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30.11.03

4 histórias sem encanto 

Até hoje ainda não tinha imaginado que fosse possível o que aconteceu ao Sporting.
Hoje vi os golos.
Bem, o primeiro é um grande golo. Acontece.
O segundo é um grande azar. Também acontece.
O terceiro, jogada rápida e, assim como assim, também acontece.
O Sporting sofreu 3 e foi eliminado.
E assim aconteceu.


Ando inerte.
Tenho pudor em sair de casa
Preguiça de apanhar o metro.
Tenho que redescobrir os meus desejos.
Fiquei preso no Verão e enquanto não começar mesmo a chover ninguém me convence que Ele ainda não acabou.


Não gosto das iluminações de Natal.
Não gosto das pessoas felizes a comprar prendas.
Não gosto dos prazeres por antecipação angedados.
Não gosto da calendarização da filantropia.
Não gosto. Ponto final.
Não me apetece explicar nada disto.


Sempre e hoje, elas estavam lá.
Catalizadora (de)mente, eles tinham-na.
E fumavam-na. Eu com eles.
Assim perpetuavamos a sinceridade absoluta do silêncio egoísta.
Foi assim, mais uma noite na noite...
m’A

a propósito do amor... 

O Amor constrói pessoas
O desamor destrói pessoas...

Permitam-me o desbafo
a revolta
o inconformismo de...

ver alguém que gosto profundamente (a minha mãe)
se destruir!
mCC

29.11.03

...tal qual um touro, também cada um de nós acusa os toques e as farpas. Vai um, vai outro, outro, e outro ainda. Depois existe um momento em que o touro de tanta fadiga volta a investir com toda a sua primeira força.
Para uns touros é o canto do cisne, para outros essa será apenas a certeza de uma boa lide.
m'A

Saco de Plástico ao GANG 

José Eduardo Fialho Gouveia: - Falando agora de blogues. Estamos perante uma forma de comunicação de futuro ou algo efémero?
Francisco José Viegas: - Os blogues são uma forma de comunicação do presente. Podem ser efémeros. A grande riqueza da blogosfera é as pessoas poderem escrever o que lhes dá na realíssima gana sem constrangimentos. O que me irrita nos blogues é o tom sacerdotal de alguns.
JEFG: - Quais?
FJV: - Geralmente os blogues políticos - de Esquerda e de Direita. É como se fossem donos da verdade absoluta.
GANGster PowerMax

28.11.03

Sobre Torres. Sobre Alcântara. Sobre Lisboa. Sobre Nós.  

Nem de propósito, e no total desconhecimento da temática que Miguel Sousa Tavares abordaria hoje, no seu artigo no Público, lancei ontem um pequeno pensamento perdido entre outros textos sobre as ‘Torres-Silveira-do-Siza’. Chamei-o de Star System Way.
Hoje, perante o artigo de MST (podem e devem lê-lo aqui), lanço aqui um mais profundo pensamento sobre este tema e penso lançarem-se assim mais dados para um tema de efectivo debate aqui nos blog’s que desde há algum tempo tem vindo a ser abordado sobretudo pelo Oprojecto.
Espero que outros se lhe sigam

Sobre o artigo de MST:
MST pareceu-me medroso hoje...., quase pede desculpa a Pedro Santana Lopes para emitir esta opinião; depois demarca-se de falar de arquitectura (é pena pois, pese embora habituais críticas que lhe são feitas, as suas opiniões nesta matéria são habitualmente pertinentes), depois parece que tem pejo em falar de Álvaro Sisudo. A minha interpretação é que MST entendeu que as torres vão eventualmente ser mesmo construidas, com ou sem a sua aprovação, e desse modo abandona a crítica mordaz para pedir que, com a devida licença dos agentes, lhe consintam o desabafo. Diz-se cansado...
A minha opinião é distinta.

Vejamos:

PONTO 1
Partilho com MST, uma suave contemplação dos prazeres da cidade. Fala-nos da invencível luz que ninguém lhe tira, do rio de que o querem privar, onde a cidade acaba e começa, fala-nos dos pescadores de tainhas sujas, dos putos de dia e dos pescadores da noite, dos velhos sem nexo nas tascas de Alcântara (que já no passado lembrou n’O velho de Alcântara), da calma de um horizonte humano e próximo.
Contudo, lembrar eternamente esse presente cravado nas memórias passadas é pretender que não existe hoje um presente que augura um qualquer futuro. E lembrar todas estas existências é meter a cabeça na areia esquecendo que, efectivamente, existem naquele local demasiadas e diversas condições e interesses urbanísticos para que se deixe esse local mais e mais anos ao abandono.
Isso não será possível.
Que queremos então?
Imiscuir-mo-nos da realidade logo à partida ou confrontar pragmaticamente os distintos interesses e procurer atingir para a intervenção, a solução de compromisso?

PONTO 2
Esta é, antes de mais, uma proposta de especulação imobiliária. Semelhante em quase tudo à preconizada pela mediática ‘Manhattan de Cacilhas’.
Duas empresas devolutas e falidas reequacionam o destino a consagrar aos bens restantes. Perdida a função pela qual primeiramente se construiram, uma indústria, restalham-lhes sobretudo terrenos que face ao desenvolvimento impressionante da cidade de Lisboa, adquiriram um impressionante preço comercial. Potencialmente...
À imagem de Cacilhas, a uma dimensão fundiária X, faz-se corresponder ao abrigo do respectivo PDM, uma área bruta de construção Y. A questão reside em, para ambos os casos conseguir provar que esse valor pode e deve ser ultrapassado; um dissimulado desejo de conseguir provar a possibilidade de se ultrapassar esse valor Y.
Para tanto, recorrem ambas a propostas de arquitectos conceituados, explicitamente provocadoras mas com consequências económicas manifestamente proveitosas. Aos proprietários está claro.
Tanto a Ulissul, como a Silveira têm como objectivo único gerar mais receita. Este desejo (explicito ou dissimulado) não tem neste capítulo que ser necessariamente incompatível com os desejos e necessidades da cidade mas tem contudo, de ser enquadrado enquanto tal: Uma proposta especulativa sobre o valor dos solos.

PONTO 3
Proposta Legal ou nem por isso?
A área em causa, vem especificada no PDM, como Unidade Operativa de Planeamento 19. Sobre a condição presente se determinam para esta UOP, os seguintes objectivos:
a) – Proporcionar a instalação de usos mistos de habitação, terciário e indústria compatível, definindo a distribuição de novos usos, sendo garantido, no mínimo, 40% para usos habitacionais;
b) – Definir as soluções urbanísticas adquadas à articulação da zona com as malhas urbanas envolventes;
c) – Resolver a integração urbanística das infra-estruturas de transportes da zona e, nomeadamente, novas soluções para o nó de Alcânatara;
d) – Resolver a ligação à zona portuária adjacente e a articulação com eventuais projectos que estejam a ser desenvolvidos para essa zona;
e) – Integrar o património e edifícios de interesse existentes na zona;
f) – Garantir a preservação e adquada integração urbanística do Largo do Calvário, Largo de Alcântara e Rua da Junqueira.

Parece-me correcto.
Contudo, este PDM data de 1994 (há 9 anos atrás!) e este plano ainda não está elaborado....
Este adiamento em prol da mais correcta versão de determinado plano tem como nefastas consequências, como a 29 de Outubro sustentava ao Público a vereadora Eduarda Napoleão, aquando da alteração simplificada do PDM; dizendo que este consistia fundamentalmente em corrigir “erros” do plano de 1994 e acabar com uma situação que determinou a “paralisação completa de determinadas áreas de Lisboa”, por não terem sido feitos, pelos executivos anteriores, os planos de pormenos previstos no PDM. Com essa alteração simplificada ao Plano director Municipal, a Câmara de lisboa petendia ter capacidade para alterar índices de ocupação em várias zonas da cidade, e usos que considera obsoletos, sem necessidade de elaborar planos de pormenor.
As ultimas notícias de que, em rigor tenho conhecimento quanto à proposta de alteração em regime simplificado do Plano Director municipal (PDM) de Lisboa é que baixou a 27 de Outubro à Comissão Permanente de Urbanismo da Assembleia Municipal para análise e aprofundamento. O documento, havia já sido aprovado pelo executivo municipal com os votos contra dos comunistas e com o apoio parcial dos socialistas , mas a totalidade dos partidos aprovou a sua descida à Comissão de Urbanismo da Assembleia Municipal.

E tudo isto vem, ainda que com algum desconforto pessoal legitimar aquilo que se tem pretendido fazer transparecer. Que o plano é na generalidade ilegal.
No passado talvez o seria mas perante as vontades expressas da actual gestão camarária, com a complacência socialista e com a colaboração preciosa da incompetência de quem nunca chegou a elaborar estes planos, parece que a legitimidade bem como a legalidade desta proposta estará salvaguardada! Curioso...

PONTO 4
O voluntarismo ideológico e a ciência.
Há duas semanas atrás, em dois post’s consecutivos (1, 2)- que foram muito comentados - LAC defendia incondicionalemte a construção destas torres.
No essencial estou de acordo quanto ao que preconiza sobre o FACTOR#3 - Densidade, Mobilidade e Modernidade (nesta última tem um pequeno deslize... fala do desenho quando devia falar de modernidade...) - mas não posso de maneira nenhuma estar de acordo quanto à aplicação destas ideologias-chave da actualidade para esta localização específica.

LAC ou não entendeu ou não quis entender que existem razões técnicas (antes do mais) para diferenciar esta localização em relação a tantas outras áreas passíveis de serem exploradas em altura.
Entende-se a vontade de esquecer determinados factores para com isso justificar outros mas por ora, impõe-se um mais esclarecido debate.
As razões de LAC, são as razões não veladas de tantos outros e por tanto, se impõe novamente uma concretização sustentada de quem esteja contra elas. É o meu caso.

A dogmática regra dos 45º é absurda. Contudo, este é um local exposto a Sul, e uma construção de altura excessiva provocaria questões de ensombramento numa área desmesuradamente incomportável perante os cerca de 15 mil habitantes existentes nesta zona. Entende-se que outros nela queiram habitar (fala-se me 20 mil...), mas terão obviamente de ser salvaguaradados direitos mínimos às populações existentes.

