança que provocações negligentes e fáceis, não se repitam
Este é um mea culpa, perante quem, com todo direito se manifestou perante algo que está mal.
o meu obrigado
m'A

p.s.- obviamente o chinês, não é chinês. Tem apenas olhos em bico. Chinês é expressão de amigos. Eu me prestei ao equívoco, apenas eu mereço a censura.
O GANG não é racista!! A sério que não!!! Esperamos inclusive ser o contrário.
Tal assim é, que me pregunto, quanto a estas calssificações qual será a côr deste GANG?
Ao quase em português, um abraço de um teu leitor interessado
m’A

26.12.03

Térra 

Vou para a Terra.
Fui para a Terra.
Pouca-Terra.
Pouca-Terra.
Relembro ao ir para a Terra, o espaço que nos blog's foi deixado ao 73/73:
Vejo a Terra que se (des)fez em 30 anos.
os exageros atingidos em 30 anos de democracia pós-revolução.
o interminável espaço sem-terra e com construção emigrante.
a (des)graça do que (não) soubémos construir.
a (re-)invenção interminável da cultura portuguesa.

E reflito:
Que espaços nos são guardádos pós 73/73?
Que lição queremos e poderemos retirar desta panóplia formal, pictórica e desqulificada?
Que faremos nós (arquitectos...), ao legado indesmentível do volume construtivo dos últimos 30 anos?

A visão:

Os arquitectos, quais mensageiros, da verdade que novamente se impõe, pretenderão doutrinar o mundo.
, e ensiná-lo como é ou como deveria ser.
Apagar cumplicentemente da sua própria memória, o espaço que nos investe.
, e olvidar estes 30 anos, pós os outros 40 de ditadura que já se pretenderam apagar.
Perseguir na esteira de uma análise descontextualizada do panorama real da nação.
, e assim brincar ao Faz-de-Conta.

Pretender mais uma vez que o que fizémos com esforço próprio de toda uma população (ainda que manifestamente descontextualizado e incongruente), não existiu.
Invocar uma vez mais a cultura dita-portuguesa.
Lembrar os espaços que tínhamos e que deveriamos ter tido.
Passar por cima dos tempos que agora são.

A sugestão:
A história da arte, das cidades e da civilização faz-se por acção-reacção.
Tudo é uma enorme soma (algébrica de mais e menos).
Tudo tem de se somar.
Tudo tem de se enfrentar,
porque existe,
e porque o é.

Temos de saber ler o que (mal)fizémos;
Saber aprender com isto e com o aquilo que não gostamos;
Só assim, empeçaremos hoje, a enfrentar o que somos na realidade,
e não o que queriamos haver sido.

Confuso?
por certo...
(escrito entre uma chegada que já se impunha, e uma cagada que apressadamente se impõe)
...voltaremos a este assunto.

P.S. - na forma, na mensagem e na oportunidade - Bom Natal!
m'A

24.12.03

Natal 

um beijo
um abraço bem apertado
e o teu olhar!

tudo o que queria
para esta noite de Natal!

mCC

Saudade... 

...de quem não está aqui,
...de quem já esteve por aqui
e ja não pode estar,
...do conforto encontrado aqui,
...de mim quando gostava de cá estar,
...de não ter saudade de nada,
...donde gosto de estar!

mCC

22.12.03

Algures, um dia, encontrei-te.
(e, encontrei-me)
Depois, voltei a perder-te
E não mais soube de novo quem era
m'A

21.12.03

os cães fazem auau, as gatas miau-au 

A pedido da vaca manhosa
recago uma mais vez
desta vez uma não-prosa,
que não rima nem em rosa,
nem mariposa,
nem gulosa.
Antes em tempo
pois há tempo,
muito tempo,
bué tempo,
inumero tempo:
O tempo fazia frio,
e mesmo sem calor
uma tusa de odor
cio, cio, cio, gata com cio.
Marchou no rossio
de fio a pavio
e num dia num navio
noutro dia de frio
a gata o re-sentiu.
Senhora vaca, satisfeita?
no tempo que perdi
a subverter a receita
podiamos ter ido a macau ou bilbau
ver o museu uau!
onde o cão faz auau
e as gatas miau.
mas não:
para ver se a vaca ri,
tira daqui,
bota para ali.
Senhora vaca, não esqueça:
por mais favores que peça
se o tempo volta a fazer frio
em casa do meu tio
1,2,3
ela marcha outra vez.
(RRR)

JMud

20.12.03

Émes 

Tenho dito que Portugal me parece triste. De olhares distantes.
Contrapunham-me.
Depois, muito depois, surgiu um qualquer relatório da ONU ou da UE ou da FMI ou da XPTO concretizando numericamente a infelicidade latente na pátria lusitana.
Não julgo os números mais clarificadores que os sentimentos senão mais eficazes. Aí estava, e até já se sabia.
Portugal =igual= Tristeza
Simplesmente contrapunha-se.
Os pobres de espírito, que também já estavam tristes, avocaram a ONU (ou outra qualquer) e revelaram as mais ferverosas convicções desta realidade. Eu já tinha dito. Triste. Eu também já tinha falado nisso. Triste. Eu acho que sim e que não. Triste. Eu acho é que o Governo e, e, . Triste.