A localização assenta sobre a foz da ribeira de Alcântara que embora encanada e com isso escondida dos olhares, não poderá ser esquecida em consciência. Este local tem já hoje dificuldades de drenagem agravadas pelo facto de esta ribeira ser a maior(!) bacia hidrográfica de Lisboa. Como ainda esta semana se viu, num peculiar ‘afundamento’ de um autocarro em Campolide, a ribeira está viva, recomenda-se, e tem caudal apreciável...
Para além desta problemática situação de convergência de águas, esta zona de intervenção agora proposta é absolutamente plana e de cota muito pouco diferenciada da do rio, o que coloca sérios problemas de escoamento.
Estes factores têm implicações sérias na forma como se ocupa o território e há que saber aceitá-los.
Quereremos nós prolongar os gravíssimos erros que foram efectuados recentemente na Baixa quanto à criação de barreiras aos caudais urbanos subterrâneos?

E ainda relativo a estas questões de salubridade da ocupação, lembremo-nos das várias fontes de ruído que coabitam nesta zona. Lembremo-nos do cruzamento de dois eixos rodo-ferroviários (Ponte 25 de Abril e marginal), e a existência de um corredor de aproximação ao aeroporto de Lisboa. Lembremo-nos que este local é um dos 3 mais ruidosos de Lisboa...

Também a análise geotécnica não abona a construção deste ego.
Localizada numa zona problemática da cidade, na transição entre o terreno natural e terreno ganho ao rio, e sobre uma falha geotécnica de extrema importância no âmbito local, a zona de intervenção é uma zona de maior risco sísmico sujeita a condicionantes especiais. Historicamente existem registos da ocorrência de sismos de magnitude 7 escala de Richter, mas estudos apontam que podem ocorrer abalos com uma intensidade máxima de 9.
O aterro imediatamente localizado sobre uma zona sedimentar de lodos e areias, transportadas e depositadas ao longo de séculos pelas correntes do Tejo, dificilmente poderá alguma vez servir como solo de fundação. Este poderia provavelmente ser encontrado em níveis mais baixos e solidários que neste local estão a uma profundidade imensa.

Alcântara tinha em 1950 mais de 35 mil habitantes e hoje restam os já falados menos de 15 mil. É notoriamente uma área em decadência, com um potencial enorme em termos de reaproveitamento urbano associados e uma efectiva modernidade do estilo de vida passíveis de reutilização nos seus tecidos industriais.
Definitivamente aceita e requer mais população mas essas medidas não poderão ser tomadas ‘à maluca’, ‘à pato bravo’; e convém que não nos deixemos levar pelo impulso imediato.
Para grandes males, grandes remédios
Pela dimensão do que está em causa, sejamos capazes de praticar a prevenção e não a medicação posterior de maleitas que com as próprias mãos construímos e defendemos.

PONTO 5
Nem tem havido ‘pressa’ de falar dos edifícios em si mesmos.
Compreensivelmente, mais se impõe que se conteste a atitude e o plano.
Compreensivelmente também, todos se afastam de questionar ou inquirir o ‘mestre Siza’ sabendo que conquanto se exporiam não só à sua voz experiente (se bem que a cada momento mais obligarca), ademais se exporiam à opinião geral que com conhecimento técnico, ou com sentido imposto da verdade cultural portuguesa sempre defendem este sisudo mestre.
Siza não é um Deus. Tem projectos melhores e outros piores; tendo presente que mesmo as suas piores intervenções são sempre polidas referências e sensuais objectos, há que resgatar o sentido crítico que sobre as suas obras a comunidade portuguesa deixou de ter.
Não entendo, nem concebo, como à imagem de uma maquete, onde constam somente 3 volumes primários se pode desde já invocar a qualidade estética da proposta...
Não faz qualquer sentido, haver tão grande devoto à obra de um arquitecto em actividade que como tal, deveria estar em cada um dos seus projectos, em avaliação.

PONTO 6
Acrescento que com toda a pertinência se ‘anexa’ a este texto, o esta madrugada ‘postado’, Star System Way.

PONTO 7
Não revelo toda a minha opinião.
No demais não estou absolutamente certo e espero que de outras razões que venham a ser manifestadas possa depender a minha opinião mais fundamentada
Para já fica o mote para se lançarem sobre este tema, à imagem do que se fez para o 73/73 mais ideias e ponderações com inegável benefício para o esclarecimento pessoal de cada um.

Convocam-se os GANGsters, o Epiderme, o oProjecto, o RandomBlog, o Observações, o Picuinhices, a Lapiseira e os demais blogues de arquitectura que me esteja de momento a olvidar, para acrescentar ou contrapôr algo.
Também o linhaderumo, e o hiperproductivo blog-sem-nome, ainda sobre este tema não se manifestaram mas estamos curiosos sobre o que terão os homens do Norte a acrescentar a isto...
m'A

Breaking News! Astonishing Performances! 

Performance inolvidável - o Sporting perdeu 3-0 contra o Glibercibinitaplicócóxixiponpon.
Performance vergonhosa - Valência ganhou a Lisboa a regata dos americanos.
Performance voluntariosa - Entidades anunciam que ainda assim, o projecto na Docapesca avança. Paga de novo o país todo para Lisboa.
Performance hilariante - A Áustrália recebeu ontem a Espanha, na Taça Davis, com o hino de Franco.
Performance arrancada a ferros – Parece que o 73/73 vai mesmo ser revogado.
Performance acrobática - O governo aprova para os grandes da Europa o que não consente à arraia miúda da pátria.
Performance mediática - Bush foi ao Iraque servir o peru de acção de graças aos seus marines.
Performance escabeche - A Gulbenkian deixou ontem tudo a ver navios.
A segurança impediu a entrada nas instalações ao próprio do maestro.
Performance inconcebível - Mais de duas dezenas de ‘media’ assinam declaração de princípios com a justiça. A Tvi também assinou.
Caras de Pau.
Performance visionária - Lisboa terá a primeira linha de autocarros subterrâneos do mundo. O início das obras foi dado há 3 dias em Campolide.
Performance política - Ambos, Governo e principal partido da oposição portuguesas conseguem descer nas intenções de voto ao longo de 3 consecutivos meses.
Proezas da democracia.
Performance possível - Terminou o Caso Moderna. Sem armas, drogas, prostituição e rock n’roll. Uma modorra.
Performance desnecessária - Perseguir nesta inumeração até ao infinito.
Por aqui me fico.
m'A

Ontem fui jantar a um daqueles restaurantes... 

Ontem fui jantar a um daqueles restaurantes...bem lisboeta, quente, confortável, o cheiro a óleo (da fritura das inevitáveis batatas) pairava no ar impregnando-se na minha roupa de imediato.

Acompanhada por três bonitos homens, o meu irmão, o meu mais que tudo e o meu amigo, sentei-me numa mesa escolhida completamente ao acaso embora me tenha parecido confortável...

Chegámos eram umas nove horas e ali permanecemos nos seguintes 150 minutos.

Resolvemos jantar fora porque queríamos comemorar o dia em que inaugurara a loja na qual estão os meus quadros. Por que razão quando comemoramos vamos a um restaurante? Por que razão o acto de comer se torna assim tão cerimonioso? O facto é que apesar da comida ser óptima (ainda que todos tenhamos ficado a invejar as lulas grelhadas do meu irmão) o que foi realmente bom e cerimonioso foi a companhia uns dos outros.

Falámos de tantas coisas enquanto comíamos e aparentemente tudo se desenrolava como um jantar comum, falávamos entre uma garfada e a outra, de boca cheia ou não, por entre gargalhadas e sorrisos. E à medida que os pratos iam ficando vazios a conversa ia crescendo...a refeição terminou e ali continuámos a falar, a despejar o que tínhamos e o que não tínhamos cá dentro, confessando algumas amarguras e desilusões.

Apercebi-me que era comum aos quatro as desilusões que temos com os grupos de amigos, com os “gangs” de sociedade a que pertencemos muitas vezes sem querer.

Percebemos que apesar de haver um período em que todos temos tudo a ver com todos, há sempre um momento em que nos apercebemos que os rumos dos que temos mais perto é o mais longe de nós...nada tem a ver com a nossa visão das coisas, e magoa, e custa aceitar essa diferença, aceitar a inevitável superficialidade que a vida desumanamente nos tráz.

E assim de passaram os 150 minutos que eram para celebrar uma coisa e acabou-se por “chorar” uma outra!

Um bem haja aos restaurantes como este que soltam a lingua dos desgostosos!

MCC

Star System Way 

Obra vs. Obra
As distinções de arquitectura do starsystem premeiam em si mesmos, os edifícios.
Obra vs. Cidade
Os arquitectos do starsystem desenham as vistas que se terão do edifício.
Cidade vs. Obra
Nas revistas do starsystem, escolhe-se a melhor vista para se fotografar o edifício.
Cidade vs. Edifício vs. Cidade
Os promotores do starsystem olham para o umbigo e divulgam ambas. A cidade que vê o edifício e o edifício que vê a cidade.
Cidade vs. Cidade?
Os edifícios de hoje congregam em si, todo o foco da actuação e não mais centralizam a sua qualidade na eventual neutralidade da sua expressão.
O discurso de uma cidade não tem como fim, nem como princípio, um edifício.
Ele é apenas mais um dos meios.
Quem expressa então, a forma como a cidade do star system continuará a olhar para ela própria, depois de um edifício?

...e vem tudo isto a propósito das Torres do Siza para Alcântara...
m'A

O leão junta-se à festa do escárnio 

A vaca mostra a sua raça,
e mais parece agora o leão.
Leão que ruge mas não morde.
Leão da savana sem território.
Leão com juba mas sem coroa.
É dele o reino da selva.
Bem hajas!
m'A

La Vache que ri. 

Tendo em conta a reacção à "ultima mungidura" desta girafa com estranha voz.
Voz essa que realmente não é divina, pois se fosse, vozes de burro não cá chegariam.
E se não chegassem perderia, com grande tristeza, a oportunidade de ler a tão graciosa anedota da vaca louca.

Verifica-se então que o GANGster M'a não lê apenas "O Público"
Tem também uma certa paixão pelos "Malucos do riso"

tudo isto me faz feliz, pois neste Blog há espaço para tudo,
desde a coluna de opinião - genero "Abrupto"
ao humor popular - genero "O meu pipi"
estamos portanto no bom caminho,
no caminho dos Best sellers.

estranho, no entanto, que a vaca pela qual "ninguém dá um centavo"
tenha obtido tão pronta resposta.

caguei de alto pela boca,
e se à cagadela respondem,
é porque a cagadela é divina.

Um legitimo provocador de consciências:

La Vache
P.S. Gostei sinceramente do teu regresso a estas banalidades M'a!

O (ansiado) regresso da vaca 

A minha explicação sobre o que se passou com esta ultima mungidura no GANG é clara.
Está tudo aqui, Preto no ................:(o Branco não se vê porque está sobre fundo branco. Obviamente

QUANTO À VACA:
1ª versão
A vaca não é afinal uma vaca,
é mais uma girafa.
(espantem-se!;
senão vejamos:)
Tem pescoço alto - caga de alto pela boca, as fezes que os demais rejeitam pelo olho
Fala lá de cima - quer ser voz divina mas não sabe porquê nem para quê
Tem grande língua - mostra-a apenas porque com ela não diz nada
Tem antenas em vez de orelhas - quer topar tudo mas não percebe nada
É elegante nas peles, «a vaca é chicissima!!!»,(mas por ela ninguém dá um centavo...)
...
2ªversão
Encontrei depois esta notícia por acaso, e coloco-a pelo assunto que agora veio ao caso:
«Uma apresentadora de televisão foi a Londres entrevistar um fazendeiro sobre a doença das Vacas Loucas. Chegando lá, pegou um fazendeiro já meio invocado com o problema e sem muito bom humor para responder a perguntas sobre o assunto.
Ela começa a gravar:
" Boa noite, senhor. Nós estamos aqui para ouvir sua opinião.
O que o Sr. acha que é a razão principal das vacas terem apanhado esta doença, a Loucura das Vacas? "
O fazendeiro olhou para a moça e respondeu:
" A senhorita sabia que o touro come a vaca somente uma vez por ano?
" A repórter, visivelmente embaraçada, disse:
" Bem, senhor, eu não sabia, acho a informação interessante, mas o que isto tem a ver com a doença? "
" Bem, senhorita, você sabia que as vacas são ordenhadas quatro vezes por dia? "
" Senhor, novamente agradeço a informação, mas porque não vamos diretamente ao ponto central da minha pergunta: a que o Sr. Atribui o fenómeno da vaca louca? "
O fazendeiro, já irritado, responde: " Senhorita, eu estou tentando explicar. Imagine só se eu ficasse brincando com suas tetas por alguns minutos, quatro vezes por dia, e só trepasse com você uma vez por ano, você também não ficaria louca??»


Está tudo explicado....

QUANTO A MIM:
Eu acuso a provocação,
O incómodo e o estímulo preeminente premente de ter que lhe responder

Confuso e acossado perco a clarividência
Mas não quero perder o bom censo
e, portanto, a eficaz resposta ficará expressa,
tal qual a vida eterna, naquilo que há-de
(ou não há-de) ainda vir.

Até lá, espero que a vaca,
Tal qual a girafa o faria,
Ponha o pescoço na guilhotina do bloGANG
E submeta a escrutínio, não só o seu renome,
Mas sobretudo a sua opinião.

Opinemos sobre outras distintas monotonias?...
P.S. - Welcome back, La Vache!
m'A

A Vaca volta! 

Pois é. Isto descambou tudo!

Esta é a primeira vez que escrevo desde a última vez que escrevi.
E essa minha última escrita é, até esta, a única que vale a pena ler!

Desde então a seriedade impera, e com ela a monotonia.
A mesma monotonia das colunas de opinião dos jornais,
com opiniões que só interessam a quem com elas concorda.

O GANG opina.
Argumenta as suas opinadelas.
Opina as argumentadelas.
Opina as opinadelas.

Tanta reação ao que escreve "O Público"
Tanta conversa à volta do 73/73
Tantos links graxistas do lado esquerdo.
Tanto comentário socialmente correcto
Tanta trampa!

E perguntam voçes porque sou "La Vache"
Porque vou ruminando, remoendo,
cagando em seguida uma enorme poia!
esta cagada que vos mostro e voçês lêm!
Lêm porque é uma intelectualiçe.
e a vaca françesa é chicissima!!!

La Vache

26.11.03

Ordem para congressar  

Amanhã é já o dia do tão afamado Cogresso da Ordem dos Arquitectos.
Salvaguardando a óbvia necessidade de um qualquer Fórum de uma qualquer Classe Profissional, reforço aqui o meu cepticismo em relação às matérias que venham a ser abordadas...

que o 73/73 não seja o tema-monopólio de todo o encontro,
que o Direito à Arquitectura seja recolocado não como Direito de uma Classe mas como Direito de toda a População
que as habituais diferenças de facções não aniquilem o debate são,
que as politiquices não minem um trabalho que poderá ser sem dúvida proveituoso,
que a Ordem não seja ainda mais politizada pelos que o podem e pelos que o desejam,
que se abra uma vez mais à sociedade,
que não seja alcandorada a soberba dos arquitectos,

Manifestos os meus desejos
Desejo-vos algo que não um manifesto

Bom censo aos que participem e boa sorte aos demais
O Show vai começar
m'A

Campo de Ourique Shopping 

Se é verdade que a arquitectura deveria andar a par com a vida contemporânea, então talvez seja de estranhar o meu espanto algo fascinado, ao deparar totalmente por acaso com o seguinte texto numa pequena publicação de distribuição gratuita entitulada “Campo de Ourique Shopping”...
Passo a citar:
“Em Campo de Ourique, além do sol (lembre-se que o bairro é um centro comercial ao ar livre), há muitos motivos para se sentir feliz, enquanto faz as sua compras nas ruas planas e amplas. (...)Neste centro comercial pode fazer as suas compras rodeado de árvores que pintam o bairro de verde e dos raios de sol que lhe emprestam luz e brilho.”

...haverá algo a pensar sobre isto?
Gonçalo Oliveira.

Público vs. Blogues 

Helena Roseta 'explica-se' no Público de hoje.
De novo o 73/73, de novo o Direito à Arquitectura. A Ordem prosegue a sua cruzada justa. No entanto parece-me que aquele que seria um decreto a rever eventualmente por comum e manifesto acordo entre toda uma sociedade se investe à medida que se desenrola esta cruzada de um claro cariz corporativista que não seria de todo necessário..
Impunha-se um discurso quase monocórdico, repetindo até à exaustão os argumentos fundamentais a favor da revogação; e não este saltitar confuso entre uma ideia e outra, colocando os arquitectos na posição de bodes expiatórios de uma sociedade da qual manifestamente não o serão.
Acrescento que tudo o que tem sido dito nos blogues, nomeadamente no picuinhas, n'Oprojecto, no epiderme e no barnabé, quer em argumentos Prós, quer nos Contras, tem sido publicamente mais esclarecedor que os argumentos ‘de Classe’ apresentados pelos orgãos competentes.
E ressalvo aqui que Helena Roseta também já colaborou na esfera blog, no Fórum Cidade com um artigo bem menos equívoco quanto às suas ideias, defendendo a ordem e não a Ordem
Desde já, Público 0 - Blogues 1

Eduardo Prado Coelho está no Brasil.
Ontem falou-nos do Rio, hoje de Lula. Matérias arriscadas porque mais da emoção do que da razão.
O Rio seduz-me. Nem sei bem porquê - nunca lá fui - mas seduz-me.
Lula encanta-me. Não tenho acompanhado tão bem quanto desejaria as suas propostas políticas, mas delicia-me tudo aquilo que representa ou pode representar.
No mais recente blog mediático português, diz-se que Eduardo Prado Coelho (EPC – É parvo, coitadinho), está em Estágio pelo Brasil. Seja o que fôr, que efectivamente esteja fazendo no Brasil, agrada-me desde há muito esta sua colaboração no Público mas, confesso que vejo com o maior cepticismo aquilo que poderá vir a fazer no seu recente blog. Aguardemos.
Entretanto, Público 1 - Blogues 1

Boas notícias.
Na continuação do que tenho escrito sobre as novas e confusas relações que os media establecem, o Público noticia hoje voltar a ter provedor.
Entra Joaquim Furtado, para o lugar deixado em aberto por Jorge Wemans, por sua vez de entrada nos blogues pela mão, novamente do Causa Nossa...
São boas notícias, um voto contra a maré, dado ao bom-censo e à observância deontológica do jornalismo. Por outro lado, todas estas relações maliciosas predispõem-se ao levantamento da questão daquilo que pretenderão estes ‘Srs. Importantes’ da sua colaboração blog.
Com um golaço, Público 2 - Blogues 1

Gonçalo Ribeiro Telles.
GRT fala sempre com o incómodo de quem tem razão.
Hoje fala no Público em extracto de entrevista colateral à gargalhada de um autocarro ‘espetado’ verticalmente em Campolide, qual fio de prumo metafórico do colapso, no porvir da condição cidade de Lisboa.
As suas opiniões são sempre coerentes, sensatas, demasiadamente lógicas e pertinentes. Contudo, as questões que defende são contrárias a muitos dos valores caros à construção urbana de hoje. A sua praxis e a sua razoabilidade são sempre contrárias às hipócritas (porque conscientemente esquecidas) soluções defendidas quer pela generalidade dos arquitectos, quer pela edilidade lisboeta, técnicos e demais agentes de dever na construção de Lisboa, contrários à especulação urbana, à densificação, à betonização, ao deixa-andar e ao deixa-fazer, crítico à gestão de solos pública e privada e exacerbado crítico - mais uma vez com o peso da razão e da legitimidade - da gestão hídrica nos territórios urbanos.
É penoso ouvi-lo apenas para nos lembrarmos daquilo que teremos ou nos quereremos esquecer.
GRT não é ‘filósfo’ do contra nem da desgraça, não é advogado do diabo, nem profeta antes de tempo.
É uma voz solitária da razão que se impõe, cínica e em consciência irresponsavelmente esquecida, com prejuízos nefastos para todos.
Aquilo que sustenta poderá ainda ser esquecido por mais uns anos mas os nossos filhos serão definitivamente prejudicados com o devir que hoje (mal) construimos.

Neste mundo blog em que, como dizia o mais feio e retrógrado blog português entitulado ‘de arquitectura’, num comentário a um post d’ oprojecto, « É espantoso o boom de blogs de arquitectura na Blogosfera Lusitana. E mais o sucesso que tu e o epiderme estão a ter é realmente fantástico este interesse que as pessoas estão a ter pela arquitectura!» as questões levantadas por GRT estejam desde sempre arredadas...
Mais uma vez irresponsabilidade ou simplesmente sinal dos tempos...?
Entretanto, e pelo espaço (demasiado pequeno) que o Público lhe concede (a GRT), Público 3 - Blogues 1

Não sei se com tudo isto, me fiz entender...
Entretanto, e segundo arbitragem discutível, os 3 pontos desde duelo vão (infelizmente) para o Público...
m'A

25.11.03

O Proxeneta Taveira 

O Taveira não é um GANGster como nós
Mas é um Cowboy.
Um Ranger.
O autêntico Proxeneta da Construção.
E nós gostamos dele.