Não percebem nada. Mesmo.
Pescadinhas de rabo na boca, recursivamente lembram a sua própria e mártir condição.

Abrissemos nós os olhos,
encarássemos a vida
o sonho teria de cumprir-se

todavia, vejo que não.

Hoje, Clara Ferreira Alves (que está fresquíssima, renovadíssima e continuadamente sedutora) fala do mesmo:
Do marasmo, da modorra e das mordomias e demais merdocas.
O artigo não se pode linkar porque a Obligarquia Expresso o restringiria, e compreensivelmente eu terei mais que fazer; mas termina assim:
Não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, pergunta o que podes fazer pelo teu país.
E eu subscrevo.
m'A

uma novidade 

uma colega nossa
uma GRANDE amiga minha
realizou um sonho!

dentro de pouco tempo
parte para Paris
ao encontro de Msier Nouvel!

PARABÉNS m.
para ti...um abraço daqueles!

mCC

19.12.03

A Cidade Depois das Imagens 


Turno das 14 às 20h do dia 9 de Dezembro

Todos os doentes compareceram à refeição.
Depois do jantar, o doente V. Ficou bastante excitado,
gritando que antes de ir para a cama ainda ia
esfaquear os colegas, pois precisava de ver sangue
Foi-lhe administrado a terapêutica prescrita em S.O.S.
G.

in Livro de Ocorrências


pintado sobre a entrada-da-casa-de-banho-almofadada. Pavilhão 21C, Hospital Júlio de Matos.

Até 21 de dezembro, no mesmo sítio, A Cidade Depois das Imagens.
Ide ver.
.G

incómodo 

só hoje li os comentários que fizeram a "vaidade"...

dado que o que escrevi incomodou muita gente retiro esse incómodo do blog!

e mais não digo

mCC

18.12.03

Depois de... 

...uma mensagem assim como a que está aqui em baixo, julgo ter de dizer umas palavrinhas...

Há uma semana, precisamente, escrevi isto sobre a vaidade.
Confesso que estava aborrecida com tantas coisas que até o próprio blog me enervava.

Ao reparar que nada tem sido escrito nesta última semana...das 3, 1:

1. os gangsters vaidosos ficaram muito ofendidos

2.os gangsters estiveram muito ocupados durante esta semana

3. o bloGang morreu!

então, se para que o nosso blog, não morra e renasça é preciso um pedido oficial de desculpas...

peço-as de imediato, se eventualmente feri susceptibilidades...

a todos um abraço caloroso
do outro lado do Atlântico

mCC


11.12.03

Em cada 10 post's há 1 com qualidade.
É assim em todos os blog's.
É assim, também aqui.
Parece que o post com qualidade já foi.
Agora mesmo,
Aqui mesmo,
...em baixo.
até Domingo é ir à procura de outros blog's que ainda não tenham o seu post-da-semana.
Nós temos dito

Aqui ainda muito se escreverá, mas nem por isso se diz, que se dirá algo.
De substancial, isto é.
Tenho dito.

Leiam o G.
Leiam a Laura, a Isolda, a Beatriz, a Julieta, a Celine e a Gemma
Elas têm dito.
e Ele até avisou.
m'A