Não se poderá Taveira queixar de não lhe ser dado em Portugal o destaque mediático a que por mérito próprio teria direito.
Não pode também exigir à Ordem dos Arquitectos que o dignifique e promova como o faz a tantos outros arquitectos (piores que Taveira na sua maioria..).
Os métodos que utiliza e o respeito deontológico a que não abecede; as práticas sexuais a que se entrega e a utilização sistemática de todo o catálogo da Robialac em cada simples projecto, a não obediência a hierarquias, a trafulhice que desenrolou na Faculdade de Arquitectura de Lisboa, as suas ligações à maçonaria e demais oligarquias, etc... são factos incontornáveis para se tornar pessoalmente num cidadão desprezável.
Contudo, a sua arquitectura é uma outra questão.
A sua fantasia, imaginação, colorido, alegria, a construção dos espaço em si, a linha que a todos aponta de como lidar com a mercado sem lhe ser subserviente, a forma como há longo tempo vem construindo, inventando e reinventando-se, a jogada magistral de ter antevisto a realização do Euro’2004 e ter apresentado às Câmaras os seus projectos para cada um dos estádios, a sua ligação claríssima do sucesso primeiro da Sic e depois da Tvi, etc, etc, etc...

Taveira é para muitos um disparate.
Aceita-se.
É o comentário mais fácil.
A opinião mais imediata.
Negá-lo à partida.

Mas propomos o desafio de, por um dia, se lhe dar todo o benefício da duvida.
Deparem-se com as Amoreiras, a Estação das Olaias, o Centro Comercial também nas Olaias e ainda o Centro Comercial Castilho (ainda que, novamente, com contornos explicitamente fraudulentos no projecto), o edifício contíguo à Via Latina na Av.João XXI, o estúdio do Tvi jornal e, para fechar em beleza e esquecer o diaparate do Banco Nacional Ultramarino, olhem de novo para o IADE!

Não recebo à comissão e imagino que se tivesse que tratar pessoalemente com Tomás Taveira, me repugnariam algumas das suas atitudes.
Contudo, gosto sinceramente de me perder naquilo que contrói.
De perceber e supreender-me com tudo o que contesta e por vezes destrói.
A completa e sucessiva sucessão de provocações ao gosto, à escala, à função, à cor, à forma, ao contexto e à ortodoxia.

O Asco 

No passado Sábado escrevi aqui um texto de ‘homenagem’ a José António Saraiva. Nesse texto se incluiam duas referências expressas que foram contestadas por LAC. A ambas, a nossa resposta.
Luís Delgado não é director. Pertinente correcção; pensava eu que seria o director do Diário Digital... mas não é. 0-1.
«Não acho que tenham perdido a cabeça». Quanto a esta discordo veementemente, e se o caso se deu pós-11 de Setembro ou não, é questão de detalhe.
Inequivocamente Luis Delgado perdeu toda a vergonha que lhe restava, O voto de confiança nessas suas opiniões fedorentas e fascistas foi definitivamente dado pelo 11 de Setembro. Como se duas torres houvessem caído exclusivamente para lhe dar razão ou substrato.
Para exemplificar, ainda ontem, numa entrevista ao Diário de Notícias proferiu aberrações tais como estas:
«Mais dia menos dia, como é inevitável, pela natureza messiânica e fanática dp terrorismo, alguma coisa de muio grave vai acontecer no nosso mundo.(...) Seja nos EUA, na Grã-Bretanha, Itália ou outro país europeu, democrático, livre e poderoso, ocorrerá um atque terrorista talvez mais devastador que o 11 de Setembro.(...) O alerta é máximo, a segurança total, mas nada nem ninguém conseguirá impedir esse fanatismo determinista, extremista e apocalíptico, Quando e onde, é o que resta saber.»
Percebe-se demasiado bem quem nesta história é Messiânico, Fanático, Determinista, Extreminista e Apocalíptico...
Rebatam agora o que vos aprazer, mas sobre este senhorzeco, nada mais me ouvirão falar.
Não me merece a pena.
Apenas um compulsivo nojo.
Voltemos à arquitectura!
m'A

24.11.03

A Utilidade de Ser Inútil 

Tinha já oitenta anos quando ainda lhe perguntavam se continuava anarquista.
À pergunta, Léo Malet respondia invaravelmente que quem não é anarquista aos quinza mostra não ter coração e que quem continua a sê-lo aos trinta mostra falta de discernimento.
Notar que se fala de anarquismo e não de inconformismo, liberalismo ou socialismo...
Esta referência vem num artigo da revista JA, sob o título de idealismo GANGster, “Da Utilidade de Ser Inútil»...
m'A

Abaixo o Pessoa! 

Ainda ontem falei de Clara Ferreira Alves.
E falei bem. Dela. Adoro-a genuinamente.
E portanto, apenas circunstancialmente este artigo é (também) contra ela:

Hoje, também no Público - Secção Local Lisboa - fala-se do adiamento da demolição do prédio onde Fernando Pessoa terá vivido ( e sublinharia o terá, se eventualmente soubesse como isso se faz neste editor de texto...). Mais à frente se refere que esta morada (Rua Almirante Barroso nº12) foi apenas uma das presumíveis moradas de Fernando Pessoa mas logo nos esclarece a digníssima directora da casa de Fernando Pessoa (não esta, mas outra, reparem), Clara Ferreira Alves, que seria um “crime” destruir o imóvel. “Não se pode deitar abaixo um prédio, com uma fachada belíssima, onde viveu Pessoa”, diz ela. Porquê?, digo eu...
Temos hoje o fétiche da salvaguarda, o capricho arqueológico de contemplação do calhau, a ideia (errada) de pretender estagnar no tempo organismos vivos como o é a cidade, o fétiche imaginado que apenas a fachada tem memória, se bem que se possa remodelar o seu interior. Chega de fachadas limpinhas e caixote de vidro por trás!
Esclareço que não conheço este prédio, nem sei sequer onde fica esta rua. Não conheço o método de construção, desconheço a conservação do edificado (se bem que em confrangedor complemento ao texto de defesa deste prédio, se faz acompanhar uma foto que, valha-me Nossa Senhora, mandem-me abaixo que já me doem demasiado as cruzes...), não a conheço em absoluto.
Mas que raio?? Tudo tem de se conservar? A casa onde primeiro urinou Cesário, a casa onde se embebedou o Orpheu, o estábulo onde nasceu outro menino, daqui a 35 anos querão conservar todas as diganas moradas das orgias da Casa Pia ou, mais propriamente guardar para o inevitável espólio ou lugar à memória a residência de Lobo Antunes, Saramago, Augustina, Sophia ou Rosa Lobato Faria??
Fernando Pessoa, com a conta. peso e medida que julgo que faltam a quem subscreve este artigo é de um nível superior. Indesmentível. Por isso tem merecidamente uma casa na Rua Coelho da Rocha em Campo de Ourique (esta conheço eu bem!!).
E basta! A sua memória, é a memória da escrita.
Não se salvaguardam em património estas memórias do intelecto.
Obviamente gosto de Pessoa, agora que se lixe a sua morada!
m'A

A Jurisprudência de JAS 

Num artigo de ontem sobre José António Saraiva, levantava a questão das novas relações do jornalismo. Hoje, alguém com manifesto melhor conhecimento que eu sobre as matérias em causa, Eduardo Cintra Torres, encabeça o seu artigo no Público com o seguinte título: «Jornalista entrevista jornalista sobre jornalista».
A informação transforma-se em comunicação.
A realidade mediada não interessa, só a mediação.
A notícia é questão do fôro subjectivo e mais vale fazê-la do que reportá-la.
Maria João Ruela não é mais uma das melhores jornalistas portuguesas, porque os seus semlhantes resolveram vesti-la de mártir e fazer dela a própria notícia.
Escusado será dizer que com isto ninguém ganha.
m'A

22.11.03

os Amores de sempre 

O beijo.
Lembrar aquele beijo.

A Mulher.
Lembrar aquela mulher.

O amor.
Lembrar aqule beijo dado àquela mulher.
m'A

Dar a mão à palmatória. 

Lembrar os outros Expressos:

O de hoje de Alfredo Barroso.
A clarividência do esclarecimento que se impõe.
Contudo consinta-me Alfgredo Barroso dizer-lhe que não é esse o título nem a conclusão correcta. Esses não são os sub-21...

O de hoje (e sempre) de Clara Ferreira Alves.
José Eduardo Agualusa acordou o monstro e Clara Ferreira alves, quiçá acossada na sua cultura extravasante não perde o comboio e assina um dos seus primeiros artigos, sem artigo defenido.
A minha excelente madrinha não é por isso dela.
É de Carlos Fradique Mendes...

P.S.- Os links não podem ser efectuados, pois como todos saberão, o Expresso autivamente, em lógica contrária à demais imprensa alojada na internet, exige uma incriçãozinha, mediante certo pagamento...
Caprichos de monopólio...
m'A

O tôlo 

Temos recebido algumas críticas à falta de actualidade dos conteúdos do nosso bloGANG. Não concordo, mas julgo imaginar a que se referem; falta a portuguesice da imprensa. Portanto aqui vai a primeira de outras subsequentes

(Expresso)amente Impresso

O incontronável tijolo de Sábado vai de vento em popa. Entre as edições boas e as muito más (como a de hoje) mantém-se semanalmente o disparate de José António Saraiva (JAS).
Apesar de ainda não se ter apercebido, JAS é fascista.
Apesar de ainda não se ter apercebido, JAS é tôlo.
JAS, à imagem de tantos outros directores em Portugal, como José Manuel Fernandes ou Luis Delgado, perdeua cabeça com o 11 de Setembro.
O seu editorial, sempre pretensamente pedagógico, sempre inutilmente infantil é o disparate nacional por definição.
Entre a (falta) de convicções ou as ainda piores convicções disparatadas, JAS assina desde há muito o ensino da falta de vergonha, de carácter e de estrutura mental. Diz e desdiz, teoriza a falta de democraticidade e subscreve-a.
Não é o meu ódio de estimação. É diferente disso pois nem este carinhoso sentimento lhe confiro. É a minha repulsa materializada .O travesti encarnado da mãe troglodita que felizmente não é a minha.
Além do mais, é tôlo.
Ele próprio, hoje, se define:
«Nos últimos anos, a promiscuidade entre o jornalismo e o poder tem vindo a aumentar. Há excessiva familiaridade, entre os jornalistas e os políticos. (...) Há troca de favores e de influências. E os jornalistas aceitaram convites – que lhes abrem as portas de um mundo que até aqui lhes estava vedado. (...) Deixaram de certa maneira de ser jornalistas para ser propagandistas.»
Parece claro?
Claro. O contraste entre o que hoje diz, e o que em livro diz assim:
« Quem não gostaria de ter estado presente no pequeno-almoço em que Cavaco Silva usou pela primeira vez a palavra «tabu»? Quem não gostava de falar com Jorge Sampaio antes da entrevista em que lançou a candidatura à Presidência da República? Tudo isto e muito mais é desvendado neste livro onde o jornalista que dirige o Expresso há 20 anos, e desde essa altura contacta semanalmente com os mais altos responsáveis políticos, se confessa. “Confissões de um Director de Jornal – Nos Bastidores do Expresso e do Poder” é um livro insubstituível para quem se interessa por jornalismo e sobretudo pela política portuguesa.»
Discordem de mim! Sejam ainda mais tugas! Comprem-no já!!!
Esta á a «política à portuguesa» de JAS...
m'A

20.11.03

O meu bairro 

Tenho uma empregada. Daquelas que dorme aqui em casa.
A minha empregada gosta de mim, daquilo que faço bem e daquilo que faça de mal.
Gosta de mim e eu gosto dela.