Celine, jamais/toujours Celine  

Sem sentido vos aviso. Aos pacientes um abraço.
A miúda do Dante, o da divina comédia, não se chamava Hipótese A – Laura.
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. (Artigo 1.º, Declaração Universal dos direitos do Homem, 10 de Dezembro de 1948, uns anos antes de ontem)
A Comédia que hoje é Divina não o foi durante 200 anos. O Homens de Veneza decidiram premiar a obra do “divino poeta”. A Comédia, a original e a divina…
(pecado original ou divino?),
… conta a história de um de um homem (que dizem ser Dante, mas que hoje posso ser eu ou podes ser tu, ou ele). Melhor, conta a história da viagem de um homem por três sítios do além, a saber se não sabem já: Inferno, Purgatório e Paraíso.
Uma espécie de Conto de Natal do Charles Dickens, mas diferente. À séria. No ano de 1300, na sexta-feira de Páscoa, o homem morre feito jesuscristosalvador, mas diferente. À séria. Inicia a sua viagem.
A miúda do Dante não se chamava hipótese B – Isolda.
Nessa viagem o homem (Dante de agora em diante) teve dois guias. O poeta Virgílio (o sério, o romano) e a sua miúda, a sua miúda a sério, que tinha também morrido, mas desta vez mesmo a sério alguns anos antes da comédia.
Virgílio conduziu Dante pelo inferno e pelo purgatório. No inferno, na tragédia e no sofrimento Dante encontra a reabilitação espiritual (não percebo, estou a copiar… tenham paciência, Diciopédia, porto editora, resumos incríveis, uma maravilha) e encontra algumas personagens do seu tempo. Muito havia para contar…
Ainda pela mão de Virgílio a viagem prosseguiu no purgatório, onde reprime a sua personalidade e ascende ao Paraíso Terrestre (o nono dos nove, logo o último, dos níveis do purgatório). E quem lá havia de estar… pois claro. A miúda do Dante. Reprimiu a sua personalidade e em troca teve a sua miúda, boa troca. Uma pinada é sempre a melhor. A história é bonita. Leiam. O amor tem desta coisas. Se virem acontecer parem e observem.
Sábado passado acordei apaixonado. Re-apaixonado. Já passou. Passou rápido.
E a miúda do Dante levou-o pelos céus, não o deixou no sétimo, não parou no nono e levou-o até ao verdadeiro paraíso, ao Empíreo, onde reside a glória de Deus, ámen.
Chamava-se (hipótese C) Beatriz. De perder o juízo. De subir aos céus. Como todas as Beatriz Hipótese C que conheço.
Face ás atrocidades cometidas no decurso da 2ªGG a Declaração é um alerta à nossa consciência. A diciopédia é fixe, tem resumos porreiros, e o Adão também, a sua história resumiu-se a uma maçã que era da árvore, depois da Eva e depois da garganta do próprio. Eva era uma Beatriz Hipótese C. maçã na certa. Eva Braun não era uma Beatriz Hipótese C. Se tivesse sido, o Adolfo não saía de casa. Talvez para comprar comida. O amor dá fome. Maçãs outra vez.
A miúda do Dante não se chamava hipótese D – Julieta.
Beatriz Portinari faleceu em 1290. A vida e a obra de Dante vivem do que sentia por Beatriz que conheceu quando eram ainda crianças. La Vita Nuova conta tudo, o encontro, a morte e os entre tantos.
Por outro lado dizem que o nazi só tinha um tomate. Apenas sei que queria ser arquitecto.
René Cassin, principal redactor da Declaração Universal dos Direitos do Homem, nasceu em Bayonne. Em Bayonne mora Celine du Bois. Celine du Bois é uma Beatriz Hipótese C. Perguntem-me como é o paraíso.
Dante casou com Gemma Donati.
O senhor Chico nunca o conheci… e dizem que partiu. Faz-se tarde muito tarde, não há tempo.
Eu avisei.
.G

Se não percebes disconecta,
quem é é, sabe e usa-se disso

10.12.03

A metafora da evolução. 

O homem inventou a escrita,
mas escrevia na pedra.
Depois veio o papiro,
e inventou-se o lápis.

Este evoluiu para A Lapiseira
e com esta se escreveu muita merda.
E encantada com o pôr do sol,
a lapiseira pôs-se a desenhar o mundo,

Desenha o mundo mas desenha mal,
pois nesta evolução lapiseiral
falta descobrir que afinal
que o mundo não é plano, é oval!

está dado o nome do novo blog
que a lapiseira irá esrever
e com todo o respeito vos digo
que não valerá a pena ler.

La Vache

9.12.03

GANHEI!!! 

Os dias que vão passando consomem-me em absoluto.
A lista interminável do que há-que-fazer extende-se ainda mais.
O GANG sofre as consequências da minha ausência.
O mais brevemente possível, surgirão as respostas a quem nos tem lido e comentado, e a quem temos manifestamente desgostado.
E com isso me desgostam.

Não morri.
Não.
Não tenciono morrer.
Não.

E enquanto não morro vou fazendo algo da minha vida.
Para partilhar com os amigos e os demais que me julguem de uma qualquer outra forma, duas notícias para me sentir realizado pelo que agora passa.

Tirei o fim de semana e mais uns dias para a competição do UIA. Está feita. Entregue ontem. Vamos ver no que resultará este debate da Celebração Urbana.
Boa sorte a todos os outros que se lançaram neste desafio.

O Europan7 publicou os resultados ontem.
Eu ganhei!!!!
Menção Honrosa na capital da arquitectura da moda (Amsterdam) em colaboração com Hofman Dujardin Architecten.
Mais que motivo de legítimo orgulho e incontida felicidade, tirar agora uns dias de sabática de qualquer humildade e sentir-me de peito cheio.

Entretanto, mais e mais trabalho.
E é isto que tenho feito da vida.
Acção. Acção. Acção.

(Pergunto-me se na euforia dos dias que vão passando, realmente paramos e damos valor ao que nos vai acontecendo.
As tarefas sucedem-se e o juízo final está demasiado longe.
Como havemos entretanto de ir avaliando os prazeres simples de cada dia?)
m'A

8.12.03

Hoje venho abraçar um GAN(g)DE Amigo... 

(não sei como o fazer virtualmente mas...vou tentar!)

Recebi o seu telefonema há sensivelmente duas horas.
Ainda meio atordoada da viagem, ainda com o sabor do descanso, ainda com o corpo gelado da rua, atendi o telefone.

Uma voz eufórica grita pelo meu nome.
“GANHEI O CONCURSO!” e gritou estridentemente como que a pedir que eu gritasse e vibrasse com a notícia.
Gritei, não porque me pedia, gritava porque SIM! EU SOU ASSIM!
Ali ficámos por breves instantes a partilhar a nossa histeria.

“Ganhaste o concurso?”
“Sim! Vou partir aquela merda toda!!!UOOO!”

Que bom que foi esse telefonema. Que bem que soube essa partilha!
Fiquei verdadeiramente feliz por ele.

Que bem que sabe conquistar, receber um prémio por uma luta desenfreada e um pouco inconsciente.

Que bem que sabe ver que ainda se vale alguma coisa apesar de uma grande parte de nós estar incompleta ou até mesmo vazia...

Ainda bem que isso te aconteceu sabes porquê?

Para ver se aprendes a ver os sinais! Este é sem duvida um sinal! É um sinal que te aponta um caminho...olha para a frente, o que passou, passou! É este o teu agora, o teu presente e mais que tudo a tua glória!

PARABÉNS!

...e este foi um abraço para ti! Recebeste-o?

mCC

4.12.03

dias de sabática... 

Com a autorização de vossas excelentíssimas, vou-me ausentar até final da semana em ofício. Espero que outros GANgsters diligenciem esta gestão.
Beijos envenenados de saudades precoces de cada um de vós,
m’A

dia de navegação... 

#1.
No quarto do pulha conhecem-nos por delinquentes urbanos.
Fica expresso o mais largado sorriso.

#2.
O logo de delinquência não nos vincula contudo a este post do 1979.

#3.
Também gostamos de GRT. Mais dele até que dos nossos post’s.
Também gostamos dos post’s do Observações.

#4.
Ainda (e sempre) sobre o Chinês merdoso, um
Motivo de Orgulho.
Parece que Sua Kay, continua em grande e muitos são os que lhe vão em busca.
Na procura do seu nome, invariavelmente são para aqui encaminhados.
Agrada-nos perceber que no GANG também já cumpre Serviço Público...
Saber que desta forma aqui, sobre ele, serão devidamente bem(sobre todo o seu mal)esclarecidos

#5.
Motivo de Compromisso
Escrever de futuro, e ainda sobre o chinês, um post que esteja à altura da sua suprema arquitectolice.
E neste compromisso serei por certo mais espectador que actor.
Saiam dos vosso buracos ratazanas GANG e venham trincar este pato doce com arrozinho chau-chau.

#6.
2ºmotivo de Orgulho
Alguém parece ter procurado no Sapo por arquitectontices...
Parece também que na procura desejada nós temos o exclusivo!
E todos eles com link para Sua Kay Architects. Suberbo!
Fica aos demais o desafio para hoje e em diante dizer muitas vezes, Sua Kay architectontic’s, Sua Kay architectontic’s, Sua Kay architectontic’s, Sua Kay architectontic’s, Sua Kay architectontic’s, Sua Kay architectontic’s, Sua Kay architectontic’s, Sua Kay architectontic’s, Sua Kay architectontic’s, Sua Kay architectontic’s, Sua Kay architectontic’s,
e por aí adiante até aos 500.000 metros quadrados de construção com tabela de honorários a tantos por cento.
m'A

Torres de Si(n)za. Art 3º - epiderme e Salmoura 

o epiderme escapa-se ao combate(leia-se obviamente debate) .
Passa singelo pelas torres mas não se pronuncia.
Diz que não fala do que não sabe e a postura fica-lhe bem.
Quase desconfia que o mesmo sucede com a maioria (a totalidade) dos que têm escrito sobre o projecto. Mas deve estar enganado. E fica-lhe bem reconhecer o engano.
Guardo para mim, de forma inocente, o sentir que antes de mais é tema que não lhe interessa e por isso assim se desmarca. E também isso lhe fica bem.

O Salmoura também se pronunciou assim.

A estes e aos anteriores, bem hajam!
m'A

Torres de Si(n)za. Art 2º - oProjecto 

Não temos a pretensão de ter lançado este debate. Ressalvo que, logo no primeiro parágrafo desse meu post se destaca bem que este tema, «desde há algum tempo tinha vindo a ser abordado sobretudo pelo Oprojecto.»

O meu reconhecido agradecimento ao Oprojecto, a 4 de Novembro explicava-se: «Uns mais à direita, outros mais à esquerda, outros como nós, levando tudo à frente.
Diverge a forma, não diverge a intenção.»
Referir com isto que Oprojecto, mais uma vez escreve algo com que pessoalmente não concordo mas com que me prende à sua leitura. Neste caso, e pelo tom de ironia é caso para dizer que diverge a intenção e não a forma.
Caso para dizer que prova hoje o que tenho para mim como verdade há muito. É um digno bloguista. Vetusta referência, afluimos ao mesmo respeito mas não ao mesmo lugar.