Também ela ficou triste pelo Sr.Xico.
Eram companheiros. Porque não se chamam de amigos estes convívios do sorriso matinal.
São os bastidores da vida do bairro. Os que falam da vida dos outros. Os que se inibem de falar de si próprios. Cheios de nada e com o sorriso do tudo que não está já ao nosso alcance.

Talvez tarde, agora que morreu o decano, percebi que tinha um bairro.
E que estas pessoas são o bairro.
Menos a minha empregada que depois do jornal da manhã, vem para casa.
Mais o engraxador porque esse, não tinha no bairro onde receber correio.

O bairro construi-se, para mim, hoje, assim:
A minha empregada foi vê-lo ao hospital num seu Domingo de folga. O Sr.Xico tinha o pé pôdre e estava sozinho.
Na 4ªfeira a seguir voltaram a encontrar-se na esquina. Voltaram ao mundo do ‘Olá bom dia’ e do ‘Então até amanhã’.
Disse-mo ela, hoje.

Também hoje toda a família jantou fora.
Chegado a casa, tinha um papel da minha empregada na secretária que dizia:
« o senor xico morava ao pé da pomte sobré u tejo.»
Depreendo que tenha lido o meu texto.

A minha empregada chama-se Cristina
O Sr.Xico, chamava-se Franciscu Marques, escreveu-mo ela no mesmo papel.
m'A

19.11.03

O meu Engraxador de Sapatos 

Moro aqui onde moro, há cerca de 15 anos.
Quando para aqui vim havia alguns velhos-da-rua.
Havia o homem (já velho) da bomba de gasolina, havia o homem (já velho) da tasca em frente, e com ele, todos os homens (já velhos) da tasca em frente, havia o homem (já velho) da porta do cinema, havia o homem (já velho), alfaiate aqui de baixo, havia o homem (já velho) da esplanada da esquina, o homem (já velho) da pastelaria do bairro, o homem (já velho) que de bicicleta trazia o pão à porta e, que me lembre havia o homem (já velho) que engraxava sapatos.
Depois a bomba fechou e o velho foi-se. Nunca mais ninguém o viu.
A tasca fechou. Acabaram-se as caricas no chão. O velho da tasca, foi-se. Com ela e com ele foram-se também todos os velhos da tasca. Foram-se os bagaços das 10 da manhã. Nunca mais os vi.
O cinema faliu. As portas fecharam-se. O velho desempregou-se e concerteza foi para casa sofrer com a reforma. Nunca mais o vi.
A loja trespassou-se. Persistiu o mau gosto, agora sem alfaiate. Porque o mesmo desapareceu. Sumiu-se. Nunca mais se viu.
A esplanada encerrou. Fechada para obras, dizia-se. Abriu sem o velho. Depois se soube que o Sr.Batista tinha morrido. E nunca mais se viu.
A pastelaria fez um lifting. Trocou de decoração. Trocou de empregados. Finalmente trocou de dono. E o Rialva ganhou croissants franceses mas perdeu os inesquecíveis ‘garotos’. O velho, que era o dono, foi para a terra. Aqui no bairro, nunca mais se soube dele. Nunca mais por aqui se viu.
O padeiro de bicicleta caiu. Foi atropelado, Agora vamos nós à padaria. Não faz grande diferença. Faz apenas grande falta. O velho. Não mais o vi.
O homem que engraxava sapatos, ficou mais um tempo. Foi-se despedindo dos amigos e deixou-se ficar com a história do bairro toda para ele. Aponta para minha casa e diz: «ali havia uma quinta muito bonita, ainda o menino não era nascido, nem esta confusão imaginada». Depois grangrenou-se-lhe um pé. Envelheceu-se-lhe a presença. Manteve-se-lhe sempre a simpatia. Conservámos-lhe sempre o respeito. No Sábado não veio. Domingo nunca vinha. Segunda-feira não apareceu. Hoje de manhã encontram-no morto, sozinho em casa. Nunca tinha pensado que o Sr.Xico tivesse uma casa. Onde seria?
A sua casa era esta esquina. A sua família estes vizinhos. Agora foi-se sem aviso nem convite. O Arco do Cego está mais pobre
E eu estou mais triste.
...ao Sr.Xico
m'A

Mendes da Rocha #2 

Dizia-nos ele entre inúmeras outras ideias soltas:
«Não é estranho este mundo moderno que repetidamente cria falsos problemas?
Não saber o que fazer com o tempo livre... Este é, entre eles, o mais estranho paradoxo...
Não seria porventura todo o objectivo do trabalho o de ter tempo livre?!??!»

Estranho mundo este...
m'A

Mais Cenas das Vendas das Tendas dos Blogues 

Lembram-se do programa Zapping do Luís Osório?
Pois é, uma outra GANGster que não eu (mas daquelas que todavia se recomendam mais do que eu...)enviou-me esta (excelente) comunicação:
Três das pessoas que integravam o programa estão actualmente a fazer uma peça de teatro que se chama Stand-Up Tragedy. E entretanto criaram um blog onde escrevem cenas das tendas das vendas do gang deles
Não sei avaliar o resultado do blog ou da actividade deles, mas tenho uma curiosidade afectiva em saber o que pensam... para continuar a construir as personagens...

Nada a dizer. Só clicar. Em cima.
m'A

Estamos esclarecidos? 

Prometo que foi a primeira e ultima vez que me atrevi a este tipo de registo.
Aqui entre nós, estão dispensados de fazer sobre o poema qualquer comentário.
(muito menos quanto ao facto de acabar a rimar em ão, com a palavra coração)
Dispensados estarão também, de deixar nos coments da anterior os parabéns à mãezinha...
contudo, se o fizessem, ela gostaria.....
m'A

Parabéns mãe 

Confidências filho-mãe, em dia de aniversário...
...os demais que não a minha progenitora; consintam-me esta 'habilidade'...
Não me digas adeus!
Não chores.
não faças escorrer nessa face,
de outrora menina;
A lágrima da saudade, da comoção ou da tristeza.
Não a faças escorrer,
que não escorre como escorria,
esguia do olho ao pingo no queixo e depois no chão.
Agora perde-se em vão
nas pregas da vida, e da razão;
que agora tens na cara.
Mas, apesar de tanta podridão,
és, agora e sempre, a minha rainha;
estás sempre comigo,
bem dentro do meu coração.

Parabéns mãe. Um beijo.
m'A

18.11.03

revogação do 73/73 

Foi há uns dias, colocado pelo Picuinhas, um texto de reacção ao Epiderme, sob o titulo Arquitectura por decreto? Alguns argumentos contra a revogação do Decreto 73/73.Numa primeira leitura cruzada, agradou-me a percepção de haverem pessoas manifestamente contra a revogação do Decreto 73/73, situação que (àparte corporativismos),
julgava ser quase unânime.
A surpresa veio mais tarde, quando percorri o texto com mais atenção.
O Picuinhas picuinhou e de artimanha em artimanha pretende-nos fazer convencer do impossível!
Admito que tenha para si o prazer de chegar a ser contraditório para nada provar, mas que não tenha a pretensão de estar certo quanto ao que pretende sustentar.
Não tendo no momento a disponibilidade nem o ensejo, de rebater a sequência maliciosa de equívocos do Picuinhas, faço, no essencial, minhas as palavras de LAC em Oprojecto.
Se o chamam de lóbi da arquitectura, terão as suas suspeitas. Eu prefiro elogiá-lo e dizer que, a para do Epiderme, Oprojecto é por direito próprio, um dos mais vistos blog’s portugueses de arquitectura.
Justiça lhe seja feita!
Quanto ao Picuinhas, obrigado pela provocação. Aguardamos ansiosos o nível de picuinhice que conseguirá inventar para defender o seu artigo, literalmente já arrasado.
Algo GANGster, em devido tempo, virá acrescentar algo;
...entretanto percam-se nestes dois (três com o do Epiderme)textos referidos bem como nos links por eles apontados, ao longo dos textos.
m’A

Mea Culpa 

Para quem pensava inovar e evoluir no mundo bloguista, com a introdução de imagens originais em vez de texto, um genuíno e sincero envergonhar das nossas ambições...
Hoje, deparei-me com isto...
Pensávamos noutro tipo de abordagem, mas esta, é sem duvida bastante ao meu gosto...
Mérit un détour
m'A

Embirrar 

Nos ultimos dias, pela circunstância da inauguração do Estádio do Dragão (que nome este!), inúmeras e repetidas vezes se referiu a obra fantástica de Manuel Salgado. Eventualmente inesperado em Portugal para quem não é polémico, provocador ou simplesmente da escola, da Escola do Porto, esta situação tem gerado comentários especuladores e difamatórios sobre as eventuais relações do arquitecto a eventuais sitemas ou lóbis de interesse.
Eventualmente os terá; mas quem os não tem?
Melhor, quem não os tendo, não os desejaria ter?
Má-língua, invejazinhas e boatos de circunstância interessam ao GANG, quanto mais não seja, para aqui os rebater!
Comparem a relação Estádio - Envolvente nas Antas com as verificadas quer na Luz, quer em Alvalade.
Depois pensem um bocadinho. Calem-se; e deixem passar quem trabalha.
1Lampião

Ref's Links 

Numa sequência de afortunados encontros com Mendes da Rocha, nasceu-me uma nova dedicação.
Dela, com o correr do tempo vos falarei.
Entretanto busco e rebusbo o seu charme.
Dêem-lhe à consignação, desde já, uma lambidela.
m'A

Ref's Blog's 

No campo dos blogues, uma referência acabadinha de ressucitar.
Percam-se aqui.
m'A

Congresso da Ordem 

Sobre uma sucessão de post's que na semana passada se colocaram e que tanta celeuma criaram, quer por desconhecimento das matérias tratadas de muitos frequentadores deste GANG, quer pela provocação que outros, as sabendo, sentiram, fica aqui uma saída airosa para ambos.
E para mim.
Um final feliz!
m'A
Blogar no Parque
Andam por aí os novos advogados do futuro, que é coisa de que sempre desconfio...
Entre arquitecturas analógicas, de formas livres ou digitais, visões apocalíticas da desgraça, ou deslumbramento incondicional pelo que há-de vir, guardo sempre a minha reserva, senão mesmo a minha desconfiança.
O futuro apresenta-se hoje. Na forma como vivemos o presente e a cada dia propomos novas soluções para os problemas de hoje. Ponto.