NOTA: Apenas esclarecer aquilo que em exclusiva matéria de facto está incorrecto:
Siza tem duas torres em construção em Roterdão, bem como uma em Maastricht sob o plano de urbanização de Jo Coenen que vivamente recomendo.
Links, sobre a torre de Maastricht por exemplo, aqui , aqui e preciosa e sugestivamente em skyscrapers.com.
Acrescento sobre este último que o vi em Maio último e que foi, nos ultimos 6 meses de vida uma das minhas mais agradáveis surpresas. Incluindo neste espaço de tempo, a minha vida na Holanda, diversas viagens a França, à Russia, Irlanda, Inglaterra, Espanha e Bélgica, quero com estas referências exclusivamente substanciar, para apenas relevar, que julguei esta torre de uma sobriedade irrepreensível, de uma distinta e sedutora elegância.
E para me congratular como LAC, que não seja um chinês merdoso a fazê-la.
m'A

Torres de Si(n)za. Art 1º - blog sem nome 

As torres de Siza
«Agora, se o Arquitecto expoente embarca na aventura do Imobiliário, as pessoas vão perceber que o Siza do Chiado morreu. É uma sombra do Homem de princípios que já foi.»
Quanto ao Siza do Chiado, não me faria grande diferença que porventura morresse. Antes gosto de tantos outros Sizas. O Homem de princípios, quando os tenha errados, mais valia que não os tivesse. O princípio orientador de todo um Chiado, nomeadamente sem carros, leva a situações como as que LAC refere ontem e que já não seriam por certo, surpresa para ninguém.

Quanto ao demais texto, concordo em tudo, salvo nas conclusões que o ultimo parágrafo (que transcrevo), atinge:
«Há que procurar soluções contemporâneas que respeitam as memórias dos lugares, que induzam uma sociedade funcional, que permitam a mistura de funções, que acolham comunidades dentro do espaço urbano, que crie espaços mistos de público e privado, que permitam acessibilidades de transportes e possibilidade de instalação de diversos estratos sociais e de agregados familiares. A vida contemporânea volta, por toda a Europa aos centros históricos das cidades por isto mesmo. As torres são a antítese de tudo isto. As torres já eram. Já há. Não queremos, obrigado»
A vida contemporânea não volta certamente aos centros históricos (e quando o faça essa é geralmente verdade artificialmente construída e sustentada), por mais que tal me ou ao blog-sem-nome nos deliciasse.
E certamente que as torres não são a antítese de tudo isso. E por isso não eram. Ainda não as há e, como resguarda o edpiderme, talvez as queiramos. Obrigado.

Aproveito para ainda fazer uma referência ao seu ultimo post.
Para referir duas afirmações com as quais não concordo e que se pretenderem terei todo o prazer de detalhar mais profundamente.

Apregoar políticas para se reconquistar o centro da cidade é, senão urgente, pelo menos legítimo. Mas Alcântara é um centro. É por direito próprio o centro industrial histórico da cidade, é por caprichos da história o berço da revolução republicana, é por razões fisiológicas um dos três principais pontos de fuga de Lisboa e, com isso, por direito inerente, é um centro. Também ele (encare-se a realidade da desocupação que já referi no anterior post), profundamente abandonado.
Parece-me que o Tiago se contradiz apelando ao policentrismo, que nega existir em Alcântara e que tem pudor em reconhecer em Chelas, Damaias, Amadoras, Sintras e Loures...

NOTA: Estas questões não são contrárias a uma reocupação do centro histórico por natureza que também defendo, somente pretendem separar águas e não fazer incluir nestas políticas uma qualquer hipótese de construção de torres em Alcântara.
Porque a cidade densa morreu, porque se se defende o policentrismo e a descentralização, e se se reconhece a cidade estensa; tem obrigatoriamente de se reconhecer um centro em Alcântara e a cidade enquanto cidade-território antes de qualquer outra definição.


Por ultimo, o seu primeiro post sobre esta matéria:
Deliciosa associação de pensamentos, recheada quer no humor que destina a siza quer no humor que a si próprio convoca.
Obviamente concordo com muito pouco, mas gostei genuinamente do post.


P.S.(1) - Não és ateniense nem grego, serás então um cidadão do mundo. e portanto reafirmo. Também és do Norte.
P.S.(2) - Mais elementos para disponibilizar não tenho. Reafirmo os desde já apresentados, dando-lhes mais consistência ao dizer que este mesmo problema de uma torre em Alcântara foi objecto do meu ultimo projecto académico em Portugal, para o qual, além de um projecto (coagido), se fez relatório de impacte ambiental, de planeamento territorial e urbanístico e ainda os trabalhos de pesquisa sobre legislação aplicável e enquadramento histórico. É trabalho académico mas confere-me à vontade.
m'A
Ahhhhh!
Que fraude! Bronca! Heresia! Despautério!
Quase em tempo real me indicaram que a lapiseira é uma uma.
E não um um.
Como sempre pensei.
Está tudo no aqui, na letra do fim « Porque razão eu sou retrógada
Desde já retiro tudo o que anteriormente disse.
Tudo.
E aproveito para convidar Vossa Excelentíssima para um jantarzinho a dois.
Depois se lhe arranja um par...

Désolé Mademoiselle
m'A

Querida Lapiseira: 

Em desvario de mente, vou falando com aquilo que a minha mão agarra. Hábitos que restam de outras práticas. Deveras.

Primo: Não escrevo para saciar a tua vontade de que se fale de ti. Deveras não.
Secondo: Paleio típico de arquitecto é crítica que não me assenta. Deveras.
Tratares-me por você também não. Não andei contigo na escola. Vê-se. Deveras.
Apelidares-me de Senhores é ofensa retrógrada para um blog moderno. Retrógrado deveras.
Tércio: Não atiro críticas ao ar. Sustento-as. E não fujo. Tenho é certamente mais que fazer que responder a provocações de onça acossada ou de criança mimada. Deveras acossada, ultrajantemente mimada.
(deveras)Quadrado: É o que mostras ser, dizendo que vou ter que te aturar.
Era o que mais me faltava.
Pergunto-me se com tantos blog’s e tantas lapiseiras não terás mais nada que fazer...?

É incrível como um simples vocativo, te gera tanto impulso.
Uma simples opinião te aflige tanto a existência.
Será deveras curta ou estará deveras morta?

Tenho tido mais que fazer que te ler.
Hoje li-te.
Tanta coisa para nós!
Que orgulho!
Já antes nos fizeste notar que era o éne do GANG, o éne para Nu que mais te empolava. Agora realizo que também te excita e te embarga nesta saga.
Fico com medo de tanta ameaça, medo de tanta masturbação.
E de tanto medo não velado, receio acumulado, esmoreço; vejo que não serás corça que se lamba, nem touro que se receie, muito menos cão que morda.
Quem muito ladra, pouco morde. Deveras.

Ainda pensei em explicar-te o meu juízo.
Desculpar-me da minha ofensa por indução aplicada.
Poupar-nos a esta peixeirada
Mas correndo o disparate de ponta a ponta, conclui que tinha era de te perdoar. Perdoar ao Deus Pai criador que te tenha dado tão inútil capacidade de fazer um juízo que seja. Como tu próprio reconheces, és uma simples lapiseira, mas ás vezes terás que ver as coisas como elas devem ser...

Fizeste bem em retirar-nos dos teus links.
Não ficamos associados a tecidos de parede.
Perdas de tempo.
Ou de juízo.
Faremos concerteza bem se, por uns tempos te ignorarmos.
Assim te perdoando.
Quem mais não pode, a mais não deve
este seria o teu provérbio popular
e este seria com vontade filantrópica,
a unica opção possível.

P.S.
Ainda te li, mais uma vez.
Num constante encolher de ombros, perguntava-me o que posso fazer com Este?
E não sei mesmo.
És daqueles alunos, impregnados de boa vontade mas que pesarosamente têm que se chumbar.
Esperar que por uns tempos se recolham. Se imiscuam da sua presunção de consciência.
Faz-me um favor entretanto, desampara-me o bloG!!!
m’A

3.12.03

Este texto é genialmente chato. 

Parte 1

Tenho dificuldade em falar de coisas sérias.

É evidente que aparvalho por tudo e por nada.
Dou má imagem, não só minha, mas de todo o GANG.

Má imagem...

Não é esta a crítica usual à arquitectura actual?

Imagens vendáveis,
Postais ilustrados,
Marcos na cidade,

Eu (eu próprio) sou um Monumento!

Esta está gasta e já nem tem piada.
A ironia nesta crítica já não provoca consciências.
Assim devemos dizer com uma postura séria e credível,
para que sisudos intelectuais nos leiam:

Eu seria um Monumento,
se não fosse na realidade um Mono.



Parte 2

O mesmo se aplica à escrita...

Entre o fastfood das anedotas
e a seriedade quase sempre previsível,
está o que menos se espera.
por isso digo com a seriedade possível:

Este texto é genial!

É no entanto no regresso ao aparvalhamento,
e na fuga à rima fácil,
que a verdade aparece:

afinal este texto é chato...
como um cagalhão (de vaca) na relva.



Conclusão poética

escrevemos e arquitecturamos
orgulhosos com o que mostramos,
tal qual miudos com o LEGO,
só porque nos enche o ego!

La Vache

e a Vaca acrescenta, Para mais gente nos ler! 

Para o caso de serem atrazados mentais, não saberem inglês ou serem dislexicos cá vai:

Sex: Panela andersan, Brytenei, Mandona, Camarão Dias, Cu reni cova, Avózinha.
Drugs: Sabe bem mas faz mal!
Rock'n'roll: O Fura-bolos Taveira.

e o melhor para o fim, lembrando a Menina Kookai:

A Sua Kay?
A minha não!

La Vache

1ºmês bloGANG *#3.* 

Fazemos hoje um mês!!
Splash! Splash!
Ena! Ena!

A avaliação possível, faz o sitemeter por nós: cerca 650 visitas.
Confessando que, por opção, as nossas próprias não entram nesta contagem, é sem duvida este, um honrado motivo para recursivamente nos celebrarmos.
A demais avaliação não se faz porque não tem qualquer utilidade enquanto isto nos der o prazer que tem vindo a dar.
Merci beaucoup aos GANGsters ‘originais’ bem como a todos os outros que ao longo deste mês, têm mostrado gana e gabo pelo GANG.