Posso andar adormecido, mas ontem, na página 15 do Público deparei-me com o anúncio de ser o Parque das Nações, finalmente o motor de alguma coisa e não só das famílias felizes pelo fim-de-semana passeando.
Rezava assim:

«No Parque das Nações, sentado numa esplanada ou deitado na relva, a internet vem ter consigo.
O Parque das Nações é o primeiro grande espaço urbano e de lazer em Portugal a oferecer o acesso permanente, sem fios ou fichas, à internet de banda larga. Basta ter um computador ou outro terminal portátil preparado para a ligação WiFi e escolher o seu sítio perfeito. Porque a internet “is in the air”.»


Acho fantástico! O futuro constói-se assim.
mais informações, por exemplo, aqui e aqui
m'A

16.11.03

Segundo intermináveis solicitações, está desde hoje disponível um novo serviço de comentários.
Usem, abusem, provoquem, desafiem ou ignorem.
Mails podem continuar a ser enviados para grupo_de_arquitectos_no_GANG@hotmail.com
Gang PoWeR!
Muito bem, estou a ver que veio para ficar...sim senhor m´A!
São estas "coisas" que transformam.
SEGREDO: Não permanecer muito tempo no mesmo ponto, repetindo sempre o que já se tomou por demais familiar.
inovación!inovación!
SugarFree
Inês
«A mais vil de todas as necessidades - a da confidência,a da confissão. É a necessidade da alma ser exterior.
Confessa, sim; mas confessa o que não sentes. Livra a tua alma, sim, do peso dos seus segredos, dizendo-os; mas ainda bem que o segredo que dizes, nunca o tenhas dito. Mente a ti próprio antes de dizeres essa verdade. Exprimir(-se) é sempre errar. Sê consciente: exprimir seja, para ti, mentir.»

B.S.
m'A
INÉRCIAS.
Gostaria de saber porque a inércia atinge entre nós valores tão extraordinariamente grandes. O pior é que é sempre no sentido estático, i. e., na dificuldade de iniciar movimento. Eu própria admito me deixo levar por esta inércia de vez em quando, mas apenas até que algo me traga de volta a mim e ao espanto permanente pelas coisas. Desta vez uma viagem, podia ser outra desculpa qualquer.
Qual é afinal a dificuldade de ser positivo? Quanto à cidade, às pessoas e aos dias em catadupa. Lisboa é sim uma cidade fabulosa – já foi dito vezes sem conta. E orgulho-me de estar entre esses tontos que se maravilham cada dia mais um bocadinho, uns dias mais do que outros.
Em Lisboa só não pode acontecer o que não se quiser!
Não sou apologista de pessimismos de qualquer género, acho a opinião muito melhor que o silêncio, a acção muito melhor que o espasmo!! E com isto regresso ao entusiasmo.
Joana Couto

TanGA(NGa)s
O GANG sugere as primeiras vítimas...
O próprio GANG que confessa que gosta de provocar e de alertar à consciência, apercebe-se surrealmente que os próprios GANGster's se sentem provocados e fazem julgamentos de consciência.
Vão estranhos os tempos.
Faz chuva.
Faz vento.
e não se faz entretanto mais nada.

Como já antes disse, os GANGsters prezam mais os seus inimigos que os seus amigos, e por definição ou por hábito, sempre conseguem arranjar pretextos para transformar amigos em inimigos mas falta-lhes ginástica para fazer o inverso.
Entre os sonhos que vamos colocando e as coisas a que nos vamos entregando, hoje é tempo, e é aqui o espaço de confessar a minha (passageira) desilusão.

Estava escrito, que escreveria quem quisesse; e quem não o quisesse que não o fizesse.
Eu quero.
Vou continuar.
Perseguir na confrontação.
Na própria provocação da minha consciência.
Para os barcos à deriva e para os candidatos a náufragos, irá esta minha dedicação.
O vosso timoneiro sem tripulação,
m'A

14.11.03

Bem, eu não levo o nuclear a sério...mas creio que pode ser uma boa ferramenta para salvaguardar alguns interesses inerentes a quem estuda arquitectura no IST. (já que, repetidamente, as iniciativas dos alunos têm sido mascaradas de incompetência por parte dos 'chefes') Não havia uma lista de artigos para legalizar o nuclear? Não faltava só ir com essa lista a um notário? Podia simplesmente deixar de haver chefes... eu arranjo o notário...é claro que não se está a falar aqui de algum 'lucro' para as pessoas que têm participado no blog (e, desde já, demostro o meu :-) com o facto de haver participação!); é claro que as pessoas que mais trabalharam para a criação da dita associação não iriam tirar o devido proveito (mas não é sempre assim?); é claro que isso ficaria para quem ainda tá nos primeiros anos do curso, mas seria uma 'coisa' boa, creio.
Assim, creio que é urgente mandarem-me um mail (ou outra coisa qualquer...) com esse material tão dedicada e competentemente produzido por quem o produziu, para que eu possa ir a um notário com ele...prometo que não ponho isso no curriculum :-P

Só mais uma coisa, posso continuar a mandar Paul Auster?

Um conselho dum observador: tal como o nuclear, não levem o blog a sério...e não é só assim que se faz amor?

Tio Xavier

p.s. - não é só ir ao notário...
entre algumas outras coisas, é sobretudo necessário, fazer eleições para que as pessoas que se pretende com essa associação defender, possam democraticamente decidir quem querem que as defendam.
E este é o ponto principal.
Não podemos autonomear-mo-nos, em nome de determinado grupo, sem primeiro averiguar se a opinião que com excesso de voluntariedade dizemos ser de todos o é verdadeiramente.
Por isso, na nossa sociedade há eleições, por isso há facções; porque há diferença de opiniões...
Fiz-me entender?
m'A
Santana Flop'es
Tem havido, nesta imensidão de blog’s um aceso debate e tomada de posições sobre Lisboa, Parque Mayer, Tunel do Marquês, Terreiro do Paço e Frank Gehry. Mais recentemente as nova Alcântara de Siza e Nouvel depois da sua semelhante parte Oriental ao Cabo ruivo e Renzo Piano.
Para referir apenas dois, que com frequência leio é notória sobre esta matéria a diferença de opiniões visível por exemplo, entre dois distintos blog’s, o_projecto e o Fórumcidade.
Àparte de um debate de ideias, que em absoluto, não é o que mais me interessa gostava de lembrar um pequeno detalhe. É que nem tudo no planeamento, no urbanismo e na arquitectura é matéria de opinião...
Existe legislação, existe ciência urbana, sociológica, de tráfego, ambiental, política cultural, etc... e, para além de todas estas, existem pessoas.
As pessoas fazem a cidade ainda mais do que uma cidade faz as pessoas.
Reforçando mais uma vez que não pretendo, para este caso imitir opiniões, gostaria no entanto de lembrar que entre matérias subjectivas e outras objectivas, entre opiniões e factos, existe até hoje, uma casuística e uma negligência confrangedoras na gestão da cidade de Pedro Santana Lopes.
Entre, por exemplo, as intervenções em Alcântara e no Parque Mayer, existe uma distância colossal, entre o que será possível defender e o que estará inclusive tecnicamente ERRADO.
E Errado não é opinião, é facto.
Não poderão os pregões publicitários a que já nos vamos habituando substituir o respeito da lei; não pode a vontade (estética!!!), de um, ainda que presidente da autarquia substituir-se àquilo que cientificamente se impõe na cidade...
Como ainda há pouco, neste mesmo blog referi, julgo que os fins não poderão justificar os meios, e neste caso alfacinha, essas finalidades têm manifestamente comprometido direitos e deveres de muitos cidadãos, violado princípios e autoritariamente esquecido outras obrigações que se impoeem.
E esta, novamente não é opinião, é facto.
m'A
...como reacção imediata surgiu-nos esta opinão...
A PATA NA POÇA. ACÇÃO OU CU-ACÇÃO?
Não me interpretem a mal a veemência desta exposição, mas deixem-me confessar a sincera repulsa pelas prioridades a que nos vamos entregando e a conveniência explícita a determinados propósitos e personalidades.
O curso não são só os que já acabaram ou os que já deveriam ter acabado. E para ambos (nos quais cumplicemente me incluo), deixo uma acusãção explícita à soberba, da qual nunca nos desprendemos. O curso não somos apenas nós!

Somos todos amigos, todos colegas mas não somos todos parvos, nem uma qualquer amizade justifica a tomada de posições autoritárias.
É mais que meu dever revelar a minha opinião e apontar o que todos em consciência sabemos: que obviamente, todo e qualquer lucro gerado pelo nuclear (que efectivamente não existe - e sublinho que o nuclear NÃO EXISTE!!! - muito menos dirigentes, fundadores ou demais honras ou hierarquias ), não poderá ser utilizado para defender este tipo de interesses. Muito menos se poderá eventualmente associar o nome de algo que nunca conseguimos que chegasse a existir, a propósitos tão explicitamente parciais e à rebelia de um mínimo de quórum.

Obviamente compreendo o que está em causa.
Mas compreendem vocês o que está em causa?
Que algo imaginado com objectivo de defesa de um espírito, um arquitectura e um empenhamento geral no curso, acompanhe sempre a cabeça dessa grupo e continuadamente se desprenda do resto do seu corpo. Que o mesmo ânimo que outrora levou à realização de tão elogiadas semanas de debate de arquitectura (das quais inequivocamente aqueles que agora se propõem a formar esta comissão foram competentes responsáveis), sempre a defendendo independente de interesses institucionais, promotores ou corporativos venha agora a dispender esse ganho –financeiro- em tão interesseiro intento.
Ás vezes, aquilo que parece é.
E se apenas a mim, isto me parece incongruente, peço então desculpa pela má vontade (ironia.)
Mas parece que isto que agora reluz, é de facto, ouro!
É uma trafulhice...

Estupefacto, uma vez mais assisto à nomeação de uma comissão geral ‘em nome de todos os alunos’ nomeada sempre e apenas por parte deles.
Nada disto é pessoal, unica e exclusivamente acredito que nem sempre os fins justificam os meios, muito menos a defesa ‘legal’ de um qualquer argumento por mais importante que seja legitima a adopção de medidas informais ‘encapuçadas’ de democráticas que, efectivamente não o são.