A prenda que a nós próprios nos atribuimos é esta:
Sex: Pamela Andersson, Britney Spears, Julia Roberts, Madonna, Kournikova, Cameron Diaz, Tiazinha e Playboy
Drugs: Fumar (mata), Beber (mata), Jogar (mata), Drogar (mata), Foder (mata), Viver (mata)
(&)Rock n’Roll: Taveira todo lá dentro, Taveira menina Kookai, Taveira não custa nada, Taveira tou em reunião, Taveira queres óleo, Taveira ui que bom
Consintam-nos isto: Por um dia, os links serão nossos!
m’A


1º mês GANG *#2.* 

Assim se começam os vícios que depois na vida, não mais se deixam.
Um dado dia (faz hoje um mês), falou-se entre amigos sobre o presente.
Como se poderiam no presente encontrar as plataformas de encontro que o dia a dia nos ia engolindo.
Apenas desse desejo (e asseguro-vos que exactamente nenhum outro), nasceu este projecto a que chamamos e chamámos de G.A.N.G..

Grupo - ora pois, somos nós.
De Arquitectos - não temos nada, só o desejo de arquitectura
No - como bem leu alapiseira, o GANG vai nu, porque é No.
Gang - que paradoxalmente somos nós de novo, e por aí adiante em (des)função infinitesimal...

NOTA: Dissecando, ver-se-á que não só o nome é um acrónimo recursivo, como a nossa perspectiva é recursivamente acrónima:
Como no título apontamos, é feito de nós, para nós, e para quem se queira parecer com nós(osco-tosco); e a treta da consciência e da provocação, a treta do vice-versa e a treta da legitima empresa das duas, é antes de mais uma postura, um estilo.
Um processo não só de atingir os fins, sobretudo de entender – e não conter - os dados.

Como nos vêem, é certamente como nos sentimos.
Antes de mais é tudo coerente para que depois, usando todas as armas do discurso e da contradição - ainda que nada se prove - pareça que tudo é talvez uma outra coisa.

Há um estilo, que se vai hoje percebendo, melhor que no início.
Há um tom, que vai hoje incomodando, mais que no início.
Há equívocos, que vão hoje surgindo, mais que no início.
Há deliberadamente, a consciência da procura do entendimento, sem apelar à diplomacia nem há unanimidade.
Os esclarecimentos, para nós, fazem-se na vida ou nas ideias.
Pessoal é apenas a opinião de cada um.
E nunca o entendimento que façamos em relação a qualquer indivíduo (Abra os olhos Lapiseira! Se não resistiu ao feio, não queira persisitir no retrógrado).

A intenção, pela receptividade que vem mostrando, junto da comunidade GAYNGster (traocadilho foleiro), impôs, entretanto uma obrigação.
E apesar de tantas outras coisas por fazer, esta heroína blog, repetidamente me convoca.
Com ela, surge a dependência e a ir(responsabilidade) de adiar o que não se devia.
O equívoco próprio de julgar que é nossa obrigação esta participação.
Corrijo o dito equívoco, e escrevo para que eu próprio me relembre:
Gangar. é prazer, desabafo, confissão e, na melhor das hipóteses (mesmo na melhor...) é opinadela, como diria a nossa vaca francesa.

Isto somos nós.
O GANG é assim.
m'A

1ºmês bloGANG *#1.* 

1. Quando tenho uma discussão com alguém costumo confiar antes de mais, na minha opinião.
Quando essa discussão, num mesmo momento, sobre o mesmo tema é contrária à opinião de mais que uma pessoa, logo me recolho e assumo a franca possibilidade de estar nesse momento errado.

2. Sou um emigrante regressado há demasiado pouco.
Quando chegado, acreditei ser minha obrigação, ceder em muitos aspectos do meu Eu, por forma a de novo me adaptar à nova realidade. Eu em Lisboa.
Muito cedo, entendi também que, em relação a alguns aspectos, definitivamente não queria ceder, nem prescindir da iniciativa que em mim, por ora se investe e relaxar-me ao ritmo de vida corrente nesta pátria. Que isso seria vantajoso não só para mim, como para as pessoas com quem comunico.

1+2. Estes dois pontos, vêm a propósito, pois muitos GANGsters se têm manifestado apreensivos, desiludidos e magoados com este projecto bloGANGster. Até ofendidos com a minha postura e diarreia opinativa. Aquilo que quanto a mim, é mera opinião, outros a entendem pessoalmente e se surpreendem com um meu carácter que julgavam não conhecer e que aparentemente não lhes agrada.

Hesito a cada momento sobre se este é caso para duvidar da minha convicção face a tantas discordâncias ou se este será um daqueles casos em que deverei confiar que tenho uma legitimidade e uma intenção de fundo que vai para além da dinâmica triste a que assisto nesta delicioso Portugal, que vai para além destas discordâncias e ajustes de princípio.
Não sei, sinceramente não sei.
...e tenho pensado muito sobre a utilidade deste meu contributo no GANG...
Contudo, nada me leva a crer que terminar a minha colaboração neste fórum resolveria essas desavenças pessoais, mais acredito que o médio termo desta minha experiência poderá provar que o aqui me alimenta é antes de mais um sincero desejo de nos aproximarmos. Amigos velhos e outros novos. Uns muito diferentes e outros tão mais iguais.
Céptico mas não descrente, acredito na boa vontade, minha e vossa, para sempre tentar distinguir o essencial do acessório, e reafirmo a minha vontade de procura de entendimentos antes de tudo o resto.
Reafirmada a vontade, espero não mais me perder na forma e dedicar-me em definitivo aos conteúdos.