Simplificando, os meus pontos de incredudilidade são:
#1. A auto-nomeação de comissões. E se alguém não concordar, que direito ainda se lhe reserva?
#2. A continuação da utilização de um nome de pessoas colectiva que inclusivamente, por minha incompetência pessoal não se chegou a configurar. O nuclear chamava-se nucleArch. E tanto o primeiro como o segundo não têm validade legal nem podem por isso defender legalmente qualquer instituição ou grupo, qualquer que seja a sua matriz.
#3. Que se confundam propósitos. Um são as semanas da arquitectura. Organizados competentemente, por uns, em nome de todos. Outra é suposição de pseudo-comissões, organizadas competente ou displicentemente por uns, em nome de todos.
#4. Que nós, alunos primeiros deste curso nunca tenhamos conseguido perceber que não nos era inerente a esse estatuto, nenhum grau de importância superior a qualquer outro estudante matriculado neste curso.
Ressalvo no entanto, uma situação; que sempre é preferível a acção à inércia e como tal não seia justo deixar de aplaudir quem, com legitimidade, ou com presunção de consciência dos demais, se prontifica a atingir determinados objectivos.

Dou-vos a todos o benefício da dúvida, porque manifestamente parece-me que se equivocaram mas que ainda irão a tempo de emendar a asneira, que é sempre melhor resolução que persistir num erro.

Se contudo, não o fizerem, boa viagem, boa estadia, boa defesa dos costumes e, se como parece, por ora, receiam o censo comum, ao menos tenham em atenção o bom censo!
Esperarei então, curiosa e interessadamente o relatório prometido...

Sem maldade, mas com indisfarçável incómodo, um abraço,
André Albuquerque

de dois GANGsters que se identificam no final, surge depois esta comunicação preversa...
CONGRESSO DA ORDEM DOS ARQUITECTOS - comissão de representação dos alunos do IST

Caros colegas,

O processo de acreditação do “nosso” curso de Arquitectura foi suspenso pela OA sob o pretexto desta precisar de 6 meses de reflexão para a revisão do “Regulamento Interno de Admissão” (RIA).

Não pondo em questão a utilidade da intenção e necessidade de tal regulamento ser submetido a revisão, o espanto geral (alunos e instituição) deve-se à data em que a intenção correspondente foi tornada pública e é suposta produzir efeitos – a apenas um mês da data limite de entrega dos dossiers de acreditação no quadro das regras anteriormente definidas pela OA. Não houve nem respeito, nem consideração tanto pelo trabalho elaborado pela equipa de docentes e funcionários do Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura quanto pelos alunos e recém-licenciados. A Ordem tem legitimidade para fazer tais reflexões, quer se queira quer não, mas não tem legitimidade, nem que seja moral, para travar processos em desenvolvimento/conclusão enquanto as faz. No mínimo, os processos em desenvolvimento no período de revisão deveriam ser apreciados segundo as regras, regulamentos e orientações anteriores. Só depois de aprovado um novo RIA é que se poderia revogar o anterior. Desta maneira é criado um vazio legal que prejudica a reputação e imagem ética das “Ordens deontológicas” mas fundamentalmente prejudica a escola, os alunos e os recém-licenciados (no momento os principais lesados com tal decisão).

Desta forma e aproveitando a ocasião do 2º Congresso da Ordem dos Arquitectos que irá decorrer nos próximos dias 27, 28 e 29 de Novembro achamos que deveria haver uma comissão que representasse os alunos/recém licenciados de arquitectura do IST. Vimos então propôr como comissão os alunos João Fagulha e João Ruivo e os recém-licenciados Helena Alcoforado Gomes e José Cláudio Silva dispostos a deslocarem-se a Guimarães nas datas referidas.

Para cobertura dos encargos associados às inscrições e deslocações propomos também que se recorra às verbas angariadas pelo Nuclear fundamentalmente nas “Semanas de Arquitectura”.

Esta iniciativa é do conhecimento e aprovação do actual delegado de curso (Eduardo Costa), entre outros.

Pedimos desculpa por não levar todo o processo de mobilização de uma comissão a conselho geral mas a data-limite para inscrição, 12 de novembro, não o permitiu.

Comprometemo-nos, desde já, a elaborar e divulgar um relatório do conteúdo discutido no Congresso no que se refere ao tema/causa referidos.

Um abraço a todos,
Helena Alcoforado Gomes e José Cláudio Silva

P.S. - por favor divulguem pelas pessoas da licenciatura pois a minha mailling-list não se encontra de todo actualizada.




Primeiro, sobre a admissão à Ordem, surgiu este lamento....
GANG ou não GANG
nunca me visionei como pertencente a um gang, ou coisa parecida, antes pelo contrário, prefiro ficar por fora dessas coisas...

surgiu agora um assunto (que não tem nada de novo) que nos interessa a todos - finalistas e finalistas "to come", sobre a baboseira de Ordem que temos...

o que é que se passa com esta gente???? tá tudo parvo? Agora dizem-nos que não podemos entrar para Ordem, que eles tem que pensar sobre o futuro dos Arquitectos, bla, bla, bla, bla,bla....por amor de deus!!! travam-nos a entrada no mundo do trabalho (para todos os efeitos não podemos fazer o estágio legal, e por consequencia não podemos assinar porjectos tão cedo) e isso é anticonstitucional... hão-de se arrepender.

bom, não sei se anda para aí mais gente preocupada com a situação, mas fica o statement. EU ESTOU FARTA DESTA CONFUSÃO!
ma.


TEMA#1* ADMISSÕES À ORDEM, CONGRESSOS E DEMAIS ALDRABICES...
Este tema não era para ser colocado no Blog, uma vez que notoriamente incide sobre um tema que escapa a um volume considerável de leitores que já nos vão consumindo.

Contudo, devido aos textos sucessivos e coincidentes na mesma matéria que nos foram chegando e tendo presente que este Blog, antes de mais é sobre Consciência e Provocação da mesma, parece-me que seria manifestamente um acto de censura não expôr aqui estes sucessivos excessos de Provocação e falta de Consciência….

Uma vez mais, a cada um, se reserve o direito da sua opinião pessoal e, se manifestamente eu tenho a minha, e sem cobardias a apresento também, não é minha intenção aqui, vencer a minha razão mais do que levantar a questão em si, que obviamente se impõe.
P.S. - A sequência dos textos obedece, exclusivamente a uma ordem cronológica...
m'A

13.11.03

O GANG ESTÁ VIVO!!!
Nasceu para viver, incomodar, provocar, e quem o quiser matar que morra 10 vezes, antes de voltar a morrer.
Não deixem as criancinhas aceder ao GANG... ou deixei, para que tenham o conhecimento da verdade nua e crua.
Que o GANG faça o que tem que ser feito.
Viva o GANG.
Pipo

«As it turned out, the boxes were quite useful to me in that state. The apartment on 112th street was unfurnished, and rather than squander my funds on things I did not want and could not afford, I converted the boxes into several pieces of "imaginary furniture." It was a little working on a puzzle: grouping the cartons into various modular configurations, lining them up in rows, stacking them one on top of another, arranging and rearraging them until they finally began to resemble household objects. One set of sixteen served as the support for my mattress, another set of twelve became a table, others of seven became chairs, another of two became a bedstand, and so on. The overall effect was rather monochromatic, what with that somber light brown everywhere you looked, but I could not help feeling proud of my resourcefulness.»
Moon Palace, Paul Auster.
Xavier
Cheguei!
Da viagem pela Comunidade Valenciana e Murciana, certamente se anunciarão demais comunicados. Para o imediato, fica um pensamento que me ocorre:
E é este, sobre a arquitectura mediterrânea, que sem duvida me interessa mais que tantas outras tais como a contemporânea, a de 'rasgacielos', a de autor, a holandesa, a japonesa, a francesa, espanhola, ecológica ou inovadora...
Sobre a arquitectura mediterrênea me ocorre dizer que esta não seria possível sem laranjas.
Só isto. Arquitectura e Citrinos.
Easy! Sexy! Sublime!
m'A

5.11.03

outras Cenas das Tendas das Vendas do BOOM
O GANGster até agora manipulador desta tertúlia, vai de viagem...
Não vos diz respeito aonde, nem quando, nem porquê.
Eu volto. Prometo.
‘Isto’ fica aberto e será actualizado diariamente.
Não há desculpa, para uma nova hibernação.
Cumplicidades mafiosas m’A.


SALDO & NOTAS
Saldo do dia...
No primeiro dia, 30 visitas, e mais de 75 pageviews!!!
Não está mal...
Não está nada mal...

Queria apenas deixar duas notas:
*1* muitos me têm perguntado como se faz para colaborar. É muito fácil, é só escrever o que vos vier à cabeça e mandar para aqui...
*2* muitos se têm escondido na dificuldade de escrever alguma coisa correctamente. Mas está incorrecta esta observação.
O GANG, nega o correcto, bem como a verdade, a justiça, a moral ou demais preceitos e preconceitos.
Também não solicita ou suscita a incorrecção, a mentira, a injustiça ou a imoralidade...
Simplesmente diz que não é com estes contornos que se avalia o GANG.
Não são esses os critérios de avaliação.
Nem sequer avalia ninguém
E portanto, também ninguém chumba.
Desinibam-se mais.
Escrevam mais ainda.
E das coisas escritas, uma será minha, outra é tua e as outras de quem a apanhar!
m'A

4.11.03

'...o prazer de chegar a ser contraditório para nada provar...'
«Escolho os meus amigos pelo bom aspecto, os meus conhecidos pela boa natureza, e os meus imimigos pelo intelecto. Todo o cuidado é pouco na escolha dos nossos inimigos. Não tenho um unico que seja imbecil. São todos homens intelectualmente abonados e, por conseguinte, todos me admiram. Será vaidade da minha parte? julgo que é um bocadinho.
(...)
Não pretendo discutir política, sociologia ou metafísica convosco. Gosto mais de pessoas do que de princípios e gosto de pessoas sem princípios mais do que tudo na vida.
(...)
Só os intelectualmente desorientados é que discutem»

Citado de OW
m'A
...pronto, pronto, admito, faltou-me a coragem para o blog!!escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo,escrevo, não escrevo, tontices, photoshopices, coisas e coisas e cenas e vendas de um tal mestre, opiniões, sensações, temas e raivas e coisas que tais, poemas e lendas e outros assim, hoje não me decidi....sendo assim vou ficando um pouquinho por aqui.
Ode ao gang para começar porque não? viva o gang, morra o dantas, viva, PIM!
J.C.

mais um dos GANGsters acede, e comparece à convocatória...
Aguardam-se ansiosamente os demais desertores, emigrantes e objectores de consciência...
EXISTE
sou do tempo em que nas palavras soltas e gargalhadas gordas dos nossos amigos ainda não gangsters se presentia algo de paranormal.

a paranormalidade pariu um Gang!,... dizem que a montanha pariu um rato.

se perguntarem por mim, fui gangar.
.G
ps. quem é é, sabe e usa-se disso
UM OUTR'(O)PROJECTO
Uns mais à direita, outros mais à esquerda, outros como nós, levando tudo à frente.
Diverge a forma, não diverge a intenção,
E fica o agradecimento para o primeiro Blog que nos Linka...
m'A
manifesto do GANG
o GANG não existe!
negaremos a existencia do GANG
o GANG é uma associação marginal e ilegal.
mas tem fins lucrativos porque não somos parvos!

o GANG não tem membros (mas tem tronco).
É uma entidade abstracta, como DEUS
mas o GANG não é católico nem muçulmano
nem ateu, o GANG é meu!

o GANG não agradece,
não presta homenagem,
agradecemos no entanto
a quem nos presta vassalagem

o GANG insulta
e é incómodo
o GANG é preverso
e às vezes escreve em verso

o GANG é mau como as...
não! é pior que as cobras
o GANG é chato como um...
não! é pior que um carrapato

o GANG odeia o LAMAS,
mesmo depois de morto
o GANG odeia o SUA KAY
e quem lhe convem

o GANG é assim
doa a quem doer
e quem não nos grama
que se vá FODER!

tenho dito!

La Vache!

O ABORRECIMENTO POR DECRETO IMPOSTO

Prefiro sempre um sorriso a um queixume.
Prefiro ser enganado a ser (por imposição) entristecido.
E como ainda ninguém teria eventualmente percebido, estou a falar do país.

Este país está triste.
Antes de estar desiludido, rancoroso, a professar a sua própria desgraça ou a contemplar as suas inúmeras incongruências, o que Ele ( Ele - país) está, é triste!
É uma tristeza por decreto imposto, uma lamúria por indicação governamental!

DurãoB.
«Estamos tão pobres, tão maus, não temos dinheiro, estamos individados, não aguentamos a economia, muito menos o défice, ainda menos os escândalos, ....os incêndios...., subir as propinas, fazer cara de mau nos telejornais a explicar as ideias do governo, etc...

A.Guterres.
«no pasa nada, temos um queijo que nos safa, uma geração que não se preocupa, um país que é água mole, a população quer é o 'dolce fare niente', etc...

Algures entre estes dois estilos, mais do que entre estas distintas verdades se cifrará a verdade. Nem estaremos profundamente falidos como o actual (des)Governo indica – e teria piada alguém com conhecimentos próprios enumerar as intermináveis vantagens que existirão em declarar falta exacerbada de dinheiro e com isso legitimar a enormidade aberrante de abusos de direitos...; nem concerteza teremos tantas razões para sorrir como pretendia a anterior pasmaceira negligé socialista.
Contudo, entre a genuína incapacidade e incompetência de ambos, permitam-me a minha incompetência, o meu desplante e a minha provocação: Prefiria o Guterres.

Andamos constantemente atrás da utopia futura. Do objectivo ‘a atingir’, ainda que os actuais objectivos, sejam por ora, tão somente económicos. E quando esse objectivo se atinge, imediatamente se propõe um outro...Mais um sacrifício, mais um ‘esforço nacional de importância vital’, para um qualquer outro objectivo. Apenas se pede, que em prol da merda que há-de vir, que o senhor eleitor se demita mais uma vez de ter uma opinião e que, por sentido de estado, respeite a merda reinante!
Portugal gostaria certamente de se transformar na primeira democracia com legislação da opinião. Eu por mim, tudo bem, mas ainda assim, prefiria o Guterres.

Entendo a determinação de objectivos vitais, não entendo que esses objectivos sempre se atinjam à custa da perda de democracia, de liberdade (de opinião e outras), à custa sempre do presente, e ainda que à custa de tudo isto se tratasse, não admitiria jamais que tudo isso fosse feito à custa do nosso prazer; da nossa vontade de sorrir.

Sobre o Guterres, fica tudo mais fácil(queira dizer mais curto). Guterres foi, em Portugal, o maior incompetente de que à memória. O absoluto nulo. Mas é fixe.
Guterres é fixe.
Desculpabilizava sempre a perda de mais um objectivo, de mãos baixas se lamentava a impossibilidade de fazer o que é quer que fosse. E de modorra em modorra, segundo o próprio, se atingiu o pântano.
Eu discordo.
Com Guterres andávamos enganados (todos cumplices da riqueza artificial), mas andávamos felizes. Com este Durão, andaremos por certo, igualmente enganados, mas não podemos sorrir porque ficamos sem emprego, com défice, com o crédito da casa, do carro, do frigorífico ou do bibelot da sala.
Digam-me, sinceramente uma coisa, não pode um homem andar a vida inteira enganado?
Estes governos ocidentais que impoeem o modelo económico como objectivo máximo à sua missão, sabem bem a ilusão que vendem. E entre os países que criticam por não procurarem o bem-estar da forma que julgam única e exclusiva ponho-vos um desafio (daqueles que não vem nos relatórios do FMI, nem da OTAN, nem da OPEP....), que comparem a alegria de viver entre um cubano e um aborrecido norueguês, entre um iraquiano sob domínio de Hussein ou sob domínio americano, entre um pobre moçambicano e um seu vizinho ricação sul-africano, entre o respeito que vos mereça Arafat, e as constantes provocações de fins imperiais de Sharon...
Proponho-vos uma superficial (para que não se aborreçam) análise comparativa...

Prefiro andar enganado a vida inteira mas feliz.
Do que constantemente me lembrem que somos um país de merda!
Não concordo!
E portanto preferia o Guterres!
m'A

primeiras reacções...
FELICITAÇÕES

ESTOU TERRIVELMENTE CONTENTE POR UMA LOUCURA COMO O GANG, DE FACTO EXISTIR!
ACHO QUE VAI SER ÓPTIMO DEIXARMOS TESTEMUNHO DAS NOSSAS HISTÓRIAS, DAS
NOSSAS MENTES BRILHANTEMENTE LOUCAS E PERVERSAS!
BEIJOS AO GANG
MARIA ANA
Para continuar, chegaram-me umas reticências
SOBRE MAIS ALGUÉMs...

Tomei agora o 1º contacto com o blog, rica inspiração; há boas ideias, muitas até, talvez por demais, mas é mais raro quando as ideias deixam de ser 'idiotas' para passarem a constar na realidade; o 'suporte' das ideias começa por ser a matriz onírico-voluptuosa de qualquer pessoa, ou seja, de um idiota qualquer. Assim, devo dizer-te que muito me preza ver uma tua ideia (sim, porque creio que tu foste o idiota original do blog) quando ela já está 'posta no papel'. São coisas destas que faltam ao espírito humano, inatamente fibromeálgico; são coisas destas que faltam às pessoas que prometeram, idiotamente, tapar os buracos da estrada em frente à minha casa; são coisas destas que faltam ao mundo e, mais importante que tudo, eram coisas destas que faltavam a nós.
Obrigado pela tua fibra,
um grande abraço.
Xavier
Para começar, o ponto final:
SOBRE ALGUÉM...

«Havia uma maneira parecida com aquela a que tinhamos sempre aspirado; havia uma maneira que nos dizia poder ser estudada a arquitectura sem cronologias obedientes, lida na banalidade comercial, nos quais sublimes ou nos mais obscuros exemplos do passado ou nas experiências mais fortes dos arquitectos contemporâneos; havia arquitectura nas descrições dos poetas, nas memórias da nossa infância, nas memórias da infância dos outros; havia analogias(de construção, de montagem, de síntese) com os modos de fazer cinema, ópera ou pintura. Não havia, afinal, motivos de culpabilização para o nosso desejo de forma ou de prazer perante as formas, na nossa vontade de plenitudes idênticas àquelas que nos incendiavam quando as percebiamos dentro de um romance, de uma escultura ou de uma peça para violoncelo.
(...)
O prazer de viajar e discorrer; o prazer de usar a noite para falar, no carro, no istmo, na rua, em casa; o prazer de chegar a ser contraditório para nada provar, apenas a relatividade de tudo; o prazer da radicalidade das afirmações; o prazer do que se fez, se empenhado; o prazer de construir (a partir de quase nada) um intrincado universo de relações, composições, hipóteses; o prazer de usar a memória, o passado, o já vivido, livremente, criativamente, ao serviço de outros problemas ou de recorrentes impasses humanos; o prazer de citar sem rigor (“se non é vero é ben trovato”); o prazer de especular, de criticar sem concessões, de celebrar a vida em todas as suas manifestações por mais pequenas ou anónimas que parecessem; o prazer da abordagem aos problemas por lados insuspeitados, não comuns; o abrir dos novelos com a exactidão do sítio mais difícil mas também do mais potenciador de outras soluções; o prazer, sobretudo, de gostar da arquitectura, de gostar da beleza, de gostar de quase toda a produção humana, porque é construção humana e construção de sentido, sem ordenação ou preconceito.
(...)
Aprendemos a lição de regrar o universo a partir da vontade de destruir as regras banalizadas; de o assemelhar a um organismo vivo, certo para consigo e para com os outros organismos sendo diferente, aprendemos a testar permanentemente a correspondência, a rima, o fraseado, a subverter o fraseado e a rima e a caminhar, às vezes, na fronteira absoluta da leis desconhecidas; aprendemos a interrogar mentalmente programas e a extrair deles o significado mais escondido que é preciso ir buscar muito ao fundo desse elenco superficial.
(...)
A ele recorro sempre, no pânico da vida, e acabamos a rir-nos. Cheios de arquitecturas apaixonadamente estúpidas na recusa comum da facilidade, vamos construindo pequenos troços cúmplices mesmo quando nos criticamos.»

Citado de MGD
m'A


3.11.03

DAY1, STATEMENT2
Todos comentários, reclamações, sugestões, intervenções, colaborações, deverão ser enviados para grupo_de_arquitectos_no_GANG@hotmail.com.
O atalho para este endereço está aqui à direita....
m'A
DAY1, STATEMENT1,

Somos Arquitectos.
Cheios de ideias.
Cheios de vontades.
Mas maus arquitectos.
Definitivamente maus.
Propositadamente maus.

Este blog pretende ser o espaço da má vontade.
O terreno dado à má arquitectura.
Porque só com essa nos entendemos.
Só dessa percebemos.
Só essa nos interessa.
E não nos aborrece.

THE END1, NULIDADE MÁX
m'A

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