O vosso amigo,
m’A

2.12.03

...num daqueles sítios que ao fim de cinco anos já entramos com um sorriso... 

Hoje saí de casa. Atrasado talvez. Mais uma vez.
Ensonado pela tardia hora a que o corpo se entregou ao descanso, impedido pela cabeça
que o descomanda, perdida talvez, mas sem saber bem porquê, afundada num mar de questões desnecessárias talvez, mas muito traiçoeiras...não sei. Só sei que divaga imenso, pelo menos neste momento...não focaliza. perdida no nada que os dias cheios nos trazem, perdida em angústias... mente perturbada esta que não me deixa dormir!!! O que a preocupa?!? Nem eu mesmo sei.
Só sei que acordei com sono.
Tomei o meu café num daqueles sí­tios que ao fim de cinco anos já entramos com um sorriso enquanto respondemos com a cabeça que sim ao de sempre...é confortável isso. No fundo aí não há nada. nesse momento em que o aroma intenso se degusta voluptuosamente e a que um bafo no último cigarro do manhã do dia anterior(guardado sempre religiosamente para o cafe da manhã seguinte) nos apaga qualquer distração e nos abandona naquele momento de puro prazer em que à  volta caras conhecidas vão chegando e partindo...cinco anos sem saber para onde.Não interessa. Vão para onde têm de ir...para onde sempre foram...de onde sempre vieram...estarei a ficar velho? por observar com nostalgia este presente construido?!? É esta nostalgia que possivelmente me está a assustar...prevejo o fim precoce para estes costumes...o curso já quase se foi e agora sinto em mim o peso e a angústia de quem vai sair...para onde?...não sei. tenho receio de deixar este conforto...
Sinto a necessidade absurda de provar a mim próprio que estou preparado.que sou capaz. que sim, também o sol nasce para mim.de que todo o meu percurso não foi em vão...que não vou estagnar...é nesse pensamento que me tenho perdido, que me persegue insistentemente...não me deixa descansar...falta-me a força para correr os ultimos vinte e três kilómetros da maratona...
Mas vou...para onde tiver de ir. recomeçar tudo de novo. conhecer um outro sítio onde possa tomar o mesmo café sem pensar em nada (espero que o cigarro já não me faça companhia), e depois sair, sem sono, tranquilo, de queixo erguido, sem estas angústias-talvez outras, espero que nao as mesmas- num outro lugar, em outras condições...talvez possa atétomar esse cafezinho em casa tranquilo, com outra companhia muito mais confortante, cheia, segura...o resto vem nos livros...também isso me assusta.


El P.

sentir-se vazio... 

estar vazio é estar inconsciente
é estar à procura de nada
e de tudo ao mesmo tempo
é saber que nada se tem por dentro...

buscando incessantemente tudo e coisa nenhuma
e sem querer
quase elouquecer...

é ficar, de repente, muito triste e
ter pena de si próprio
é chorar baixinho...

estar vazio é nao ser ninguém!

mCC
Elephant (film)

Não tenho a pretensão de vos vir aqui falar de cinema.
Talvez numa outra futura circunstância.

De momento confessar apenas a mais genuína repulsa por quem me acompanhou esta tarde.
Durante a dura realidade de sociedade vazia a que assistia, a personagem olhava-me, depois,
atendeu o telefone e enviou sms’s.
No final largou uma lágrima.

Crocodile (tears)

A vida devia estar feita de modo que não fosse sequer possível ir ao cinema com esta gente.
m'A

Cidade com frio, debaixo de chuva 

Invoquei o tempo e ele ousou-me
A Ele, a verdade reposta
Já não é Verão;
ontem e antes já foi Inverno.

Adoro este frio seco que ainda permite o conforto.
Adoro esta brisa gélida que me obriga a respirar
Adoro assim sair à rua.
Depois voltar para casa,
e ficar a ver o frio lá fora.

Quando empossa a chuva.
Empesta-se-me o conforto.
Já nem saio.
Fico a carpir a chuva de dentro,
a rogar que não fosse molhada lá fora.

Entrementes
Miro a luz nova que o tempo traz
Aquela mesma que outrora o Verão reluziu
E que agora o Inverno pulveriza

A neura que augurava,
Agora a esqueço

Fascino-me na Lisboa feriado.
Dou quebranto ao Rio,
renovo olhado às colinas.
Iludo-me com o ocaso,
encanto-me com a iluminação
Trago à lembrança a bruma, o declínio,
o bafo desta cidade.
m'A

1.12.03

que amor é este? 

"amor" que ensurdece
"amor" vadio
"amor" que desarruma
"amor" feio
"amor"que destrói
"amor" desumano...

que espécie de amor é este?

mCC

GANGmaniac 

Em dia feriado e da orgulhosa marca de 1000 pageviews em menos de 1 mês, o GANG sugere para hoje um jogo.
Não acreditam?
É só clicar em:o Jogo do GANG!
Divirtam-se!
m'A

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